Temer dá recado de privatização a ministros e imprensa muda de tom

Palavra de ordem do presidente interino Michel Temer é ânimo na população para melhorar economia e imprensa adota veicular discurso
 
Jornal GGN – O presidente interino Michel Temer reuniu-se com seus 21 novos ministros, já no Palácio do Planalto, nesta manhã, indicando os caminhos a serem adotados por seus ministros para recuperação da economia. Estão esperadas mudanças em diversas áreas, como a redução orçamentária para programas e projetos do governo, reforma na Previdência, além de recuperar o ânimo dos brasileiros. Redações toparam aderir ao último recado. Após o encontro, a palavra de ordem manifestada pelos nomes dos Ministérios é “privatizações”. 
 
“Bolsa Família não pode ser proposta de vida”, defendeu o deputado federal Osmar Terra que assumiu o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Após a reunião com Temer, o novo ministro acusou a presidente Dilma Rousseff de “mentir” sobre os dados do programa. E prometeu “avaliar” a “necessidade” e a “eficiência” do projeto: “Vamos avaliar o programa, aumentar sua eficiência e responder a uma pergunta: por que um país que a presidente diz que tem menos de 10% de pobres, tem 50 milhões de pessoas precisando do Bolsa Família? Temos de explicar por que tem tanta gente. Eu acho que ela mentiu”, disse.
 
O novo ministro da pasta que uniu Educação e Cultura, o deputado federal de Pernambuco pelo DEM, Mendonça Filho, afirmou que nenhum dos programas em curso pelas pastas serão descontinuados. Mendonça contestou a ideia de que a fusão das duas áreas distintas possa provocar uma redução orçamentária para os investimento. 
 
“Você pode ter dois Ministérios com pouca força ou unir duas áreas fundamentais, como Cultura e Educação, cada vez mais fortalecidas. É esse nosso objetivo, disse. Mas ressaltou que haverá “uma mobilização com consensos” nas pastas e com “restrições orçamentárias”. 
 
Ao ser anunciado o titular da pasta, Mendonça Filho foi recebido sob vaias por servidores da cultura:
 
 
Já o deputado que abandonou a liderança do PR, Maurício Quintella, para votar a favor do impeachment, e cuidará agora dos Transportes, Portos e Aviação Civil disse que, ainda que diante do cenário econômico, Temer não negou investir na malha viária no país.
 
De acordo com o ministro, a falta de investimentos nos últimos anos tornou a malha “intrafegável” e também retomará obras pelo país. Para isso, o ministro já prepara estudos para contar com “parcerias privadas”. “A necessidade de recuperação é imensa, vamos analisar a capacidade financeira”, disse. E deu o tom avisado por Michel Temer: “A ordem é privatizar tudo que for possível”.
 
Nas Cidades, o aliado de Aécio Neves, ex-líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo, também mostrou que acatou as demandas de Temer: “Qualquer amarra que distancie a participação da iniciativa privada será combatida”, disse. 
 
Para isso, o tucano anunciou que fará uma radiografia dos principais programas de habitação e saneamento e um diagnóstico para identificar seus padrões de eficiência. O objetivo é acabar com o “viés ideológico” do que chamou de “amarras burocráticas” nos investimentos públicos.
 
O novo ministro do Esporte, deputado federal do PMDB pelo Rio de Janeiro, Leonardo Picciani, decretou que, apesar dos problemas econômicos, também não faltará orçamento para as Olimpíadas do Rio, neste ano.
 
“Os Jogos serão um sucesso absoluto, e certamente engrandecerão a imagem do Brasil perante a comunidade internacional e também deixarão um legado em benefício da população”, disse, faltando menos de 100 dias para a competição.
 
A prioridade de Raul Jungmann no Ministério da Defesa também está, em um primeiro momento, nas Olimpíadas. Para ele, é preciso ficar atento, apesar de o Brasil “não se encontrar no radar do terrorismo”. “Há uma situação delicada hoje no país e no Rio, eu acho que temos plenas condições de fazer uma excelente Olimpíada, mas é preciso um grande engajamento da Defesa para suprir eventuais dificuldades”.
 
Recado nas redações
 
Apesar de os problemas econômicos não serem resolvidos, o objetivo do presidente interino é “melhorar os ânimos” da população, estimulando clima de estabilidade econômica e recuperação. O recado dado por Temer foi repercutido nas redes sociais e toda a imprensa, com o discurso de posse. Em um dos trechos de sua fala, o interino afirma que gostaria de espalhar “dez, vinte milhões de outdoors” por todo o Brasil com a frase “Não fale em crise, trabalhe”.
 
