
A título de um erro comum
por Gustavo Gollo
Como proceder ao se deparar com informações discrepantes? A questão é geral e relevante, especialmente em tempos de polarização, quando dois lados antagônicos tendem a proceder sistematicamente como torcidas de futebol, ou inquisidores medievais, agitando bandeiras e empunhando cruzes para exorcizar ideias contrárias às próprias. Haverá algum modo de proceder racionalmente e decidir sensatamente entre duas informações antagônicas? Ou nossas crenças se resumem à necessidade de cerrar fileiras com um bando, defendendo sempre as mesmas cores independentemente de considerações racionais? Haverá algum espaço para a sensatez?
Nas linhas a seguir, tratarei de um erro generalizado com o propósito de mostrar a maneira como é possível analisar e decidir sensatamente entre duas ideias antagônicas.
O equívoco
A maioria das pessoas acredita, erroneamente, que o número 0,999… seja ligeiramente menor que 1, faltando uma quantidade ínfima ao primeiro número, para chegar ao outro.
De fato, no entanto, esses dois símbolos, 0,999… e 1, representam EXATAMENTE a mesma quantidade.
Se você, como a maioria, acredita no contrário, a informação acima deve ter lhe causado surpresa e descrédito. Por isso mesmo, repito: 0.999… = 1, onde o sinal entre as representações assevera estritamente a igualdade, sem nenhuma aproximação. Os 2 lados são exatamente iguais.
Essa mera informação, injustificada, no entanto, não deve ser suficiente para abalar uma crença já arraigada, sendo necessário que a ela se some uma justificativa. Vamos a ela.
A demonstração
Podemos chegar na representação “0,999…” através de vários caminhos, eis um deles:
1 ÷ 3 = 0,333…
0,333… x 3 = 0,999…
Assim, dividindo-se e multiplicando-se o número 1 por 3, obtem-se 0,999… .
Ou seja: (1 ÷ 3) x 3 = 0,999… .
Ocorre que a ordem com que as operações de divisão e multiplicação são efetuadas é irrelevante, de modo que pode ser trocada, ou seja:
(1 ÷ 3) x 3 = (1 x 3) ÷ 3 , então:
0,333… x 3 = 3 ÷ 3 , portanto:
0,999… = 1 , oh!
Mas, o que significa isso? Como interpretar esse resultado surpreendente?
Antes de tudo, a sensatez recomenda que se faça e refaça toda a demonstração acima, até que não reste nenhuma possibilidade de dúvida quanto à argumentação. Dado que você tinha uma crença anterior, deve mantê-la enquanto possível; não seria sensato acreditar em tudo o que ouvisse. Caso, no entanto, a revisão da prova não deixe nenhuma dúvida quanto ao erro de sua crença, deve, naturalmente, trocá-la pela correta. Um ponto chave para compreender essa demonstração decorre da compreensão de que “0,999…” corresponde a uma outra representação do número 1, assim como “um”, ou “one”, e não a um outro número.

O impasse
Percebo, no entanto, ter demonstrado um excesso de otimismo. Minha expectativa real é de que apenas os leitores mais confiantes e dotados conseguirão decidir, por si mesmos, e aceitar a demonstração que ataca sua crença. Os outros ficarão momentaneamente confusos, talvez se insurgindo quase raivosamente contra o incômodo causado pela dúvida. Temos uma fortíssima tendência irracional a sempre confirmar crenças estabelecidas e nunca demovê-las. Talvez precisemos nos acostumar com a nova ideia, antes de abraçá-la.
Longe de desanimar, a possibilidade me estimula, embora sob uma ressalva. Acredito que o incômodo causado pela dúvida possa ter 2 matizes distintos, um bom, outro ruim. O bom induzirá sorrisos e sensações agradáveis que tenderão a desembocar na obtenção de conhecimento, o ruim gerará um desagrado amargo ou azedo tendente a causar o fechamento do leitor e sua subsequente negação de qualquer possibilidade de revisão de seus dogmas.
A tentação
Tendo acompanhado a demonstração e repetido todo o percurso em busca de um erro não encontrado, o leitor ficará tentado a perguntar a alguém que compartilha sua mesma crença, confirmando-a. Recomendo ao leitor evitar, momentaneamente, essa tentação e saborear a dúvida e o que ocorre conosco ao tentar decidir racionalmente um antagonismo. A consulta aos que compartilham a crença, nesse momento, tenderá a transformá-la em um dogma recalcitrante, apesar de a questão matemática em pauta não evocar conteúdos emocionais e ser constituída sob forma extremamente simples. Note que, mesmo assim, acaba por se revelar muito mais espinhosa que o esperado. É difícil demover crenças estabelecidas.
O que fazer, então, para decidir, racional e sensatamente, a escolha entre duas crenças alternativas?
Caso o incômodo permaneça, assim como a impossibilidade de se decidir, recomendo ao leitor retomar o assunto diversas vezes, tentar refazer a prova sob o caminho proposto, e outros alternativos, inventados por ele.
Também será de grande valia compartilhar a dúvida com outras pessoas, explicar-lhes o ponto. Note que isso é diferente de perguntar-lhes por uma resposta que lhe será dada sem reflexão por alguém que nunca pensou no assunto. Ao expor o problema para outras pessoas, adquirirá mais confiança e domínio sobre ele, e talvez a explicação o ilumine e você consiga superar a dúvida, alcançando uma convicção racional sobre a questão.
Uma tentação especialmente improdutiva será o apelo à autoridade. Caso alguém imbuído de qualquer autoridade se pronuncie antes que você se decida sobre a questão, o pronunciamento tenderá a ter efeito decisivo sobre sua crença. Ao aderir à convicção da autoridade, você estaria se comportando como uma criancinha ao aderir à crença da mãe, não seria você decidindo, atuando, vivendo; teria se transformado em um apêndice infantil da autoridade e assumido a crença do outro.
Também é possível buscar a autoridade em textos na internet, ou em livros. Penso que tal apelo seja igualmente ruim, e que só o exercício do próprio raciocínio poderá resolver o problema. As respostas de outros só lhe mostrarão o caminho do rebanho.

Um risco grande
Descobri, ontem, que o erro tratado nesse texto é bem mais generalizado do que eu supunha. Posso apostar que dentre as “autoridades” no assunto, a maioria se pronunciará equivocadamente sobre ele. Assim, muitos professores de matemática, engenheiros, e outros considerados referência em questões matemáticas, se equivocarão sobre a questão. Os que apelarem a um deles antes de conseguir perceber o problema com clareza terão caído em uma arapuca.
Por que a matemática parece difícil?
A matemática, de fato, é muito mais fácil que os assuntos em geral. Por essa razão, exigem-se respostas precisas sobre questões matemáticas, ao contrário de outras áreas, nas quais respostas mais ou menos adequadas costumam ser consideradas satisfatórias. Respostas “mais ou menos” acabam sendo mais fáceis.
Umas considerações marginais
Para a maioria das pessoas, o problema em pauta, a questão da igualdade das duas representações, não passa de uma curiosidade sem relevância. A questão suscitada por ele, no entanto, sobre a aceitação de crenças, tem grande importância na vida das pessoas, havendo enorme diferença em se aceitar, ou não, tudo aquilo em que acreditamos.
Acabo de perceber, enquanto escrevo, o cerne de um problema de difícil superação: a diferença no modo de justificação de crenças.
A maneira com que justificamos nossas crenças tem uma enorme importância no resultado da decisão de aceitá-las, ou não. Embora finjamos o contrário, e quase todos simulemos sustentar nossos pontos de vista racionalmente, poucos justificam os próprios conhecimentos com argumentos racionais, sendo muito mais utilizado entre nós o método de aderência ao rebanho: perguntar a todos no que acreditam, e concordar com a galera. Na ausência de outro indicativo, isso pode parecer satisfatório, mas, note, não nos daria verdadeira autoridade sobre o assunto.
