4 de junho de 2026

Conheça a história das escravas brancas no Rio de Janeiro

 

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Sugerido por Gilson AS

Conheça a história das escravas brancas judias, chamadas de “polacas”, que foram levadas ao Rio de Janeiro por cafetões, no final do século XIX. Lá, elas criaram uma sociedade de ajuda mútua, uma sinagoga e um cemitério, mantendo seu vínculo com a religião, apesar da prática circunstancial da prostituição.

Confira o vídeo:

http://tal.tv/es/video/aquellas-mujeres/

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19 Comentários
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  1. Luiz Antonio Antunes Machado

    29 de dezembro de 2013 12:29 pm

    Pesquisa

    Uma pesquisa que agora já não é novidade, mas levou-se muito tempo para trazer a luz. Prazer em rever minha grande professora Lená Menezes.

  2. Tamára Baranov

    29 de dezembro de 2013 1:12 pm

    Onde está o vídeo?

    Onde está o vídeo?

    1. Marco St.

      29 de dezembro de 2013 2:03 pm

      Neste link: 

      Neste link:  http://tal.tv/es/video/aquellas-mujeres/

  3. Lucinei

    29 de dezembro de 2013 1:30 pm

    Lembro de um vídeo em que

    Lembro de um vídeo em que Leandro Konder aventa a possibilidade de a palavra “encrenca” ter advindo de alguma palavra usada nos bordéis quando alguém estava doente. Algo assim: chegava um “cliente” e o bordel estava fechado. Alguém por alguma fresta pronunciava com sotaque carregado: “encrenca, encrenca”, e fazia algum sinal para dar meia volta. O tal cliente ia embora convencido “deu alguma “encrenca” lá!”

    Alguém pode confirmar?

    1. W K

      29 de dezembro de 2013 2:02 pm

      Outra versão para “encrenca”,

      mas semelhante: tratar-se-ia de uma “descendência” da palavra alemã “krank” – doente, isto é “er krank”, (ele doente), talvez pronunciada com sotaque como talvez “er krenka”, e entendido posteriormente como encrenca – problema á vista.

      Entre cães e gatos também existem problemas de, digamos, de “tradução” da linguagem corporal: enquanto o cachorro balança o rabo para demonstrar satisfação, o gato, ao balançar o rabo – gerlmente só a ponta – está demonstrando preocupação (ou mesmo a tal encrenca!). 

      Daí surgem as tais divergências entre cães e gatos … 

    2. carmem castello branco

      29 de dezembro de 2013 4:22 pm

      a pessoa estava utilizando a

      a pessoa estava utilizando a palavra em alemao, krank, que quer dizer doente, provavelmente dizia ein krank, um doente, e o brasileiro entendia encrenca! 

      1. ed. não logado

        29 de dezembro de 2013 5:44 pm

        O “Seu Ilha”

        Me lembrou da minha longa curiosidade em descobir porque um lugar, afastado de qualquer água, em Guaratiba, no Rio, era (e ainda é) chamado de Ilha.

        Cada vez que passava por lá perguntava em postos, lojas, etc, pela misteriosa “Ilha”, até que certa feita suspeitei que um velho e fumante senhor sentado na escadinha de entrada de sua casa pudesse saber. E efetivamente explicou:

        “Ah, filho, este pedaço aqui era uma fazendola de um alemão que se chamava Willhelm.

        Daí o “Ïlha”.,,

  4. Fulvia

    29 de dezembro de 2013 1:46 pm

    Esse caso é muito triste,

    Esse caso é muito triste, elas vinham não como prostitutas e sim como futuras esposas de patricios judeus poloneses radicados no RJ.  Eram recrutadas na Polônia em uma época de muita pobreza para futuros esponsais, por um patrício judeu polonês que as trazia com falsa procuração de casamento para casá-las com membros da comunidade judaica. Não sabiam que estavam sendo enganadas, tinham muito pouca idade e chegando aqui  eram estupradas pelo patrício que as trouxera, ficando a margem de uma sociedade patriarcal, sem o esperado casamento e sem o domínio da língua portuguesa, só restando a prostituição como ofício de sobrevivência e como se não bastasse, ainda eram ignoradas pela comunidade judaica que não aceitava que suas conterrâneas fossem prostitutas, proibiam a entrada delas nas sinagogas, impedindo-as inclusive de serem enterradas nos cemitérios judeus.  É uma história que ficou esquecida e ignorada por muito tempo e agora está sendo resgatada, inclusive fundaram uma sinagoga na Cidade Nova no Canal do Mangue apenas freqüentada por elas e sendo presidida por uma rabina, uma das suas.