 
A repercussão positiva nos grandes veículos de comunicação da saída da presidente Dilma e a entrada do que possa a ser um novo governo gerou, além dos próprios editoriais, uma ordem dentro das redações. Chefes de redações orientaram seus jornalistas a não atacar e bater de frente nos ministros escolhidos por Temer, que incluem diversos nomes investigados em esquemas de corrupção.
 
Ao GGN, um funcionário da TV Record contou que jornalistas sugeriram a pauta sobre os ministros de Michel Temer investigados na Operação Lava Jato que terão, agora, foro privilegiado, comparando a situação que ocorreu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi impedido de assumir Ministério por essa alegação. 
 
“A chefia foi categórica em dizer que não, que neste momento não vamos bater, que o PRB que é o partido da Universal tem um ministro”, informou.
 

28 comentários

  1. Então bora guarda as panela

    Então bora guarda as panela né!! E esse negocio ai de fundo de garantia pra empregada la de casa quando é que acaba? Num precisa acarma mercado pra isso não! Caba cum isso logo home!!!

  2. Nas rádios, a ponte de Temer

    É  bom ouvir o rádio, onde até mesmo na CBN pode se ouvir aqui e acola algumas coisas que parecem meramente anedóticas mas que são importantes. Principalmente na madruga, se for para  ouvir a progamaçao matinal, esqueça. Logo no primeiro dia na CBN – devidamente na madruaga, é claro – se falava que Temer não era exatamente uma pessoa conhecida ou querida na sua cidade natal. MAs indo ainda mais longe ontem na Band News ouvi uma longa matéria sobre uma ponte construida na cidade natal de TEmer. A ponte contou com recursos do ministério do Turismo com interferencia direta de Temer para liberação dos recursos, segundo o próprio prefeito da cidade. A questão é que se trata de uma ponte de madeira a apenas 500 metros de outra ponte de concreto e que dá passagem a um centro de convenções abandonado. A matéria entrevistava pessoas que tinham comercio perto da nova ponte que se diziam contra e falavam que a obra era inútil. A ponte ainda não partiu, mas obras estão paradas. Falta saber por onde trafegaram os tais recursos….

  3. TEMER X DILMA: a bipolaridade da velha mídia em uma aula prática

    Fiz um texto para mostrar como foi e como será o comportamento da velha mídia capitaneda pela Rede Globo para com Dilma e Temer e coloco aqui para colcaboração e reflexão aos tempos novos, que vivemos, desde quinta-feira. 

     

    TEMER X DILMA: a bipolaridade da velha mídia em uma aula prática.

    As pessoas mais atentas sabem que a grande Imprensa brasileira (chamada por críticos dela de velha mídia) está alinhada a um pensamento Ideológico único, ou seja, defendem um modelo econômico-social idêntico para o Brasil. E defendem com unhas e dentes, como se fosse a única forma do nosso País se desenvolver.

    Quem não se deu conta, ainda, desta realidade da Ideologia única poderá descobrir o que afirmo com exemplos práticos.

    Vou elencar uma lista de situações concretas ao final do texto, e que dei o nome de lista das bipolaridades da velha mídia.

    Quem observou, atentamente, estes tempos atuais de julgamento do Impeachment percebeu que a Rede Globo, a Revista Veja, a Istoé, a Folha, o Estadão, a RBS do Jornal Zero Hora, a Jovem Pan, etc. integrantes da velha mídia estiveram aliados da deposição de Dilma, concordaram com a tese das “pedaladas” e, consideraram motivo para tirá-la do Poder máximo do País, mesmo com a Constituição dizendo que sem crime de responsabilidade não se pode tirar um (a) Presidente (a) do cargo a que foi eleito (a).

    Foi na Internet, nas ruas e na Imprensa alternativa, além da Imprensa Internacional que se consolidou a certeza de que a retirada da Presidenta Dilma da Presidência da República foi um Golpe de Estado via Legislativo.

    Na Imprensa brasileira tradicional, não! Ela ficou do lado da “legitimidade” do Impeachment o tempo todo.

    Um dado interessante para ser guardado. 17 governadores de diferentes partidos, também, fizeram “pedaladas” e não houve/há campanha na velha mídia para Impeachment deles.