Coxinhas, mortadelas e times de futebol
A dificuldade que eu antecipo em convencer, ou melhor, em iluminar as pessoas com respeito às diversas representações do número 1, podem lançar um enorme desânimo sobre outras questões. Se somos incapazes de decidir racionalmente sobre uma questão que pode ser demonstrada em 3 linhas, que esperança podemos ter em nossas decisões sobre questões mais gerais e complexas?
Haverá alguma racionalidade em defendermos um lado, ou outro, de pontos de vista políticos alternativos? Ou devemos defender uma das bandeiras cegamente, como se estivéssemos torcendo por um time de futebol? Isso se aplica a questões científicas?

Fascismo x racionalidade
Do meu ponto de vista, existe um forte antagonismo entre fascismo e racionalidade. Chamo de “fascista” qualquer atitude que se baseie na imposição da própria vontade sobre a de outros. Penso que a atitude fascista por excelência seja: eu quero assim, então vai ser assim! Ou, vai ser assim porque eu quero!
Quando atitudes fascistas são contrapostas por outras atitudes fascistas, muda-se apenas o agente coercitivo, o feitor. O que, verdadeiramente, se contrapõe ao fascismo é a razão.
2+2=4 .
0,999… = 1 .
Oposições fascistas a tais asserções tornam-se obviamente ridículas. (Acredito nessa frase, embora não subestime certas circunstâncias extremas indicadas por George Orwell, em 1984, em que o resultado de 2 + 2 , crudelissimamente, acabe transformado em 5).
Não me refiro, naturalmente, às oposições racionais, desejáveis e salutares, as que expressam dúvidas genuínas, necessárias ao aprendizado. A oposição fascista se manifesta de modo irracional, se impondo. O fascista dirá, simplesmente, que é porque é e acabou, e todo o resto pouco importa! A atitude fascista é sempre ridícula, mesmo quando sustentada pela força, de maneira cruel, aterrorizando e causando medo. Fascistas sempre confundem medo com respeito, sentimentos tão francamente diversos.
Fascistas encaram as disputas políticas como torcidas de futebol, empunhando uma dada bandeira que fazem questão de impor sobre todas as outras (agem como más torcidas, aliás). Um fascista pode empunhar uma bandeira de esquerda, e defendê-la com paus e pedras, porque ele quer fazer isso e acabou. Um ditador brasileiro, referindo-se à abertura política e consequente atenuação da violência do estado, certa vez proclamou: “É para abrir mesmo. E quem não quiser que abra, eu prendo, arrebento!”
Mas, já estou eu confundindo tudo, e misturando um probleminha de matemática muito simples com uma outra questão, que nenhuma relação tem com o caso! Ah, mas lembremos: só evoquei o erro matemático frequente para atentar à questão de como justificamos nossas crenças. Fascistas as “justificam” na pancada.
Outras técnicas fascistas
Embora a pancadaria, o medo, a grosseria e demais formas de opressão sejam os métodos por excelência utilizados pelos fascistas, certas contingências frequentemente os cerceiam, obrigando-os ao uso de métodos mais brandos de imposição de suas vontades. Na internet, por exemplo, tendem a se comportar como haters. Podem também hackear sites, destruindo-os, ou inviabilizando-os, impondo, por exemplo, censuras que os abafam, tornando-os inacessíveis aos instrumentos de busca, podendo “vencer um debate” online desse modo, inviabilizando o acesso ao ponto de vista alternativo. “Vencer debates”, aliás, constitui meta fascista. Pessoas racionais, não tentam vencer debates, mas apenas esclarecer questões. Ao “vencer um debate” o fascista acredita ter se imposto sobre o oponente; ao “ser derrotado” pensa ter sido a vontade do outro que se impôs. Não reconhecendo a razão como instrumento para a obtenção de conhecimento, ele a desconsidera. É a razão, no entanto, que naturalmente se sobrepõe ao desejo fascista toda vez que ele erra.
Leitores fascistas
Fascistas podem, eventualmente, se travestir de esquerdistas incorporando a missão de impor suas crenças como verdadeiros cruzados imbuídos com a imensa fé que os compele a empunhar estandartes e espadas contra os ímpios. Podemos vê-los em atividade por todos os lados, até, por exemplo, espumando e esbravejando aqui no ggn, mesmo sobre os temas mais cândidos. Minha perseguidora mais renhida usa o apelido “Anarquista lúcida” no ggn, creio que não se reconheça fascista, a pobre, enquanto se empenha em cercear o acesso a argumentações racionais para impor as bandeiras que empunha irracionalmente.
Argumentações racionais e bate-bocas
Tenho apresentado aqui no ggn minhas ideias científicas, sempre sob argumentação racional, expondo cada ideia seguida da cadeia de argumentos que a sustenta.
A argumentação racional desenvolvida desse modo, tende a corrigir e aperfeiçoar as ideias, consistindo em um instrumento utilíssimo para a aquisição de conhecimentos e ideias novas. Incapazes de discernir entre uma argumentação racional e outras, fascistas eventualmente se imiscuem em tais debates, disparando um palavreado a esmo com o propósito de “vencer o debate”, ou seja, de calar o adversário com o auxílio de porretes, gritos ou quaisquer exaltações descabidas que lhes estejam ao alcance.
Minha resposta aos que desejam vencer um debate pode ser, tão somente: 2 + 2 = 4 .
Não tenho o propósito de vencer debates, mas gosto de esclarecer, de elucidar questões. Gritos, pancadas, ou manifestações de haters virtuais só dificultam esse propósito. A originalidade das ideias que tenho defendido aqui, (a maioria bem antiga), assim como os encadeamentos que as justificam, deveriam tender, a suscitar dúvidas, descrenças e debates racionais que contraporiam argumentos a outros argumentos, o que seria muito natural, salutar e produtivo. Esperneios irados, censuras a sites, e demais comportamentos coercitivos têm propósitos e resultados apenas obscurantistas. Só as buscas racionais poderão iluminar as mentes.
Esse vídeo foi censurado:
https://www.youtube.com/watch?v=o_GAQiRf7-E align:center]
Ele pode ser acessado aqui, mas será quase impossível encontrá-lo através dos motores de busca, como o google. Mesmo digitando o nome completo do vídeo, no google, “uma surpreendente demonstração biológica”, ele não nos será indicado, está oculto, de modo que ninguém tem acesso a ele, o que corresponde a uma censura efetiva, mas velada e covarde. (Essa nova forma de censura é mais perniciosa que a tradicional, dada a dificuldade em denunciá-la e até de notá-la).
No vídeo desenvolvo um argumento simples e banal para justificar uma determinada conclusão. Trata-se, simplesmente, de um exercício de racionalidade. Ao terminar de assistir ao vídeo, tendemos a perguntar com perplexidade: o que, nesse vídeo, teria sido considerado censurável? Por que alguém teria se dado o trabalho de censurar um videozinho contendo um argumento tão cândido e banal?
Ocorre que, no vídeo, embora banal, o raciocínio que exponho no vídeo é irrefutável. A impossibilidade de se contrapor aos argumentos, sua impotência ante argumentações racionais, levou minha perseguidora a censurá-lo. Impressiona que alguém tenha se empenhado em ocultar um vídeo tão banal! Que espécie de distorção mental encravou-se na mente de minha perseguidora para levá-la a tal ação?! Essa inquisidora se finge de cientista.
