5 de junho de 2026

Filtro-bolha da Internet aprisiona usuários em “mônadas” virtuais, por Wilson Ferreira

 

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Por Wilson Ferreira

Com o cálculo infinitesimal e o primeiro sistema numérico binário, o filósofo e matemático Leibniz criou as bases metafísicas do ciberespaço e Internet no século XVII. E também a Monadologia: a busca da unidade última e indivisível do Ser. Quando Mark Zuckerberg diz que na Internet “saber que um esquilo está morrendo no seu quintal pode ser mais relevante para seus interesses nesse momento do que saber que pessoas morrem na África”, inadvertidamente está realizando através da tecnologia o projeto metafísico das “mônadas” de Leibniz. Uma pista disso é a fala do ciberativista Eli Pariser no “TED Talks” alertando sobre como as moderações algorítmicas nos sites de busca e redes sociais estaria criando o “filtro-bolha” – para cada usuário, resultados de busca e timelines diferentes de acordo com a sua vida online. A Internet estaria gerando bolhas viciosas e virtuais, impedindo que usuários tenham acesso a outras notícias, filmes ou informações que supostamente não façam parte do seu interesse. Como escrevia Leibniz, mônadas não possuem janelas.

O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) afirmava que a tecnologia era a realização mais plena ou o ápice do projeto da Metafísica Ocidental. 

Para nós, usuários de computadores, Internet e dispositivos móveis é difícil entender teses como essas de um campo tão distante como a Filosofia, cujos pensamentos supostamente carecem de uma aplicação pragmática no dia-a-dia.

Ao contrário, a tecnologia digital se reveste para nós de um forte sentido pragmático: afinal manipulamos ícones, criamos planilhas, trocamos informações e fazemos pesquisas e, principalmente, vivemos o mundo em um inédito tempo real. 

Mas tudo isso nada mais é do que efeitos de conhecimento – por trás dessa interface diária estão lá, invisíveis, códigos binários, algoritmos e programações. Nós, usuários que vivemos na interface da Matrix, não percebemos a ação invisível da sintaxe dos códigos – a não ser quando algo dá errado e somos obrigados a reiniciar o computador. Por isso, não nos damos conta da natureza dos algoritmos e códigos, sua origem em um projeto metafísico que começou há 25 séculos.

O “filtro-bolha” na Internet

Uma pista para entender essa conexão entre o mundo pragmático da tecnologia e a abstração filosófica da Metafísica por ser encontrada na fala de Eli Pariser no TED Talks sobre como a moderação algorítmica nos mecanismos de busca e redes sociais está criando o fenômeno que chama de “filtro-bolha” – veja o vídeo no final da postagem.

Eli Pariser no TED Talks

Segundo Pariser, a Internet hoje torna-se cada vez mais uma rede semântica que busca evoluir no sentido de identificar o comportamento dos usuários a partir de equações que irão classificar o conteúdo supostamente mais relevante nos resultados de sites de busca e nas timelines das redes sociais. De forma imperceptível, estamos cada vez mais nos isolando em bolhas de interesses. Um verdadeiro lacre informacional criado pelos algoritmos que quantificam e qualificam a vida online dos usuários, criando um mundo onde a Internet nos mostra aquilo que “ela pensa que queremos ver, mas não necessariamente o que precisamos ver”.

A síntese desse paradigma que atualmente orienta a Internet (filtros que criam para cada usuário seu próprio universo personalizado de informação) pode ser encontrada nessa afirmação de Mark Zuckerberg, o criador do Facebook: “Saber que um esquilo está morrendo no seu quintal pode ser mais relevante para seus interesses nesse momento do que saber que pessoas morrem na África”.

Pariser defende que empresas como Facebook ou Google teriam que ter uma postura mais cívica em relação às informações, evitando a formação de bolhas viciosas onde cada usuário criaria sua própria realidade. Fenômeno que esse blogue denomina como tautismo (autismo+tautologia), impedindo que tenha acesso a outras notícias, filmes ou informações que não façam parte do seu interesse – sobre isso clique aqui. Ou será do interesse das grande empresas midiáticas?

Essas gigantes da mídia argumentam que de certa forma isso é bom, já que sem filtros um usuário se perderia em 100 mil resultados na busca de um termo qualquer, acabando por “desinformar”. É o velho argumento pós atentados de 2001: em nome da nossa segurança, entregamos nossos direitos individuais e privacidade.