    A velha mídia tem uma característica muito peculiar ela se apresenta de uma maneira bipolar, e em atitudes extremas hoje, é favorável ou desfavorável a alguém, a um grupo de pessoas, a uma ideia, a uma Ideologia, a um Político, a um partido político e assim por diante.

    Nela não há separação da notícia e do editorial, ou seja, fazem da notícia uma propaganda política pró-aliado político e contrária ao adversário político. Não existe nela a busca por maior isenção no fato noticiado,  deixando para colocar lá no editorial do jornal ou do telejornal a opinião ideológica do seu dono.

    Nos países de primeiro mundo e/ou tidos como civilizados não se faz assim. É no editorial que se procura mostrar a opinião ideológica do dono de um meio de comunicação. A notícia busca ser fidedigna ao fato noticiado e se busca ouvir os vários lados envolvidos, bem como, tem-se o cuidado de noticiar todos os fatos que são considerados importantes no dia, e não apenas os que quiserem, para, por exemplo, sonegar a informação de um escândalo, porque um seu aliado ideológico está envolvido, prática muito comum na velha mídia (aliado ideológico na nossa velha mídia pode ser entendido como político aliado).

    Exemplo clássico de sonegação da notícia é o helicóptero de um Senador da República transportando 400 quilos de cocaína. Quase não se noticiou o fato na Imprensa brasileira e ela não cobrou profundas investigações do caso pelas autoridades, por ser o Senador aliado e amigo de Aécio Neves. O Senador até votou, pasmem, pela cassação do Mandato de Dilma no Senado. Agora, uma paçoca paga com o cartão corporativo do Governo Federal por um Ministro de Lula se tornou escândalo nacional nesta mesma velha mídia.

    Que bipolaridade inexplicável é esta, não é verdade? Uma paçoca ser escândalo por ser um caso envolvendo um Político não aliado e 400 quilos de cocaína encontrados no helicóptero não ser escândalo por envolver um Político aliado.

    Na nossa sociedade a bipolaridade foi sendo incorporada, através do noticiário da velha mídia. Velha mídia, formada por não mais que 10 famílias, que detém mais de 80% de todos os meios de levar informação (notícias) do cotidiano do Brasil e do Mundo para os brasileiros de todas as classes sociais e fonte única de notícias para boa parte dos brasileiros. Como escapar da bipolaridade com este monopólio gigantesco das comunicações? Um tanto difícil.

    E, que por causa deste monopólio da informação em poucas mãos, com mesma Ideologia e noticiário muito semelhante, se fez a separação entre os que se informam por ela e os que não aceitam a maioria das opiniões expressas e o noticiário praticado pela velha mídia. Afinal, só uma parte dos brasileiros se vê representada no noticiário que eles praticam, como ficará claro daqui para frente, pois, só quem pensa igual a velha mídia tem chance de se ver representado de forma positiva, de ser respeitado e de ter voz ativa na Imprensa brasileira.

    A bipolaridade da sociedade ficou bem nítida nos últimos tempos com a divisão “petralhas” X “coxinhas”. “Petralhas” seriam os desfavoráveis para a velha mídia e “coxinhas” os favoráveis para a velha mídia.

    Podemos afirmar, de forma categórica, que a velha mídia tem seus aliados políticos e seus adversários políticos. E, nesta bipolaridade se desenha o noticiário favorável ou contra um Político e um Partido Político, entre um Político desenvolvimentista e um Político ligado ao mercado, e assim por diante.

    O Jornalismo da velha mídia, portanto, é produzido com a escolha de um lado a ser defendido na Política e outro a ser atacado. Esta bipolaridade influencia no seu modo de noticiar e de como noticiar ou não noticiar fatos importantes do cotidiano da Política brasileira.

    Neste jogo de favorável e desfavorável temos a possibilidade de divisar dois fronts distintos:

    1° front: o formado pelo PT e os partidos mais a esquerda e os políticos/ pessoas progressistas e os desenvolvimentistas;

    2° front: o formado pelo PSDB, agora, pelo PMDB e os partidos mais a direita e os conservadores e as pessoas do mercado financeiro.

    O fronte primeiro podemos chamar de o front que a velha mídia faz oposição.

    O fronte segundo podemos chamar de o front que a velha mídia apoia.

    Nestes tempos atuais a velha mídia chegou ao ponto máximo: o da defesa intransigente do segundo front e do ataque sem tréguas do primeiro front.