O sucedido me faz lembrar de uma passagem de “Os 3 mosqueteiros”, em que D’Artagnam ironiza um de seus oponentes, atribuindo o motivo de um duelo a uma divergência sobre um pequeno ponto da Suma teológica. A ironia da personagem não se dirigia à improbabilidade do fato, mas ao seu ridículo.
Sobre um outro erro comum
Há quem acredite que ser fascista consista em empunhar um estandarte com uma suástica, como um torcedor de futebol
Nesse vídeo americano, por exemplo, os que se contrapõem aos nazistas agem de forma mais explicitamente fascista que os panacas fantasiados caricaturados pela cena. Esse vídeo constitui propaganda nazista, mas com inversão de rótulos. Os novos nazistas querem nos fazer crer que o mal estava em empunhar bandeiras com suásticas e perseguir judeus louros. O mal dos nazistas consiste em impor suas vontades sobre a de outros, e é isso que constitui o fascismo. O fascista é o cara que quer sempre mostrar quem manda.
(existe versão dublada da cena, mas não consegui encontrar)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ZTT1qUswYL0&t=67s
A perseguição a Lula, por exemplo, tem sido uma perseguição fascista. Os fascistas que os perseguem, tanto os dos meios de comunicação, quanto os do judiciário, utilizam critérios francamente diferenciados ao considerá-lo, e a outros. O fascismo brasileiro distingue entre ricos e pobres, privilegiando uns e acachapando outros. O crime de Lula foi não ter passado para o outro lado, mantendo-se ao lado dos excluídos; é por essa razão que tem sido perseguido por fascistas que desconsideram despudoradamente a igualdade de direitos entre todos.
O fascismo brasileiro está se impondo camufladamente, sem bandeiras e sem se confessar fascista, embora com atitudes claríssimas, explicitadas descaradamente nas perseguições políticas francamente tendenciosas perpetradas pelos meios de comunicação em conluio com o judiciário.
Existem erros muito comuns, e um deles é pensar que nazistas sejam panacas de uniforme.
A título de um erro comum
Evoquei esse erro tão comum, a suposição de que 1 e 0.999 correspondam a números diferentes e não a diferentes simbolizações de um mesmo, para atentar às maneiras com que decidimos nossas crenças e nossos atos.
Constatemos a possibilidade de estarmos equivocados até sobre questõezinhas extremamente simples e aparentemente óbvias.
Analisemos o modo como decidimos acerca da questão, como decidimos sobre a igualdade entre as duas representações, 0,999… e 1 – ou se decidimos o contrário. Podemos usar a racionalidade para decidir sobre o ponto. A maioria de nossas decisões envolve questões mais complexas que essa; a racionalidade, no entanto, terá sempre um papel elucidativo, em todas elas, ainda que, eventualmente insuficiente para solucioná-las com precisão absoluta.
0.999…
Mas minhas postagens anteriores me levam a antecipar que a tão singela questão levantada sobre a equivalência das diversas representações de um mesmo número, tenha tido o efeito de excitar certas criaturas a ponto de não estarem a não conseguir se conter, de modo que, ao me estender demasiadamente, já quase torturo os haters fascistas ansiosos por alardear sua ignorância obtusa nos comentários raivosos e disparatados que vem acompanhando minhas páginas.
Antes de finalizar, no entanto, preciso ainda esclarecer um último detalhe, bastante delicado, que provavelmente será suscitado pela questão, trata-se da avaliação de “autoridades” no assunto. Se a curiosidade do leitor se estender às crenças de outras pessoas, perguntando a elas se acreditam que 0,999… = 1, ou não, constatará que muitas dessas autoridades, professores de matemática, ou engenheiros, por exemplo, responderão equivocadamente. Não digo isso para desmerecê-las, ao contrário, podem ser bons profissionais, mesmo não tendo atentado a esse detalhe. Mas me refiro a esse ponto para enfatizar o quanto o apelo à autoridade pode ser enganoso. Penso que a atitude perante o erro seja muito mais significativa que o próprio erro. Os que tratarem as questões de modo racional evoluirão. Os que as tratarem de forma dogmática, justificando suas crenças com porretes, gritos e cerceamentos permanecerão fadados à estagnação até o fim da vida, acreditando e impondo os mesmos equívocos que lhes foram impostos um dia.
Iluminemo-nos.
Ivan de Union
14 de dezembro de 2017 2:22 pm“Evoquei esse erro tão comum,
“Evoquei esse erro tão comum, a suposição de que 1 e 0.999 correspondam a números diferentes e não a diferentes simbolizações de um mesmo, para atentar às maneiras com que decidimos nossas crenças e nossos atos”:
Ou eh ordinal ou eh cardinal. Os dois nao. Ordinalmente, 0.99999… nunca vai estar depois de 1. Quanto ao valor, somente podem ser iguais os dois valores se ha uma relacao direta 1-1 entre todos os elementos de (0.99999)… e (1). Mas de um lado voce tem um processo com o valor total de 1, e do outro voce tem uma “entidade material” com o mesmo valor.
Um nao se mistura com o outro.
Ivan de Union
14 de dezembro de 2017 2:25 pm“Se a curiosidade do leitor
“Se a curiosidade do leitor se estender às crenças de outras pessoas, perguntando a elas se acreditam que 0,999… = 1, ou não, constatará que muitas dessas autoridades, professores de matemática, ou engenheiros, por exemplo, responderão equivocadamente”:
Eu vi uma pergunta de forum de ciencia “Is .999999=1?” render mais de 10 mil posts uma vez atravez de varios anos…
oscar2
14 de dezembro de 2017 2:39 pmRotundo “não”.
Qualquer número multiplicado por hum será ele mesmo, então se eu tiver
10 000 000 de reais e multiplicar por hum, serão os mesmos des milhões.
Multiplicando por 0,999 dará 9 990 000. Hipoteticamente o Dr. Gollo me
deve R$ 10 000 que me possibilitaria comprar um moto Honda usada.
A rusga do Gustavo com a anarquista me faz ficar dividido, como quando
o pai briga com a mãe. Para dizer pouco, não acredito que alguem realmente
lúcido venha se apresentar como tal. Qualquer ignorante ao ouvir algo estranho
ou novo, instintivamente balbuciona: “não !”, sem ao menos refletir um pouco.
Ivan de Union
14 de dezembro de 2017 3:28 pm“Hipoteticamente o Dr. Gollo
“Hipoteticamente o Dr. Gollo me deve R$ 10 000”:
Nem sequer um centavo. O numero eh questao nao eh 0.999, eh 0.99999999999999999…
Ozilio Cloves Santos
14 de dezembro de 2017 5:08 pmO DIFERENTE, O ESSENCIAL E O ACESSÓRIO.
0,999… é diferente de 0,999.
O exemplo usado foi com o que em matemática se chama Dízima Periódica ( no caso representada por 0,999…) e não o numeral 0,999 que é exato.
Contudo estamos, eu também, discutindo o acessório e não o essencial.
Alvaro Tadeu
14 de dezembro de 2017 2:48 pmfascio
Senhor Gustavo, vamos com calma. Demonstrar matematicamente que quem discorda da sua opinião é fascista, é obviamente, uma forma fascista de expor suas opiniões. Na questão brasileira não há certos nem errados. São grupos corruptos que usaram a própria corrupção para assaltar o poder. Do ponto de vista fascista, o golpe foi legal, porque foi votado pelo Congresso nacional, igualzinho à sua demonstração de que 0,99999… é igual a 1.