    1. Luiz Antonio Antunes Machado

      29 de dezembro de 2013 3:19 pm

      Exclusão

      Impressionantes as histórias das agressões sofridas por ocasião da caminhada com o exemplar da Torá, e do cantor que chamava a atenção do povo próximo à sinagoga. O relato do Moacir Scliar sobre a idosa que o confundia com um cliente é comovente. Uma parte de nossa história que deve ser lembrada e pesquisada, não varrida para o esquecimento.

  5. morallis

    29 de dezembro de 2013 3:23 pm

    Um grande  amigo  de origem

    Um grande  amigo  de origem judaica me disse tempos atrás que nosso “jacob do Bandolim”

    tem essa ascendencia “judaico-polonesa”. Pode ser mera especulção, se alguem souber  de

    algo que confirme ou não?!

    1. Almeida

      29 de dezembro de 2013 5:19 pm

      Está na página dedicada a Jacob do Bandolim.

      http://jacobdobandolim.com.br/jacob/depoimentos.php?ID=2

       Eis o texto:

       

      Filho que retrata o pai

      No dia em que Jacob estaria completando 60 anos (vivo fosse), o jornalista Jésus Rocha, de Última Hora, à época editor do “Segundo Caderno”, pediu ao filho, Sérgio, um depoimento sobre o pai. Ao correr da máquina, Sérgio Bittencourt, jornalista e compositor, escreveu comovente texto acerca da pessoa de Jacob do Bandolim. Eis o retrato que o filho hipersensível traçou do pai idem:

      “Sou avesso a biografias, cronologias, datas, números, quando se trata de querer saber quem é quem, quem foi quem. Muito mais hoje, 14 de fevereiro de 1978, dia em que, se vivo estivesse, o cidadão Jacob Pick Bittencourt completaria, ao lado de poucos, porém, enquanto vivos, fiéis amigos — nada mais do que 60 anos de idade.

      Filho de uma polonesa da cidade de Lodz, refugiada da Primeira Grande Guerra e de um pacato, quieto, injustiçado — até pelo filho — farmacêutico vindo de Cachoeiro do Itapemirim, o Sr. Francisco Gomes Bittencourt (lá ia eu esquecendo de registrar o nome “duvidoso” de minha avó paterna; a colônia de judeus a chamava de “Regina”. No registro estava Sra. Raquel Pick).

      A bem da verdade, “Regina” era o chamado “nome de guerra”.

      Jacob nasceu na maternidade de Laranjeiras, fruto de um descuido da polaca e do tranqüilo dono da farmácia Bittencourt, na Rua Uruguaiana, ao lado da “Casa Garson”. Nasceu e ficou nascido! Cresceu na Rua Joaquim Silva e na Avenida Gomes Freire.

      Estudou no “Anglo-Americano”, depois de conhecer de perto e ser protegido em menino, por Miguelzinho, Edgar, Camisa Preta. Do “Anglo-Americano”, onde jogou basquete e não cantou o hino em homenagem ao Príncipe de Gales, preferindo, pela vez primeira, “bater gazeta”, o que lhe resultou fratura na perna em três partes, foi para o CPOR e trabalhou no arquivo do Ministério da Guerra.

      Já tocava bandolim. Donga, mestre Donga, foi quem o convenceu a prestar concurso para a Justiça — cargo: “Escrevente Juramentado”. Passou em 13º lugar. Na ordem de classificação, vindo de fora, obteve a 1ª colocação. Afinal estava na hora, mulher, dois filhos, sendo um deles, o mais velho, portador de hemofilia, o jeito foi meter a cara nos livros e ir para a grama da Quinta da Boa Vista, onde minha mãe lhe tomava os pontos e com muito amor, ternura e subserviência, lhe preparava lautos sanduíches de pão com pão!…

      Nem para uma rapinhada de manteiga, dinheiro havia. Havia, sim: garra. De ambos. Dois filhos, uma vontade de responder ao mundo mais ou menos nestes termos:
      – Nasci de uma aventura, cresci no meio do lixo, conheci o lixo, não vivi dele, meu velho pai era quem pagava tudo e eu não sabia, ou tocador de bandolim, artista de rádio ou marginal, como querem, mas, um dia vou ser a lei. E foi.