    Na batalha do Impeachment pelo SIM e pelo NÃO a velha mídia ficou do lado do SIM, certo? E radicalmente a favor do SIM! Virou um Jornalismo de torcida e pronto para defender com unhas e dentes a tese do SIM!

    Então, podemos dizer que ela está do mesmo lado de TEMER.

    E, por contraste, afinal a velha mídia é bipolar, podemos dizer que ela está do lado oposto de DILMA.

    Como ilustração, imaginemos uma linha reta e façamos a imagem real desta bipolaridade (separada em polos opostos):

    ________________________________________________________________________________________

    Temer                                                      Centro                                                         Dilma

    Velha Mídia                                           O Ideal de um                            

    Positivo                                          Jornalismo equilibrado                                          negativo

     

    Na radicalidade desta bipolaridade diferentes fenômenos e processos perceptivos pelos olhos e ouvidos acontecem.

    Temos o fenômeno visual das cores, o fenômeno dos humores dos telejornais, jornais, revistas, jornalistas e apresentadores da velha mídia, o fenômeno das expectativas e possibilidades, o fenômeno das imagens, o fenômeno dos sons, o processo de construção do noticiário, o processo de utilização do vocabulário, o processo das perspectivas e, ainda, o processo da seletividade.

    Dependendo de quem se fale TEMER ou DILMA aparecerá uma representação da bipolaridade que vai do positivo para o negativo e de forma extremada, como vivos na representação em linha.

    Por exemplo:

    Expectativas/ possibilidades do Governo TEMER – ser um mar de rosas. Enquanto, o Governo DILMA era retratado como o Governo do caos.

    Humores para com o Governo TEMER – leve, sorridente, positivo. Enquanto, o humor para com o Governo DILMA era: pesado, crítico, contrário.

    Seletividade para com o Governo TEMER – ótimas escolhas de ministros, nenhum questionamento maior, sobre começar o Governo com 8 ministros citados e/ou indiciados na Lava-Jato. Enquanto, para com o Governo DILMA era: Lula não pode ser Ministro para não atrapalhar as investigações da Lava-Jato, ele estaria querendo fugir das mãos da Justiça de Sérgio Moro sendo Ministro.  E os 8 ministros de Temer, não estão?

    E, assim por diante.

    Para ilustrar com detalhes a bipolaridade da velha mídia coloco aqui uma lista destes fenômenos e processos para ilustrar este pequeno ensaio/ observação do comportamento da Imprensa brasileira tradicional.

    E, fica a ideia, observe você, também, a bipolaridade da velha mídia e veja se tenho ou não tenho razão.

    Separando em tópicos.

    Lista das bipolaridades da velha mídia.

    a) CORES – pensemos nas cores das capas de revista, na harmonia ou desarmonia das imagens e no vocabulário encontrado.

    Temer = branco, verde, azuis (cores frias).

    Dilma = Amarelo, laranja, vermelho e preto (cores quentes).

    O fenômeno das cores é importantíssimo para a bipolaridade, cores quentes denotam e atraem mais violência, mais caos, lembram fogo, o preto lembra escuridão, etc. Temer é retratado em tons frios, são mais amenos, mais sóbrios, trazem mais claridade e até paz. O Inferno é vermelho, o Céu azul e branco, certo?

    Vá até a banca de jornal e veja as capas atuais sobre Temer da Veja, Exame, Istoé e Época e comprove a diferença das capas sobre Dilma. As capas estão positivas, esperançosas, sérias e harmoniosas com Temer e nas cores frias, azul, verde, branco destacadas. Da capa que dizia que a crise duraria anos (Dilma) para a capa que já antevê a saída da crise (Temer) não se precisa de mais de 1 dia de Governo Temer.

    b) HUMORES – pensemos nos jornalistas noticiando ou comentando algo de Dilma e de Temer.

    Temer = leve, sorridente, positivo, concordante, opinativo do bem. Temer é enérgico, ouvinte, paciente, inteligente, sábio e tem autoridade. 

    Dilma = sarcástico, pesado, crítico, contrário, gaguejante, perseguidor, duvidoso, opinativo do mal. Dilma é enérgica, brava, não ouve ninguém, incapaz e sem autoridade.

    c) EXPECTATIVAS E POSSIBILIDADES dos seus governos.

    TEMER = mar de rosas, acertos, capacidade, organização, competência e confiança. 

    DILMA = caos, tudo errado, incompetência, corrupção, desconfiança e desaprovação.

    d) IMAGENS – pensemos estar observando uma cena de um filme ou uma foto, onde estariam postos Temer e Dilma.