Como faria Jack, o Estripador, vamos por partes. Coxinhas x mortadelas. Mortadela é assinatura de ignorância fascista. Por quê? O golpe começou a se materializar quando o Prefeito Fernando Haddad majorou as tarifas de ônibus em SP para R$ 3,20. E o preço de uma coxinha na maioria dos botequins da cidade. Daí o nome “coxinha”. Porque as manifestações anti majoração das passagens, era, por incrível que pareça, manifestação fascista. Como? João Agripino da Costa Dória Júnior, o incrível prefeito da Capital, nas primeiras semanas de mandato aumentou as passagens em R$0,30 e não houve manifestações, nem vi os preços das passagens nos jornais. Matematicamente, Haddad aumentou R$ 0,20 e Agripino, R$ 0,30, então o aumento do PSDB foi 50% maior do que o aumento do PT, para ficarmos nesses termos.
Não sou especialista em Matemática, mas quando representamos em decimais a divisão de 1/3, incorremos em uma dízima periódica, há um erro tão pequeno na representação 0,999.. quanto quisermos. ! > 0,999… Mas se você quiser dar voltas, representa 0,999… por 1/3, multiplica por 3 e obterá 1. Mas veja, Matemática tem regras, criadas para que ela não engula a si mesma. Qualquer número elevado a zero é igual a 1. Porém não se considera zero elevado a zero. Senão, de zeros você poderia criar um bilhão (A soma de dez zeros elevados a zero seria dez, elevado a 9, um bilhão). Nos odiados logaritmos, também há restrições. A base não pode ser zero. nem o lgaritmando. Não se pode dividir por zero, mas pode-se calcular o limite de uma divisão. O zero foi a criação mais espetacular da Matemática, mas ele obrigou à criação de uma série de regras. As princ ipais operações matemáticas têm sempre restrições com relação ao zero.
Veja, uma vez perguntei a uma caixa de supermercado, quem ela votaria para presidente, se fosse candidato, no pai dela ou em outro. Ela respondeu que votaria no pai dela. Claro, se o pai dela fosse presidente, seria ótimo para ela, isto é, não há voto errado ou certo, cada voto depende do interesse do eleitor, mesmo que esse eleitor esteja seja um operário defendendo um banqueiro. A propaganda tem por objetivo impor nas nossas cabeças que nossos inimigos são nossos amigos e nossos amigos são nossos inimigos. Quantas vezes ouvi falar que votariam no Paulo Maluf, porque ele não roubaria, porque é rico? Essa crença existe e é muito forte na população mais pobre e necqessitada do pais. Os admiradores de Sérgio Moro são fascistas, mas não se reconhecem como tal. Apenas julgam Lula um ladrão que nem sabe falar inglês. Nossa sociedade é assim, quando eu voto, o melhor candidato é aquele que defende meus pontos de vista e não o contrário. E todo o mundo pensa assim, por isso que defendemos o pluralismo. Cada cabeça, uma sentença.
emerson57
14 de dezembro de 2017 3:40 pmGostei, repassarei.
Dízimas à parte, não vamos discutir por tão pouco. De fato 0,99999999… se não é 1 é porque tem preguiça. Tem todas as ferramentas para “sê-lo” mas esse preguiçoso pequeno detalhe atrapalha. Um comentarista disse e é verdade, que não conhece nenhum coxinha arrependido por ter ajudado a derrubar a Dilma. O perna de frango perdeu o emprego, a escola do filho aumentou, o gás está pela hora da morte, o pré sal evaporou, tudo culpa do Lula e do PT, diz. A distância entre ele e um arrependido é a mesma entre os numerais acima, mas o ódio o preconceito (distribuido fartamente pela globo e pelo resto do PIG) fazem a diferença.
Sim, também tive a minha cota de Anarquista Lúcida. Penso que no fundo trata-se de uma boa pessoa. Às vezes confusa e autoritária, porém sin perder la ternura, jamais. Além do que, parece que rema para o mesmo lado.
Clever Mendes de Oliveira
14 de dezembro de 2017 4:28 pmSalvo menção a Anarquista Lúcida, ótimo artigo que me bem bem
Gustavo Gollo,
Muito bom texto.
A parte com referência ao fascismo é importantíssima. Vale aqui transcrever parte dessa referência em que você antepõe o fascismo à racionalidade. Diz você:
“Do meu ponto de vista, existe um forte antagonismo entre fascismo e racionalidade. Chamo de “fascista” qualquer atitude que se baseie na imposição da própria vontade sobre a de outros. Penso que a atitude fascista por excelência seja: eu quero assim, então vai ser assim! Ou, vai ser assim porque eu quero!”
E apesar, em minha avaliação, da excelência do seu texto, não concordo com a sua afirmação sobre a comentarista Anarquista Lúcida. Pareceu-me uma afirmação despiciendo. Cada discussão tem o seu contexto e a sua afirmação solta no texto apenas o desqualifica.
E aproveito para puxar a brasa para a minha sardinha. Há 40 anos eu tenho uma crença irremovível. Acredito que são as nossas crenças que formam a opinião dos meios de comunicação e não o contrário.
O exemplo que eu dou para esclarecer isso é imaginar um meio de comunicação no fim da idade média defendendo a tese de que a Terra gira em torno do Sol. Um meio de comunicação assim não teria audiência. Já um meio de comunicação afirmando que o Sol girava em torno da Terra seria popularíssimo. E não só popularíssimo, como também sofreria críticas contudentes dos cientistas mais avançados que ainda acusariam os meios de comunicação de deformar a opinião pública. O problema desse meu exemplo é que ele é muito longe no tempo e poucos o aceitam como um bom argumento.
Agora eu tenho um exemplo mais atual e que é os meios de comunicação tentando formar a opinião das pessoas de que 0,999. . . . é igual a 1. É tarefa impossível. No entanto, se os meios de comunicação defenderem a ideia contrária, isto é, 0,999. . . . é diferente de 1 todos concordaram com os meios de comunicação.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/12/2017
Clever Mendes de Oliveira
15 de dezembro de 2017 3:09 amAproveitando mais do post que me serviu bem
Gustavo Gollo,
Já houve comentários meus que levaram mais de um dia para serem publicados, então o fato que desta vez o meu comentário enviado quinta-feira, 14/12/2017 às 14:25, só tenha aparecido depois do comentário de Almeida enviado quinta-feira, 14/12/2017 às 17:25, não me surpreendeu.
O que me surpreendeu foram os erros que cometi. Não que eu não os cometa, mas pensei que não os havia cometido. O título, por exemplo, teve como intento a seguinte redação:
“Salvo menção a Anarquista Lúcida, ótimo artigo que me cai bem”
Devo ter feito algum esforço de redução do título original e algo como “que bem me serve” que fora reduzido para “que me cai bem” resultou na expressão sem sentido “que me bem bem”.
Também eu já escreveria a frase mostrada mais adiante com algumas vírgulas a mais e com o verbo girar não no pretérito perfeito, mas no futuro do pretérito como a transcrevo a seguir: “Já um meio de comunicação, afirmando que o Sol giraria em torno da Terra, seria popularíssimo”.
Também a frase final pareceu-me mal redigida. Consertada ela ficaria assim:
“No entanto, se os meios de comunicação defendessem a ideia contrária, isto é, 0,999. . . . é diferente de 1, todos concordariam com os meios de comunicação.”
E antes houve o erro ortográfico na seguinte frase:
“E não só popularíssimo, como também sofreria críticas contundentes dos cientistas mais avançados que ainda acusariam os meios de comunicação de deformar a opinião pública”.
Na frase original a palavra contundente saiu sem o “n” do meio.