      Embora filho da velha polonesa resmunguenta, que amava mais o papagaio de estimação do que o próprio chamado “fruto do seu pecado” — no caso ele — Jacob só fez lutar, na vida. Eu seria mais franco se dissesse — e vou dizer: Jacob só fez brigar na e pela vida. Minha avó paterna, doce criatura para os netos e o marido, massacrou-o bastante. Ele resistia por amor. Adília Freitas Bittencourt, sua mulher, era tudo para ele — menos na música. Ele era a criatividade. Ela, o artesanato. Sabia de todas as suas preferências: arroz, muito arroz, bife e batatas fritas. Doces, todos os doces.
      Pegou-o pelos beiços e soube segurá-lo até o dia 13 de agosto (sempre insano agosto!), de 1969, quando dirigindo sozinho seu carro, Jacob chegava à sua casa, em Jacarepaguá, vindo da residência de um de seus poucos ídolos, Pixinguinha, já ofegante, avisando que estava morrendo, sendo recostado pela mulher e o sogro no chão da grande varanda — onde morreria.

      Eram 6 horas da tarde. Diagnóstico: infarto e edema pulmonar.

      Já estava fumando seis maços de cigarros por dia. Fez de tudo para largar o único vício, de tratamentos psiquiátricos, até solenes sessões de macumba e hipnose. Nada adiantou. Não jogava, não bebia, em futebol seu time chamava-se “Zizinho Futebol Clube”. Fumava. Apenas.

      Um temperamento puramente emocional. Chorava e xingava, numa fração de segundo. Quando ouvia um “acorde” bem feito ao violão, não se continha e gritava: – Bonito!!!

      Amava, com a mesma força e sinceridade, seus dois pólos opostos: a Justiça onde chegou a Escrivão-Chefe da 11ª Vara Criminal e a Música; o estudo, a busca, a análise da genuína música popular brasileira.

      Jacob do Bandolim Sempre nos amamos, com o amor sério e fiel de dois guerreiros, muitas vezes em trincheiras opostas.

      O que fiz por ele, fiz e não digo. O que fez por e de mim, foi um tudo. Me lembro: jamais me mentiu. Era capaz de esbofetear um mentiroso, apenas pela mentira. Fosse de que gravidade.

      Me lembro: Papai, vai doer? A perna toda roxa, a enfermeira da Santa Casa, ele: – Vai!

      No dentista: – Muito, papai? Ele: – Bastante.

      Repito e gosto de repetir: jamais me mentiu. Mas, nos momentos em que estive “cara a cara” com a morte, ele também não me mentiu. E, como nas outras ocasiões, não me mentiu, mas soube, sempre, me estender a mão. Quando eu agarrava, mordia, deixando naquelas mãos santas de datilógrafo e músico, as marcas incuráveis da minha dor.

      De tudo que me ensinou, certo ou errado, hoje, dentro dos meus já então parcos e paupérrimos preconceitos, retiro, inapelavelmente, uma solução, uma saída, uma parada para pensar, um pouco de coragem para enfrentar, muita coragem para não “aderir” — na última das hipóteses, um sofisma, uma frase feita — estamos conversados!

      Seus ídolos: Almirante, Orestes Barbosa, Noel Rosa, Nonô (pianista, tio de Cyro Monteiro e parente de Cauby), Bonfiglio de Oliveira, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Sinhô e Frei Fabiano, que passou a viver promiscuamente, com alguns “orixás”, dos mais respeitáveis que surgiam lá em casa para tentar dar um jeito nas três úlceras duodenais, na vesícula (que acabou extirpada), na hipertensão, que Dr. Manoel sempre agüentava, no “bico de papagaio”, da eterna suspeita de câncer, na doença incurável do filho.

      Meu pai, em momento algum admitiu morrer. (Observem: seu ídolo, Pixinguinha, morreu dentro de uma igreja. Ele, na hora santa da “Ave Maria”. Não sei, não, mas a vida às vezes, nos mostra algum sentido.)

