10 de junho de 2026

Ailton Krenak é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras

É o primeiro indígena a ocupar o posto; além de escritor, Krenak influenciou a garantia de direitos dos povos originários na Constituição de 1988.
Crédito: Reprodução/ Instagram

O filósofo, professor, escritor, poeta, ambientalista e líder ativista da causa dos povos originários, Ailton Krenak, foi eleito para a cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras e é o primeiro indígena na instituição.

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“Ailton Krenak é escritor de renome e figura central no movimento literário indígena do país. Sua voz é fundamental para o cenário atual, pois é elo entre a rica herança cultural e histórica dos povos originários e a literatura nacional. Esta eleição é um marco na ABL, que reafirma o seu compromisso em promover a diversidade e a inclusão na instituição e na literatura brasileira”, informa nota da instituição nas redes sociais.

Krenak substituirá José Murilo de Carvalho, falecido em agosto, e foi eleito com 23 votos. Mary Lucy Murray Del Priore e Daniel Munduruku tiveram 12 e 4 votos, respectivamente.

“O Krenak é um poeta. É uma visão de mundo muito apropriada para este momento em que o mundo está preocupado com o meio ambiente, com a mudança climática, que os povos originários lutam pelos seus direitos”, diz o presidente da ABL, Merval Pereira.

Quem é Ailton Krenak?

Nascido em 1953 em Itabirinha (MG), Krenak é autor dos livros Ideias para adiar o fim do mundo (2019), O amanhã não está à venda (2020), A vida não é útil (2020) e Futuro Ancestral (2022).

Krenak vive em uma comunidade homônima na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, é produtor gráfico, jornalista, também recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Em suas redes sociais, ele afirma que sua incansável luta nas décadas de 1970 e 1980 foi fundamental para a conquista do “Capítulo dos Índios” na Constituição de 1988, que, pelo menos no papel, passou a garantir os direitos indígenas à cultura autóctone e à terra”.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    5 de outubro de 2023 7:55 pm

    A maior abuso cometido por Machado de Assis foi vetar o nome de Cruz e Souza para a ABL. É preciso reparar essa injustiça. Krenak deveria propor imediatamente aos imortais a aprovação da admissão póstuma de Cruz e Souza na ABL.

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