E aqui eu lembro do seu post “Uma demonstração biológica, por Gustavo Gollo” de sexta-feira, 29/09/2017 às 09:41, aqui no blog de Luis Nassif no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/fora-pauta/pode-um-individuo-pertencer-a-duas-especies-por-gustavo-gollo
No item “Uma peculiaridade abstrusa” você diz o seguinte:
“Apesar da simplicidade extrema, a experiência me sugere fortemente que a argumentação comoverá apenas uma parcela muito ínfima, se tanto, dos biólogos convencionais, formados na tradição anterior, revelando outro aspecto científico bastante paradoxal: uma irracionalidade fortemente arraigada à tradição. A racionalidade humana, ao contrário do que alardeamos, é um fenômeno bem incipiente, até mesmo os cientistas sucumbem a apelos irracionais.”
Um exemplo de apelos irracionais dos nossos cientistas é a crença deles de que os meios de comunicação é que formam (ou deformam) a opinião pública.
E sobre as nossas crenças das quais não abrimos mãos, mesmo que haja entre nós aqueles que são, pelo conhecimento e prática, considerados cientistas, vale reproduzir a seguir o Aforismo XLVI do “Novum Organum” de Francis Bacon, que Flávio Paranhos, filósofo e médico, transcreveu no ótimo artigo que ele publicou na Revista Bula, intitulado “Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!” e que por sugestão de Marco St., após leitura no blog de João Paulo Caldeira, apareceu aqui no blog de Luis Nassif no post “Ética, Heiddeger e Woody Allen” de terça-feira, 04/02/2014 às 15:18 e pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/etica-heiddeger-e-woody-allen
E o Aforismo XLVI do “Novum Organum” de Francis Bacon que o médico e filósofo Flávio Paranhos transcreveu para justificar porque ele acreditava em Woody Allen é o seguinte:
“O intelecto humano, quando assente em uma convicção (ou por já bem aceita e acreditada ou porque o agrada), tudo arrasta para seu apoio e acordo. E ainda que em maior número, não observa a força das instâncias contrárias, despreza-as, ou, recorrendo a distinções, põe-nas de parte e rejeita, não sem grande e pernicioso prejuízo.”
Eu tenho dito que um dos grandes problemas da humanidade é o desconhecimento ou, em uma expressão mais leiga como eu costumo utilizar, a ignorância. Nós ignoramos o que não é sabido. Cremos que sabemos e por sabermos não cremos sermos ignorantes. Em verdade não sabemos. Há mesmo coisas sabidas que ignoramos como é o caso do exemplo matemático que você trouxe para discussão.
O campo do não sabido é extraordinário e leigos e cientistas não temos alternativa a não ser ou omitirmos ou expressarmos as nossas crenças. Muitas vezes as crenças do leigo e do cientista são distintas, e vivemos em um mundo que não nos dá a garantia de que a crença do cientista seja a certa.
E que se ressalte que a sua proposta era de mostrar como “proceder racionalmente e decidir sensatamente entre duas informações antagônicas?” E no caso segundo suas próprias palavras não cabe apelar para a voz da autoridade. Até porque a discussão pode dar-se entre dois cientistas. Quando dentro do padrão de conhecimento existentes a posição correta é sabida não há problema. O problema reside nas milhares de situações em que o que é correto é desconhecido.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/12/2017
Lucinei
14 de dezembro de 2017 5:21 pm0,999…² = 1²?
0,999…² = 1²?
A fascistada sempre esteve por aí, mas não se encontravam. Á medida em que se encontram – via redes sociais, por exemplo, mas não só isso – reforçam e potencializam a estupidez que compartilham num mecanismo de asseguração.
Pareto, considerado de um modo um tanto injusto por alguns como “teórico do fascismo”, ajudou a entender isso com a teoria dos “resíduos e derivações”
Ivan de Union
14 de dezembro de 2017 9:17 pmCardinalmente .999999… e
Cardinalmente .999999… e .(999999… ao quadrado ou qualquer potencia) sao idempotentes, Lucinei.
Sao iguaizinhos. Esse erro faz parte da hipotese do continuum tambem, que diz que “qualquer x elevado aa infinidade eh igual a qualquer y elevado aa infinidade”. Nao, nao eh. So alguns sao. Idempotencia eh inherente a cardinalidades, como vimos no exemplo acima, mas 2 elevado aa infinidade jamais poderia ser igual a 3 elevado aa infinidade porque a raiz cardinal dos dois nao eh a mesma.
Note que as raizes cardinais de .999999… e de 1 sao completamente diferentes. Portanto, um pode ter o valor do outro MAS NAO A CARDINALIDADE.
GalileoGalilei
14 de dezembro de 2017 5:23 pmVamos por partes…
Seguindo (ou segundo, tanto faz, acho) o exemplo do Jack… o extripador…
0,999… = 1?
O Gustavo preparou uma pegadinha na qual distraídamente caí.
As reticências colocadas após 0,999 foram por mim, e acredito que pela maior parte dos leitores, ignoradas.
Um dos comentarista, por isso, pede ao Gustavo que o reembolse por uma dívida decorrente da omissão dessas reticências.
Essas reticências são importantíssimas. Sem elas temos uma coisa; com elas outra coisa muito diferente.
O que signidficam essas reticências? Elas significam que após o terceiro ‘9’, continuamos a incluir tantos ‘9’s quantos queiramos, infinitamente. Assim, não resta dúvida que o Gustavo tem razão:
0,999… = 1
Ocorre que todos nós nos cansaremos em algum momento de continuarmos acrescentando ‘9’s àquela sucessão inicial de ‘9’s. Em isso ocorrendo o resultado obtido será menor que 1, supostamente dando razão àqueles que discordam do Gustavo.
Portanto as reticências no caso são extremamente importantes e não podem ser desprezadas.
Uma prova diferente para o que afirma o Gustavo pode ser obtida transformando 0,999… em uma série infinita:
0 + 9/10 + 9/100 + 9/1000 + 9/1000 +… (observem as reticências outra vez).
Uma maneira mais curta e mais elegante de representar a soma acima seria a de substituí-la pelo símbolo “Sigma” seguido da expressão 9/(10 elevado a i) acrescida da indicação que i deve variar de 1 a infinito.
E aqui discordaria do Gustavo quando afirmou que muitos dos engenheiros e/ou matemáticos se recusariam a admitir que o resultado da expressão fosse 1. Não sei que método estatístico o Gustavo se baseou para tal afirmação. Mas desconfio bastante disso.
———
Vamos a outra parte…
O Gustavo afirmou que o vídeo que ele postou não é encontrado através de pesquisas pelo Google e pelo YouTube. De fato aqui também fui pego por outra pegadinha. Acreditei na palavra dele por que não imaginava que ele viesse trazer uma inverdade como reforço para a sua argumentação.
Acreditando, portanto, no Gustavo, resolvi comprovar que ele tinha razão e eu mesmo fiz a pesquisa, tanto através do Google quanto através do próprio YouTube. E o que foi que eu descobri? Todas as pesquisas levam não só ao vídeo citado como a outros vídeos postados pelo próprio Gustavo. O Gustavo parece ter um canal com uma baita coleção de vídeos no YT.
Se eu fosse do tipo intolerante já diria que isso por si só seria suficiente para desclassificar toda a argumentação do Gustavo.
——-
Finalizando
A questão do fascismo, da intolerância, do falar mais alto para abafar as vozes discordantes, eu considero deveras preocupante. Não tenho elementos para afirmar que este tipo de comportamento seja maior nos dias de hoje do que em tempos passados. Minha sensação é que sim. Mas talvez seja proveniente de que atualmente possamos estar muito mais sensíveis a estes comportamentos que, muitas vezes podem ter a aparência de serem educados, mas embutem o emprego de falácias, algumas de difícil percepção.
Tenho também um questionamento, derivado da jurisprudência da Presidenta do STF, Carmem Lucia. O quanto devemos, em nome da tolerância, sermos tolerantes com os intolerantes?