      Estudou Ernesto Nazareth tanto, que agindo policialescamente, uma espécie de “Holmes Jacarepaguense”, provou, pericialmente, que o grande pianista e compositor suicidou-se, quando passeava pelas matas do sanatório da Taquara, num rápido e fatal estado de lucidez. Percebendo-se louco, deixou-se morrer afogado. Desta tese, meu pai não admitia nenhuma contrapartida.

      Um dia apaixonou-se pela fotografia. Comprou todo o equipamento, ingressou na ABAF e concorreu com uma foto de uma máscara de ráfia com fumaça em 1º plano. Venceu. Era o que queria.

      Não foi homem de botequins. Gostava do “ajantarado” dos sábados e domingos. Sempre naquela mesa. Regime: absolutamente patriarcal. Depois do almoço, ia dormir. O silêncio se fazia, debaixo de todos os medos.

      E ensaiava. Ensaiava sempre, com seu conjunto, que, de repente, ele chamou de “Época de Ouro”. Além da sua genialidade, só deu à MPB Elizeth Cardoso — e precisava mais? — e esse menino, Déo Rian.

      Sentia-se um pouco “guru” de pessoas como Sérgio Cabral, Hermínio Bello de Carvalho, Ricardo Cravo Albin, a quem respeitava muito, embora, como secretário do tal Conselho Superior de Música Popular Brasileira, discutissem sempre. Ricardo, verdade seja dita, “perdeu” a discussão com ele, apenas por uma simples, porém fatal, questão de tom de voz. Meu pai a tinha linda. Ele próprio, era lindo. Exatamente: um homem lindo. E sabia disto. O que lhe faltasse, talvez, em cultura, sobrava-lhe em inteligência e tirocínio e emoção. Algumas vezes esteve para morrer… diante do belo!

      Era homem de saraus, que amanheciam. Incrível: “Escrivão Criminal”, respeitadíssimo na Justiça conseguia ser também, ladrão. Sim: ladrão! Ele sabia que você guardava um disco velho, daqueles da “Casa Edson do Rio de Janeiro”. Aí ele pedia para ele. Você não dava. Então, cismava que você deveria emprestar o disco para ele passar para a fita magnética. Você dizia “não”. Ele simplesmente, furtava. Em casa, no seu Arquivo, muito mais do que um santuário, passava pro gravador, para partitura, pro microfilme e devolvia. Quando devolvia, sejamos sinceros.

      Ah, sim outros ídolos: — Radamés Gnattali, Paulo Tapajós, João Pernambuco, Capiba, Luiz Vieira. Detestava o Carnaval: não perdia um desfile de frevos! Vibrava. Chegou a compor e gravar alguns. Dormia cedo, para acordar de madrugada e se enfurnar no seu Arquivo. Ali, era a “Toca do Leão”. Lá conviviam, em perfeita harmonia, seus sonhos e realidades; suas buscas e certezas; seus mortos e vivos.

      Suas duas manoplas, tanto serviam para batucar, numa ligeireza fantástica, a máquina de escrever durante o interrogatório (odiava ladrão), como para criar um som que nunca foi de bandolim. Foi dele.

      O que Luperce Miranda fazia com estrondosa agilidade, ele fazia com humildade e sentida emoção. Tocava de olhos fechados, apertando o minúsculo e pobre instrumento contra o peito. Muitas vezes, chorou tocando. Ou melhor: sempre tocou chorando.

      Admirava a cultura musical de Lúcio Rangel e de Tinhorão. Era um radical. Sempre foi, um radical que se anunciava “tradicionalista”. Mas, que, numa certa noite de 1969, no Teatro João Caetano, ao lado de Elizeth e do Zimbo Trio, tocou de tudo — e quando resolveu executar o “Chega de Saudade”, ficou estabelecido que, realmente, ninguém mais poderá tocar alguma obra de Tom e Vinícius! Uma noite! Uma loucura!

      Hoje, sinto pena de seus amigos, da sua mulher e de minha irmã. Todos viram-no morto. Eu, não. Cumpri sua ordem.

      Toda vez que ele me vem à mente — e me vem sempre — ou é discutindo com um cassetete na mão e um “32” na outra, ou é interrogando, com a carranca fechada, um punguista da Central, ou é me ensinando naquela mesa, o que, para ele, significava “viver melhor” — ou tirando do seu bandolim, o som liberto e puro do coração. Do coração

      . Aos 37 anos de idade, descrente e exausto, sem Deus nem diabo, é que posso afirmar: Jacob Pick Bittencourt foi mais do que um pai. Do que um amigo. Do que um Ídolo. Foi e é, para mim, um homem.

