Por jns
Do Jornal O Tempo Contagem
MEMÓRIA. EXPOSIÇÃO NO CENTRO CULTURAL HOMENAGEIA GRANDE CINEASTA DE CONTAGEM
A partir da próxima quarta-feira (11) acontece na galeria do Centro Cultural de Contagem (R. Dr. Cassiano, 103, Centro) a exposição “Tony Vieira, cineasta de Contagem”, onde a cidade terá a oportunidade de conhecer a vida e obra do ator, roteirista, produtor e diretor que foi símbolo do cinema dos anos 70 e 80. O projeto, idealizado pelo empresário e ator Hytagiba Carneiro, está sendo realizado através da coordenadoria de cultura do município e tem como objetivo contar sobre o pioneiro do bang-bang nacional, cuja história começou em Contagem. Segundo o funcionário da Casa de Cultura, Henrique Dias, a intenção é “desmistificar a imagem de Tony Vieira como um cineasta pornográfico”. Para a historiadora Carolina Dellamore, essa visão é equivocada, pois os elementos sexuais são mínimos comparados a outras produções da época. Serão expostos textos, documentos da época e imagens, todas distribuídas em18 painéis. Tony Vieira, que trazia o nome de batismo de Mauri de Oliveira Queiroz nasceu em Dores do Indaiá, interior de Minas Gerais, em 1938. Veio paraC ontagem com apenas sete anos. Começou a atuar na companhia de teatro da fábricade cimento Itaú, onde trabalhava junto com Hytagiba. Mas sua vida começou a mudar quando o diretor do grupo, José Sebastião Carneiro Filho, decidiu levá-lo para a TV Itacolomi. Depois de algumas reprovações, Tony estrelou a novela “A Garrafa do Diabo”. Alguns anos depois, ejáfazendo sucesso em Belo Horizonte, ele se mudou para São Paulo com a ajuda de Moacir Franco. Trabalhou com Mazzaropi e passou a atuarempapéis de “durão” em aventuras como “Panca de Valente” (1968) e “Uma Pistola para Djeca” (1969). A sua primeira produção como diretor foi “Gringo, o Ultimo Montador” (1973). Tony Vieira se consolidou dentro do movimento da “Boca do Lixo”, um quarteirão de São Paulo que reunia cineastas de diferentes influências, mas todos com ideias contrarias ao movimento do cinema novo. No total, Tony produziu 32 filmes, sendo que mais de 20 foram de faroeste e policiais. Em 1975, Tony alcançou a marca de 1 milhão de espectadores com o filme “A filha do padre”. Em 1976, ele ganhou o prêmio “Astro Boca do Lixo”. Poucas pessoas sabem, masTony chegou a filmar dois filmes em Contagem. Em 1990 ele voltou a morar na cidade, e morreu logo após, vítima de um câncer generalizado.
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