Nesta efeméride de um ano bissexto do governo Temer, uma homenagem ao poeta e presidente bissextos. E a seu governo bissexto. Um ano de governo azarento como todo ano bissexto.

Um ano que se embaralha de canalha a canalha
por Sergio Saraiva
De um setembro traidor a um agosto canalha,
um ano só de migalha.
No qual um coração valente em descompasso se atrapalha
na crença de que a justiça que hoje tarda, tarda, mas não falha.
A esperança e o fio da navalha,
na tarde cinza, minha criança grisalha.
A ilusão ensandecida dançando envolta em sua mortalha
é a amada enlouquecida que em seus braços me agasalha.
Na névoa descida sobre o campo de batalha,
vultos buscam o caminho de um futuro que lhes valha.
Um futuro que por ora se fechou em sua crisálida.
Tramando um setembro partido em um agosto que se cisalha,
um ano que se embaralha em um fio que se contorce
de canalha a canalha.
PS: a Oficina de Concertos Gerais e Poesia tem por si não temer o demônio, mas temer o seguidor do demônio.
Roberto S
11 de maio de 2017 12:36 pmcanalhas!
Canalhas, canalhas !
Maria Luisa
11 de maio de 2017 1:38 pmSempre resistir
Parabéns, Sergio, caiu como uma luva aos protagonistas desses acontecimentos e o tempo que vivemos.