Ou, levando para o debate trazido pelo Gustavo, o quanto devemos, em nome do antifascismo, sermos tolerantes com os fascistas?
Acho esta questão, que inclusive já foi objeto de debate aqui mesmo no ggn, de muita importância.
Não sei até que ponto, a soma da série infinita ou o vídeo apresentados pelo Gustavo contribuem para o aprofundamento deste debate.
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 5:40 pmQ 1/3 dê 0,333… q X 3 dá 0,999… nao diz q 0,999.. =1
Apenas que 1 NAO É DIVISÍVEL INTEIRAMENTE POR 3, seja quantas casas decimais se use, e que portante SEMPRE HÁ UM RESTO, por infinitesimal que seja. Ah céus!
emerson57
14 de dezembro de 2017 6:18 pmcálculo dipherencial
o resto é………………………………………………………..resto!
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 6:38 pmÉ uma questao de limite, nao é?
Nao entendo de cálculo diferencial, meu nível em Matemática está muito abaixo disso. Pelo pouco que entendo, creio que seria correto dizer que 0,999… tende a 1.
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 7:59 pmComentários desnecessários
Os comentários sobre seu nível em matemática são desnecessários. A ilustração esclarece o suficiente.
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 9:50 pmzzzzzzzzzzz…
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 10:50 pmResposta à Anarquista Lúcida
Mas, beeeeeeemm abaixo, convenhamos, né?
Ivan de Union
15 de dezembro de 2017 1:51 am“Pelo pouco que entendo,
“Pelo pouco que entendo, creio que seria correto dizer que 0,999… tende a 1”:
Se “tende” nao eh numero, eh processo. Da mesma maneira que 1 mais um infinitesimo continua sendo 1, isso eh, com o valor de 1, 1 menos um infinitesimo continua com o valor de 1.
O grafo primo tem prova simplicissima disso, alias. Ja nao tenho computador (pra piorar, meu carro tem alguma coisa errada e vem ai uma facada e tanto) e nao vale a pena repetir, fica pra proxima.
Ordens de infinidade adjacentes simplesmente nao podem ter a mesma cardinalidade pois se tivessem seriam a mesma e nao teriam DOIS “valores” (ta me faltando a palavra certa imediatamente) diferentes mas somente um para ambas, ja que ha uma correspondencia 1-1 entre elas. (e eu insisto nesse ponto.)
Nem mesmo se uma “ordem de infinidade” for representada por um integro e a outra pelo mesmo integro menos 1 infinitesimo, nem assim elas poderiam ter a mesma cardinalidade.
Ivan de Union
15 de dezembro de 2017 3:00 pmPor sinal, Anarquista, a
Por sinal, Anarquista, a segunda unica coisa conhecida que se move exata e precisamente um unico infinitesimo pra traz acontece no grafico primo quando voce multiplica todos os integros. O resultado dessa multiplicacao eh um movimento para traz.
Isso so eh importante porque no grafico da funcao de zeta, o grafico inteiro se move aos infinitesimos para traz, do 1 ate o… ate o 0.5! E dali nao se move mais.
(Se eu achar o video eu posto de novo)
Gustavo Gollo
15 de dezembro de 2017 5:06 pmResposta a Claudia, a Anarquista Lúcida
“Nao entendo de cálculo diferencial, meu nível em Matemática está muito abaixo disso”
Mas, beeeeeeem abaixo, né?
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 7:48 pmSobre sandices
E acima dizia: “Nao dou a mínima p/ ele Apenas nao o quero dizendo sandices aqui“
Ah, céus…
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 9:54 pmVc nao consegue entender limites, né?
Se bota na posiçao de sabe-tudo, e acha que todos teriam que ser malucos como vc. Para vc eu dizer que meu nível de Matemática nao chega à Análise Diferencial é uma pecha, um a menos. É só um pingo de realidade, nao há ninguém que entenda de tudo, e seja “multicientista, multiartista, filósofo e profeta”.
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 10:45 pmResposta à Anarquista Lúcida
Comentários sobre seu nível em qualquer área que tenha se pronunciado são desnecessários e só a expõem ainda mais, assim como às orelhas. Análise diferencial??? Não, tratei apena das 4 operações, o problema não é o conhecimento, é a falta de raciocínio e, mais que tudo, sua atitude fascista.
GalileoGalilei
14 de dezembro de 2017 5:58 pmO que importa…
Da tua argumentação, acho que o mais importante é saber se, quando diante de fascistas podemos ou não reagir em legítima defesa apelando para o uso da violência (ainda que verbal) antes que sejamos por ela atingidos.
Quando um fascista te agride com 0,9 de intolerância, depois com mais 0,09, posteriormente com mais 0,009 e assim sucessivamente, a partir de quantos ‘9’s podemos também revidar e partir para a ignorância?
Em outras palavras:
(0,999… x 1 fascista) é igual a 1 fascista, a partir de quantos ‘9’s?
Ou ainda: Qual o tamanho do pavio considerado aceitável para ser usado diante de um fascista?
Maria Luisa
14 de dezembro de 2017 6:25 pm1 + 1 = 3
A Anarquista Lucida vai ficar muito fula da vida de ser chamada de fascista. Vai ‘persegui-lo’ mais ainda. Alias, pelos comentarios, você conseguiu mais alguns comentaristas para pegarem no seu pé.
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 6:35 pmNao dou a mínima p/ ele Apenas nao o quero dizendo sandices aqui
Ele é completamente paranóico, acha que eu sou uma tal de Cláudia com quem deve ter se desentendido.
Vc precisa ver as besteiras que ele diz nos tópicos sobre Biologia. Isso me aborrece, porque desmoraliza o Blog, que sobe os tópicos dele. Nassif está em parceria com universidades, tópicos de Biologia fantástica pegam mal (e também, embora eu entenda menos dos outros assuntos, parece que tb de Física fantástica, e agora Matemática fantástica). Nao sei quem seleciona os tópicos a serem postados, o Nassif deve ter auxiliares para isso, e eles nao podem ter base científica em todos os assuntos, mas o Blog tem colaboradores de diversas áreas, poderia constituir um “conselho consultor” para assuntos científicos.
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 7:43 pmTá Russo, Claudia
Não, não me desentendi com ninguém, você me persegue gratuitamente.
Gostaria de saber que tipo de gente se preocupa em censurar um vídeo que discorre racionalmente, do início ao fim, sobre questão tão banal.
Também gostaria de saber o que você pensa de uma covarde que escondida atrás de um apelido, disfarçada (ainda que com as orelhas de fora), incapaz de rebater a argumentação exposta no vídeo, simplesmente impõe uma censura sobre ele, impedindo que outras pessoas o encontrem?
Diga-me também se não são nojentas as criaturas que agem desse modo covarde?
Que tipo de gente é essa?
[video:https://youtu.be/o_GAQiRf7-E%5D
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 9:51 pmCuidado comigo! Sou poderosa, amiga do dono do Google…
Só rindo.
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 10:32 pmResposta à Anarquista Lúcida
E o que você pensa desse tipo de gente, de uma fascista covarde que, oculta (mesmo sem conseguir esconder as orelhas) trata de censurar um vídeo tão inocente, pelo simples fato de não conseguir rebater os argumentos ali propostos? Não concorda comigo que seja uma criatura asquerosa, a que perpetra tal covardia?
Anarquista Lúcida
14 de dezembro de 2017 10:59 pmGollo, até maluquice tem que ter limite
Ou vc acha mesmo que eu teria poder para censurar um vídeo? Cara, vá se tratar. E tb tô me lixando para o que é publicado no YouTube, lá tanto tem coisas ótimas qto lixo. Se quiser publicar seu lixo lá, aplaudo. Agora aqui desmoraliza o Blog.