      Com todas as virtudes, fraquezas, defeitos e rastros de luz que certos homens, que ainda escrevemos com “agá” maiúsculo, souberam ou sabem ser. E homem com H maiúsculo, para mim é Gênio.

      Tenho certeza e assumo: não sou nada, porque, de fato, não preciso ser. Me basta ter a certeza inabalável de que nasci do Amor, da Loucura, da Irrealidade e da Lucidez de um Gênio.

      Sérgio Bittencourt

       

      1. morallis

        29 de dezembro de 2013 6:47 pm

        Maravilha!
        Obrigado!

        Maravilha!

        Obrigado!

  6. Giselle Sievers

    29 de dezembro de 2013 4:25 pm

    Sonho

    Quando adolescente, tive um sonho muito vivido sobre essas senhoras, no qual eu era espectadora apenas: o cenario era a cidade nova, mas como se fosse naquela epoca, onde tinha uma fabrica de tabaco. Vi ali varias casas, de onde saia uma senhora muito bonita, mas muito entristecida…Ela encontrava encostado a porta da rua, um tipo daqueles malandros classicos…chegava e entregava um saquinho de veludo onde estavam todas as suas joias ou coisas valiosas…esse sujeito ria-se e a mulher saía muito cabisbaixa…Enfim, contei isso ao meu pai e então ele contou me desse fato historico dessas mulheres, eu fiquei arrepiada pois desconhecia completamente. No dia anterior, tinha passado por esse lugar de onibus. Terei captado uma frequencia?! Não tenho qualquer ligação de parentesco com judeus…

  7. anarquista sério

    29 de dezembro de 2013 6:45 pm

     
    Não há nenhuma

     

    Não há nenhuma palestina?

     Se um dia ,no século 28,perguntarem quem sofreu mais no planeta Terra nos 28 séculos de existência,com certeza dirão que foram os judeus.

        E se fizerem outra pergunta: Quem dominou o mundo nos últimos trocentos anos? Não há como negar que foram os judeus que dominam tudo:Desde bancos,empresas,congressos( no plural) empreiteiras,construtoras,medicina,ciência e o escambau a quatro.

              Que paradoxo,não?

    1. morallis

      29 de dezembro de 2013 7:27 pm

      Sem misturar “alhos com

      Sem misturar “alhos com bugalhos” , crença com etnia., quem detem a mitologia

      detem o poder…simplista? “Creio que não.

  8. macedo

    29 de dezembro de 2013 7:26 pm

    Filme “Sonhos Tropicais”

    Filme “Sonhos Tropicais”, baseado no livro de mesmo nome, escrito por Moacir Scliar. Nesta ficcção conta a hsitória de uma jovem polonesa atraída com a promessa de casamento mas que cai nesta rede de prostituição.

    Sinopse do filme:

    “Em 1889 chega ao Rio de Janeiro no mesmo navio o sanitarista Oswaldo Cruz (Bruno Giordano), que retorna ao país após anos de estudo na Europa, e a jovem Esther (Carolina Kasting), polonesa que veio ao Brasil na promessa de se casar e constituir família. Cruz logo consegue emprego como médico de uma fábrica de tecidos, enquanto que Esther não tem a mesma sorte, logo descobrindo que a proposta de casamento era apenas uma farsa, preparada no intuito de trazer ao país jovens polonesas, as “polacas”, para trabalharem como prostitutas nos bordéis da cidade. Inicialmente Esther resiste ao destino a ela traçado mas, sem opção, acaba cedendo e recebe a ajuda de Vânia (Lu Grimaldi), polaca que nem ela que foi vítima do mesmo golpe anos atrás.

