Neste 1º de abril, Dia da Mentira e Dia do Golpe de 1964, o Cordão da Mentira realiza seu 12º desfile, às 18h, com concentração no Pateo do Collegio, em São Paulo. O tema deste ano é “Desfile Para Adiar o Fim do Mundo“, em referência aos genocídios indígena, palestino e da população preta e periférica.
O bloco, que se define como um movimento de intervenção estética, utiliza humor e música para abordar temas sociais. O desfile contará com a participação de músicos, artistas, movimentos sociais e familiares de vítimas da violência do Estado.
De acordo com o movimento a data de hoje, “não à toa, foi escolhida como o dia em que, desde 2012, o Cordão da Mentira arrasta centenas de pessoas, denunciando a opressão contra as classes populares no Brasil e relembrando os crimes de Estado do passado e do presente – torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados – uma realidade que não se transformou substancialmente quase quatro décadas após o fim da ditadura”.
O desfile deste ano é inspirado nas ideias de Ailton Krenak, com o objetivo de “adiar o fim do mundo”. É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Nós acreditamos que não. E é criando nas ruas que participamos da invenção de outra sociedade”, afirmou Thiago B. Mendonça, um dos organizadores do desfile.
O evento contará com a presença de sambistas, representantes de movimentos sociais e mães de vítimas da violência do Estado.
Vale lembrar que nos dias que antecederam o evento, seminários que apontaram as mentiras da ordem foram ministrados.



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