    TEMER = clara, alegre, altiva, iluminada, limpa, com Flashes, harmonizada, gente sorrindo e bem-vestida.

    DILMA = escura, triste, suada, isolada, cabisbaixa, sofrida, desfocada, violenta, protestos, gente esbaforida e descuidada.

    e) SONS – pensemos no que se ouve ou não se ouve na cena de um filme de Temer e de Dilma.

    TEMER = aplausos e calmaria (ordem).

    DILMA = vaias e gritaria (desordem).

    f) NOTICIÁRIO – pensemos em um Telejornal, por exemplo, o Jornal Nacional e como são retratados Temer e Dilma.

    TEMER = positivo, concordante, ações corretas, manchetes reconfortantes, elogioso e capaz de ouvir/ entrevistar Temer.

    DILMA = negativo, discordante, ações incorretas, manchetes alarmantes, acusatório, violento e incapaz de ouvir/ entrevistar Dilma.

    g) VOCABULÁRIO – pensemos nas palavras e expressões utilizadas para retratar os Governos Temer e Dilma, através de manchetes da Imprensa, não importando o jornal específico, o portal ou o autor da matéria, é só ilustrativo.

    TEMER = Temer diz que vai fazer um Governo de “Salvação Nacional”; Saiba quais serão os primeiros passos de Temer como Presidente; Temer fala em manter programas sociais e reequilibrar contas; Temer anuncia nesta quita medidas para combater a recessão; Temer Presidente: o Brasil tem pressa, etc.

    DILMA = Marina critica primeiras medidas econômicas de Dilma; o custo da guerra de Dilma contra o Impeachment; Lula está deprimido, muito preocupado e de “saco cheio” de Dilma; Dilma lidera, mas Lula está preocupado; PMDB apresenta receita anti-Dilma na economia, etc.

    Pelas primeiras manchetes de Temer se vê o tom positivo e leve em que se trata o Governo Ilegítimo de Michel Temer e com respeito e confiança.

    Dilma nas manchetes nos acostumamos a ver opiniões de terceiros em destaque, intrigas dela com Lula (inventadas, é claro), um vocabulário mais pesado: guerra, negativo: deprimido, mais deselegante: “saco cheio”, o PMDB já tinha o remédio para a “crise” lá em dezembro e utilizaram o: anti-Dilma. É a bipolaridade: anti-Dilma (velha mídia).

    h) PERSPECTIVAS – pensemos nas ações praticadas por Temer e Dilma.

    TEMER = está no caminho certo, a “sociedade” aplaude e todos sairão ganhando.

    DILMA = está no caminho errado, desagrada meio mundo e ninguém ganha.

    i) SELETIVIDADE – pensemos na prática habitual do jornalismo da velha mídia e sua bipolaridade e o seletivo fica em evidência.

    TEMER = acerto nas escolhas de ministros, mostra-se somente acertos, esconde-se todos os erros (suas primeiras medidas são acertadas sem questionamentos), Governo de “Salvação Nacional”, felicidade, homens bons, bem-intencionados, aponta para o futuro, elogios: agrada ao mercado – é bom para o Brasil, vai dar certo (pensamento positivo), calmaria, aliado de democratas, abençoado, Ministro pode ser indiciado na Lava-jato sem questionamentos maiores, etc.

    DILMA = escolhas erradas dos ministros, mostra-se quase que somente os erros, escondem-se quase todos os acertos, tristeza, homens maus, mal-intencionados e corruptos, aponta para o passado, alcunhas pejorativas (comunista, bolivariano, petralha), não vai dar certo, pensamento negativo, protestos, aliado de ditadores, sem bênçãos, desalentado, etc.

    Para terminar.

    Fica evidente que a partir de agora, enquanto puderem segurar o Temer no Poder e seu projeto socioeconômico para o Brasil, que é o mesmo da velha mídia, o clima pesado do Jornalismo nos tempos de Dilma se finda.

    O tema corrupção, o tema “desgoverno”, a manchete garrafal negativa dias e dias seguidos e de perseguição ao PT, Lula e Dilma dão uma trégua para a esperança. Não precisamos mais só de noticias negativas e com vocabulário mais violento, o mesmo que gerou a bipolaridade: “petralhas” e “coxinhas”.