Gustavo Gollo
14 de dezembro de 2017 11:31 pmResposta à Anarquista Lúcida
Acho que basta conhecer um hacker para ter esse poder, mas a questão é:
NÃO CONCORDA QUE SÓ UMA PESSOA NOJENTA E COVARDE FARIA ESSE TIPO DE CENSURA?
Anarquista Lúcida
15 de dezembro de 2017 1:07 amGollo, vá tomar seu remedinho
E aproveite p/ ver se eu estou na esquina. Que saco!
Gustavo Gollo
15 de dezembro de 2017 2:04 amResposta à Anarquista Lúcida
Pois vou te explicar, Claudia: O tipo de gente que toma esse tipo de atitude, é muito reles, é gente covarde. Estou sendo brando.
Está aprendendo o que significa ser um fascista? Está descobrindo que não é questão uniforme nem bandeira? Ser fascista é tomar atitudes como essa sua, e calar aqueles de quem discorda. Sim, Claudia, você é fascista, quero dizer, suas crenças são fascistas, suas atitudes são fascistas.
Uma peculiaridade surpreendente do fascista brasileiro é a covardia, o modo dissimulado, fingido, covarde, como esse de censurar um vídeo cuja argumentação não consegue rebater.
Uma tristeza 🙁
Almeida
14 de dezembro de 2017 7:25 pmAi, as falácias do gugu.
Começa por chamar de fascistas a todos que criticam as besteiras emitidas em suas postagens. Apontar imbecilidade virou, para ele, sinônimo de fascismo e fascista quem o critica como imbecil.
Seu vídeo, por algum motivo, não é achado no Google. Isto pode acontecer por um simples problema de tags → https://youtu.be/dBlpK7ddRU Ele conclui que tal fato banal “corresponde a uma censura efetiva, mas velada e covarde”, então, faz-se de vítima de uma perseguição.
O passo seguinte é atribuir a “censura” a quem identifica como sua “perseguidora”. Deve supor que a “perseguidora” nominada tem poder de censura dentro do Google. Enfim, acusa sem provas, mas isto é irrelevante para o gugu, pois também não tem compromisso com provas para as “teorias científicas” que inventa e aventa. O modo de fazer “ciência” do gugu está exposto na arrogante frase: “o raciocínio que exponho no vídeo é irrefutável”. Como a Ciência não é o espaço para tese ou teoria irrefutável, é fácil concluir que o gugu faz tudo, menos Ciência.
O gugu está precisando de ajuda, se ele estiver no Rio de Janeiro, ele pode encontrar o que precisa AQUI NESTE ENDEREÇO.
[video:https://youtu.be/aj1yKwH73Rs%5D
Djijo
14 de dezembro de 2017 7:43 pmBuscador DuckDuckGo
Usei o buscador que impede filtros do google e deu na primeira. https://duckduckgo.com/?q=+%E2%80%9Cuma+surpreendente+demonstra%C3%A7%C3%A3o+biol%C3%B3gica%E2%80%9D&t=h_&ia=web
Ronaldo Ferreira Vaz
14 de dezembro de 2017 9:48 pmSenso comum transvertido de ciência.
Gollo somante escreve bobabens! Não possui concisão, nem capacidade de pormenorizar num paragraifo introdutório, breve, os pontos a serem tratados e desenvolvidos. É pura anarquia. Senão vejamos:
Ronaldo Ferreira Vaz
14 de dezembro de 2017 10:02 pm1°) Da introdução
Nela enuncia que irá tratar de informações e de como decidir entre ideais antagonicas.
Ora, quanto a decisão entre ideais antagonicas, o enunciado é universal, não particularizou nem indicou qualquer ciência, mas tratou apenas da matématica.
Quanto a informações, desconhecer a diferença entre informações e conhecimento. Contudo, mesmo tomado um pelo outro, as ciências não lidam direta e exclsuivamente com os concieitos, das faz demonstração deles numa relação com o objeto.
Ronaldo Ferreira Vaz
14 de dezembro de 2017 10:15 pm2°) Da tentação.
Ardilosamente Gollo escolheu uma questão matemática da qual não se estabeleceu demonstração apropriada. Sabia que muitos comentariam condorddado ou discorndado quanto a solução que ele apresenteu. 1 = 0000000000,99. Aponta como soluçaõ decisão racional e sensata. Da demonstração nada falou.
Ronaldo Ferreira Vaz
14 de dezembro de 2017 10:20 pm3°) Crença
Chamou as diferentes demonstrações de crença. O que não aconteceu por parte de quem o contestou. Estes buscaram demonstrar o acerto de seus cálculos segundo os dados e a relação matematical apresentada. Ninguem disso não acreditar no número 1, nem um paraíso dos números. Gollo escreve bobagem em cima de besteira.
Ronaldo Ferreira Vaz
14 de dezembro de 2017 10:27 pm4°) Inferência da matemática para as ciências humanas.
Seu analfabetismo lógico e razão cinica é incomensuravel, pois transpoem uma suposta luta de classes matematical entre o 1 e o 0,99 para uma luta de classes entre coxinha e mortadelas, igualando tudo. Os numeros enquanto categoria quantitativa do ser ou do ente, são indiferentes a relãções estranhas e externas a ele. Se se compra um quilo de mortadela ou um quilo de coxianha, isso não importa diretamente a matemática. Ademais, os numeros não possuem consciencia que os oponha numa luta de operações na taboada.
Ivan de Union
15 de dezembro de 2017 1:33 am“Seu analfabetismo lógico e
“Seu analfabetismo lógico e razão cinica é incomensuravel”:
Sim, eles é.
Ronaldo Ferreira Vaz
15 de dezembro de 2017 9:06 am5°) Do debate e do contraditório como fascismo.
Ao final do texo toda volta e engodo que pensou, se expressou, acusar a Anarquist de fascita. O que ele passa é evidente, deve estar havendo dissenção entre os membros de sua seita, igreja, tenda de cartas de Gollo. Ou do caralho. Viva Exu!!!
Geraldo Tavares
15 de dezembro de 2017 12:35 amÉ tudo muito simples
0.999… = 1 sim, rigorosamente.
O anel não se fecha, porque a deriva genética resultou em diferenças irreconciliáveis do ponto de vista reprodutivo: o fato de dois indivíduos poderem cruzar e gerar filhos férteis não significa que eles sejam geneticamente idênticos. Se o anel se fechasse sempre, todos os seres vivos deste planeta pertenceriam à mesma espécie, já que somos folhas de uma única árvore da vida.
Fascistas devem ser mortos a pauladas.
Não estou a par da rixa entre o Gollo e a Anarquista, mas de modo geral gosto dos artigos dele. Seria interessante se ela nos dissesse onde ele errou. Na questão do 0.999… quem está errada é ela.
Gustavo Gollo
15 de dezembro de 2017 11:45 amConcordo, tudo simples
“O anel não se fecha, porque a deriva genética resultou em diferenças irreconciliáveis do ponto de vista reprodutivo: o fato de dois indivíduos poderem cruzar e gerar filhos férteis não significa que eles sejam geneticamente idênticos. Se o anel se fechasse sempre, todos os seres vivos deste planeta pertenceriam à mesma espécie, já que somos folhas de uma única árvore da vida.”
Isso é correto. O problema abordado no vídeo, no entanto, é que todos os indivíduos em questão pertencem a uma única e mesma espécie, ao contrário do que está nos livros, e conforme a demonstração apresentada.
Geraldo Tavares
16 de dezembro de 2017 1:03 amNão entendi
Você pode estabelecer um anel desses entre quaisquer duas espécies deste planeta; por exemplo, homo sapiens e tartarugas verdes. A única diferença é que muitos dos elos estão extintos.