    Enquanto isso Cruz começa sua ascensão na medicina local, assumindo o comando do Instituto Soropédico de Manguinhos, onde pesquisa a cura de doenças como a peste e a febre amarela. Com o país em colapso financeiro, devido às recusas de diversos navios em aportar no Rio de Janeiro para levar as exportações brasileiras, devido ao alto risco de contágio nas diversas epidemias existentes na cidade, o Presidente Rodrigues Alves (Cecil Thiré) decide, em 1903, implantar um programa de saneamento e urbanização no Rio, capital do país na época. Para tanto conta com o apoio do Prefeito Pereira Passos (Nelson Dantas), que fica responsável pela área urbanística da cidade, e de Oswaldo Cruz, encarregado de combater as epidemias existentes. Decidido a combater as doenças, Cruz não abre mão de utilizar medidas drásticas, que muitas vezes acabam sendo ridicularizadas pela população e até mesmo por integrantes do próprio governo. Entretanto, com o tempo as medidas de Cruz se mostram eficazes. Até que, na tentativa de extinguir a rubéola, Cruz propõe que todos os maiores de 6 meses sejam obrigados a se vacinarem. Temerosos com a vacina, a população se revolta contra tal medida e, auxiliada pela formação de uma aliança entre os opositores ao governo, desencadeia a Revolta da Vacina.”

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=fieH3FqzrZ0%5D

  9. Vania Cury

    29 de dezembro de 2013 7:27 pm

    Há um livro muito bonito

    Há um livro muito bonito escrito sobre o tema: Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel, publicado pela Record. É romance, mas também resultado de intensa pesquisa de época.

  10. +almeida

    30 de dezembro de 2013 12:55 am

    Membros da elite devem estar

    Membros da elite devem estar chorando por não poderem mais usar e abusar da mão de obra dos escravos indígenas, africanos, italianos e as polacas como antigamente. Sabe-se, a boca miúda, que alguns desses, ainda se julgam imunes as penalidades pela posse da mão de obra escrava de brasileiros em pleno século XXI. Vez em quando vemos resgates de trabalhadores escravizados por fazendeiros e/ou empresários serem descobertos pela Polícia Federal. Nessas operações os trabalhadores são libertados e os culpados pagam alguma bagatela de dinheiro e ficam livres para continuarem agindo, enquanto o processo antigo não chega a seu fim. Acorda Brasil!

  11. Almeida

    30 de dezembro de 2013 2:18 am

    La Polaca: Raquel Lieberman x Zwi Migdal.

    Este curto documentário, de  Kiko Tenenbaum e roteiro de Myrtha Schalom, é um tributo a uma corajosa mulher, que enfrentou uma poderosa máfia.
     
    A Zwi Migdal atuou entre meados do século XIX e o começo da Segunda Guerra Mundial, como uma rede internacional de tráfico de mulheres para a prostituição. Sua área de área de arregimentação englobava as comunidades pobres, principalmente judaicas, da Polônia e do Leste Europeu, de onde atraíam mulheres à imigração para as Américas. Uma base poderosa se formou na Argentina, onde chegou a controlar uma rede de três mil bordéis. A atuação se estendeu ao Brasil, com bordéis no Rio, Santos, São Paulo, em Belém e Manaus, no auge do Ciclo da Borracha.
     
    A presença da organização criminosa em Nova York despertou a atenção das autoridades e da opinião pública. Ao ouvir os comentários sobre tráfico de mulheres judias, a anarquista Emma Goldman tratou com desdém os murmúrios, achava que isso tinha conotações antissemitas até, observava que o capitalismo americano produzia prostitutas em abundância, que prescindia de redes internacionais de tráfico e não acreditava na existência de uma rede criminosa – estava equivocada quanta a esses dois últimos fatos – muitos tomam o artigo de Emma Goldman como de defesa da prostituição, bobagem, ela deixa explícito no texto sua desaprovação pela instituição.
     
    Raquel Lieberman chegou a Buenos Aires, com dois filhos e a esperança de se reencontrar com o marido, iludida, viu-se presa por anos à rede de prostituição. Conseguiu juntar recursos para largar a prostituição, mas os cafetões não a largaram, atacaram sua loja, roubaram suas economias, para forçá-la a voltar à prostituição. Juntou coragem e energia para denunciar a Zwi Migdal, encontrou receptividade de autoridades policiais e de um juiz que investigou o caso. O processo contribuiu para incriminar, em 1930, mais de uma centena de cafetões, inúmeros outros imigraram para se safarem da justiça. O processo jogou luz sobre a organização, que passou a ser investigada e combatida em vários países, inclusive com o apoio da Liga das Nções, o que muito a enfraqueceu. A eclosão da Segunda Guerra e a dizimação da população judaica no Leste Europeu, contribuiram para a quebra das redes de tráfico e levaram ao fim a organização.
     
     

     [video:http://www.youtube.com/watch?v=q0PEDh9Qgkw%5D

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