    Michel Temer por ser aliado político da velha mídia pode ser tratado com respeito, como Presidente do Brasil, como uma pessoa que quer o melhor para os brasileiros e um homem capaz, mesmo que ele não seja capaz e mesmo que não esteja propondo um plano econômico-social melhor para os brasileiros na sua totalidade.

    As manchetes garrafais de corrupção não precisam mais existir, mesmo que a corrupção aconteça em seu Governo, afinal ela não some da noite para o dia, certo? E, nem precisará ser cobrada, de aliado não se cobra investigações e honestidade, senão Temer nem assumiria com as diferentes acusações que pesam sobre ele, na Lava-Jato e fora dela.

    Na bipolaridade da velha mídia tudo o que é ruim está do outro lado e lá no outro extremo daquela linha divisória TEMER e DILMA.

    A “crise” irá desaparecer! Quem faz “crise” é o outro lado, lá na extremidade oposta, onde está situada DILMA. TEMER é o homem da “solução”!

    Corrupção, incompetência, erros na condução da economia, propostas desfavoráveis ao Brasil, escolhas erradas de Ministro, etc. estão na ponta oposta da linha do tempo e, assim, hão de ficar, de agora para frente.

    Porém, se DILMA voltar em até 6 meses tudo voltará como – dantes no quartel de Abrantes -.

    E alguém ainda duvida da importância, que seria democratizar os meios de comunicação no Brasil, para se ter uma cobertura mais imparcial, mais crítica, diversa da oficial da velha mídia sobre o Governo ilegítimo de Michel Temer?

    Cobertura plural para se criar o que é tão saudável ao Jornalismo e a Vida cotidiana: o contraditório, elemento capaz de gerar opiniões outras sobre o Governo Temer e, delas, a gente criar nossas próprias conclusões sobre ele, refletidas e particulares e não impostas pelo pensamento único de apoio, quase irrestrito, ao Governo Temer.

    Hoje na velha mídia oligopólica, praticamente, só tem tido ouvido e voz quem é da turma do SIM! Quem é favorável ao Governo ilegítimo de Michel Temer.

    Se praticamente só uma voz nos pode dizer sobre o Governo Temer e ela, anda tão radicalmente favorável ao seu Governo como poderemos julgá-lo com isenção e saber, com profundidade, o que ele pretende fazer do Brasil e para quem pretende Governar?

    Reflitamos o que acontece no Brasil em maio de 2016.

    O Impeachment de Dilma teve o dedo ou não da velha mídia?

    Num País com Imprensa plural e noticiário mais honesto, sem esta bipolaridade absurda e fidedigno à realidade dos fatos do cotidiano do Brasil e mais justo para com a Presidenta Dilma o impeachment ocorreria?

    Fica para você pensar a respeito destas perguntas finais.

  4. O desmanche do Estado trás os recursos para o mercado

    “Vamos avaliar o programa, aumentar sua eficiência e responder a uma pergunta: por que um país que a presidente diz que tem menos de 10% de pobres, tem 50 milhões de pessoas precisando do Bolsa Família? Temos de explicar por que tem tanta gente. Eu acho que ela mentiu”, disse”

    Ô anta, se a Dilma retirasse a bolsa famíla de 40 milhões de pessoas precisando de bolsa família, elas formariam 50 milhões de pobres que você acha que ela mentiu. 

    “É esse nosso objetivo, disse. Mas ressaltou que haverá “uma mobilização com consensos” nas pastas e com “restrições orçamentárias”.”

    A turma do golpe vai continuar fazendo o revezamento do golpe com o Estado minimo.

    “Para isso, o ministro já prepara estudos para contar com “parcerias privadas”. “A necessidade de recuperação é imensa, vamos analisar a capacidade financeira”, disse. E deu o tom avisado por Michel Temer: “A ordem é privatizar tudo que for possível”.”

    Canalhas, já arranjaram uma desculpa para entregar o pré sal aos americanos e os bancos estatais ao mercado financeiro.

    “Nas Cidades, o aliado de Aécio Neves, ex-líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo, também mostrou que acatou as demandas de Temer: “Qualquer amarra que distancie a participação da iniciativa privada será combatida”, disse”

    Vai começar a tercerização nos setores eletricos, educação e saúde, demtindo salários altos de capacitação protegida, e cortando vinculações com a CLT.

    “Chefes de redações orientaram seus jornalistas a não atacar e bater de frente nos ministros escolhidos por Temer, que incluem diversos nomes investigados em esquemas de corrupção.”

    Só no governo dos golpistas a corrupção pode continuar.

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