Nem é necessário um anel; basta um triângulo. Se a fecundação em laboratório de um ovo da espécie A por um espermatozóide da espécie B (e posterior implante na fêmea de A) nunca resultar em filhos férteis, por definição A e B são espécies diferentes. Nada impede, no entanto, que tanto A quanto B tenham filhos férteis com C. Mas então A, B e C são da mesma espécie?
A conclusão é que a definição puramente genética de espécies não define grupos, porque a relação genética não é transitiva. O problema vem da definição original, que não era genética, mas fenotípica (se se parece com gato, é gato), que, aliás, também não é transitiva (A é um gato, B se parece com A, C se parece com B, mas C não é um gato).
Não sei como os biólogos resolvem essas inconsistências (a Anarquista deve saber).
Uma maneira seria usar a teoria de subconjuntos nebulosos, em que um elemento pertence a um certo conjunto com um certo grau de pertencimento, que vai de zero a um (ainda assim haveria o problema de que pesos atribuir a diferenças genéticas e fenotípicas). É um problema parecido com o de saber quando dois dialetos devem ser considerados como línguas diferentes e que peso atribuir a diferentes classes de cognatos.
Outra maneira seria exigir que pelo menos um dos elos do anel esteja extinto…
Gustavo Gollo
16 de dezembro de 2017 11:23 amResposta a Geraldo Tavares
Tratei disso aqui:
https://jornalggn.com.br/fora-pauta/pode-um-individuo-pertencer-a-duas-especies-por-gustavo-gollo
O que eu explicitei ali foi, exatamente, a inconsistência da interpretação.
A interpretação usual é nebulosa, do meu ponto de vista, confusa.
Penso ser necessária a quebra da corrente para o surgimento de uma nova espécie, o que pode ocorrer em um único passo, conforme:
https://jornalggn.com.br/fora-pauta/como-surge-uma-nova-especie-biologica-por-gustavo-gollo
Acho que vai se surpreender com meu modelo de especiação.
Ivan de Union
15 de dezembro de 2017 2:27 amAh, mas porque eh mesmo que
Ah, mas porque eh mesmo que eu estou sendo contraditorio? Simultaneamente eu digo que a hipotese do Continuum esta errada e a provo???????
Se Aleph Null eh seguido de Aleph One sem mais nada no meio, porque eh que eu insisto que a hipotese do Continuum esta e vai continuar eternamente errada, gente?
Eh porque eu lido com ZOOMS So por causa disso. So que tem uma coisa…
Zooms orbitais nao excluem o aparecimento de outras cardinalidades entre uma e outra. So por causa disso. Se voces realmente acham que nao existe cardinalidade a mais entre Aleph Null e Aleph One, entao facam zooms do ((2 por 2) ao quadrado) ao ((n por n) ao quadrado) na Lunatica pra ver com quantos paus se faz o que eh bom pra tosse… Pois eh uma certeza absoluta que todas as cardinalidades vao aparecer entre um e outro.
E zooms orbitais sao… materia. Nao vao ser especulacoes matematicas que vao me distrair do que eu ja tenho aas maos. Minha retinas tao fatigadas nunca vao se recuperar das cardinalidades no meio do caminho…
Umapedra
15 de dezembro de 2017 3:21 amO Gollo tem razão
O que ele escreve é útil e verdadeiro. Deve ser lido.
Assistam também os vídeos dele no youtube; são muito educativos.
O que deve ser combatido no GGN é a série de artigos sobre espiritismo, que, erroneamente, levam a sério aquela pseudociência religiosa.
0.999… = 1 sim. São representações gráficas do mesmo conceito abstrato: o número um.
Quanto a jogar fascistas ponte abaixo, sou totalmente a favor. Nesse ponto discordo dele.
O que a Anarquista tem contra ele especificamente?
Ronaldo Ferreira Vaz
15 de dezembro de 2017 12:05 pm0,999… = 1 como mera representação gráfica?
Nunca vou poder comer um pedaço de UMA banana, tirar um taco. Obrigado.
Umapedra – membro da seita secreta do Golo, em ato falho afirmou: “O que a anaquista tem contra ele especifamente”. É
É um iniciado da cambala ou do clube de cartas do Gollho, reduziu o debate a questões subjetivas.
Próprio do grão-mestre Gollo, que levou o debate para esse campo, chamando Anarqusita de fascista.
Umapedra
15 de dezembro de 2017 1:19 pmra ra ra ra
É sempre bom ver que alguém leu algo que escrevi.
Gosto de você, Ronaldo, e da Anarquista também. Ambos têm dado contribuições valiosas para o debate político em meio a essa tragédia que se abateu sobre nosso país novamente 52 anos depois de 1964: intervenção do Império com apoio da parte repugnante de nossa elite (só parte, porque você, ela, o Gollo e eu também pertencemos à elite, mas à outra parte: a que preza pelo Brasil).
“Seita secreta” é ótimo! De morrer de rir. Não há nada de secreto nas idéias divulgadas pelo Gollo em seus vídeos (de cuja existência só vim a saber hoje) ou seus artigos. São coisas bem estabelecidas, em sua maioria, ou conjecturas lançadas por ele, que fazem algum sentido; é assim que a ciência avança: hipóteses são aventadas e depois confirmadas ou refutadas.
Aparentemente a Anarquista é mais conservadora no campo da biologia. Confesso que não li suas críticas às idéias do Gollo (estão disponíveis? onde?), de modo que minha pergunta é sincera e movida por curiosidade científica. Biologia é um campo interessante. Mas já vi que ela não gostou da história do 0,999… nem de um artigo dele sobre o paradoxo EPR em física quântica; em ambos os casos ele está correto e ela errada.
Cambala? Não seria Kabala?
Não entendi a história da banana. O conceito envolvido é o de unidade. Para nos referirmos a ele por escrito, precisamos representá-lo graficamente, não? Um, uno, un, one, ein, adin, 1 ou 0,999… tanto faz. A demonstração dada por ele sobre esta última é simples e definitiva.
Mas o cerne deste último artigo do Gollo é a observação de que, mesmo em coisas facilmente demonstráveis, podem se abrir divergências antes de finalmente se chegar à unanimidade. Ele se irrita com isso. Eu digo: divirta-se com a divergência! Já a Anarquista aparentemente se irrita com idéias novas e/ou digressões que se afastam do tema principal. Por que?
Repito: o que deve ser combatido é a pseudo-ciência, não idéias novas.
Gustavo Gollo
16 de dezembro de 2017 10:52 amERRATA
ERRATA: Há um erro na formulação de minha explicação da igualdade entre 0,99… e 1. Formulei:
“Ocorre que a ordem com que as operações de divisão e multiplicação são efetuadas é irrelevante, de modo que pode ser trocada”, tentando explicitar a transitividade das operações.
Essa má formulação, no entanto, permite a seguinte interpretação:
6 x 2 : 6 = 6 : 2 x 6 , onde a ordem das operações está trocada. Nesse caso, no entanto:
2 = 18 evidenciando o erro.
Nesse caso, de fato, não só a ordem da operação foi trocada, mas também os operadores (note que à esquerda, divide-se por 6, à direita, por 2). A seguinte formulação evitaria essa interpretação equivocada:
A ordem com que as operações de divisão e multiplicação POR UM DADO NÚMERO são efetuadas é irrelevante, de modo que pode ser trocada.
Bem, como dizia Francis Bacon, o conhecimento advém mais facilmente do erro que da confusão 🙂
Aristóteles
16 de dezembro de 2017 3:48 pm1=3×(1/3)=3×0.333…=0.999…
CQD.