Filtro-bolha é a mônada de Leibniz?

Mas o que chama realmente a atenção na apresentação de Pariser no TED Talks é um infográfico apresentado a certa altura para ilustra o fenômeno da bolha de informação (veja abaixo). O usuário encontra-se no centro de um círculo cercado por grande empresas digitais como Netflix, Amazon, Google etc. E orbitando ao redor, dezenas de outras bolhas contendo no seu interior outros usuários em seu próprio solipsismo.

A imagem proposta por Pariser para ilustrar o fenômeno tem uma grande sincronismo com as ideias de Gottfried Leibniz (1646-1716), principalmente o conceito de “mônada” (do grego “monas”, como em “monge”, “monástico”) , a palavra-chave do seu discurso sobre a Metafísica. Matemático e filósofo, Liebniz inventou o cálculo infinitesimal que séculos mais tarde levaria o homem à Lua e fez a descrição do primeiro sistema de numeração binária moderna, utilizado nos dias de hoje na codificação digital.

Pesquisadores como Michael Heim acreditam que a Metafísica de Leibniz criou as bases filosóficas para a atual estrutura do ciberespaço, e o conceito de mônadas a condição final dos habitantes dos ambientes digitais – leia HEIM, Michael, Metaphysics of Virtual Reality.  

Leibniz acreditava que qualquer problema era, em princípio, solúvel: bastava deduzi-lo não a partir da linguagem natural, mas binária onde todas as diferenças poderiam ser reduzidas a símbolos universais, eternos. Nessa busca encontrou não apenas o sistema numérico binário, mas também as mônadas: unidades últimas e indivisíveis do Ser, presente desde o mundo mineral até o mundo racional humano. 

Fechadas em si mesmas (“mônadas não possuem janelas”, escrever Leibniz) são capazes de perceber a “realidade” (na verdade outras mônadas), mas as percebem segundo seus “apetites” ou “vontades”. Cada mônada seria como um fracta: o Universo e Deus já se encontram em cada mônada. Com isso, Leibniz imaginava o Universo como uma imensa rede de mônadas. Cada vontade de uma mônada já está prevista na, por assim dizer, Central Infinitas das Mônadas – Deus. As diferenças entre as mônadas são meramente de perspectiva, já que cada uma é um espelho do mesmo Universo.

Monadologia e a Teoria da Informação

Leibniz definia sua metafísica como Monadologia, uma forma de conciliar a causalidade Newtoniana com a existência de Deus, o livre-arbítrio com o determinismo.

 

Wilson Ferreira

Wilson Roberto Vieira Ferreira – Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi.Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Comunicação Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no “Dicionário de Comunicação” pela editora Paulus, e dos livros “O Caos Semiótico” e “Cinegnose” pela Editora Livrus.

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6 Comentários
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  1. João Alexandre

    7 de agosto de 2015 10:32 am

    Muito interessante

    Muito interessante. Já tinha notado isso, por evidente, no You Tube. Mesmo as opções de vídeos na coluna lateral é limitada, e filtrada de acordo com o perfil do usuário. Um tema qualquer que possua zilhões de vídeos postados, são disponibilizados para o perfil do usuário logado, quando de suas buscas, apenas algumas dezenas.

  2. Miguel A. E. Corgosinho

    7 de agosto de 2015 11:32 am

    A partíula que vocês procuram

    A partícula que vocês procuram descobrir através de ilações entre a necessidade e a universalidade, o homem e Deus, o espaço-tempo e a velocidade de um sistema em si, eu a formulei em termos transcendentais para a metafísica da internet ; e honrei a Deus, ao ascender a um ponto no espaço para divisão de todos os encontros da humanidade. 

    Os valores da realidade sem os quais não podemos continuar, porque quando perdemos o seu equilíbrio caí os anos atrás, estão à nossa frente e por baixo do que me foi revelado; como se entrasse pela minha pele um espírito santo e chegasse em minha alma a nossa razão aprisionada; e libertou o meu ser impotente.

    Alma e valores (razão) – se gerenciados em mãos corretas – produziriam os anos mais formativos da vida de qualquer pessoa, mas jogaram na prisão a segunda etapa que não está concluída, Então percebi que, mais do que uma medição utópica carregamos conosco apenas os episódios dolorosos de uma memória externa fechada nos espíritos especuladores, pois há quem a todos manipulam por esta partícula subdividida, do outro lado do seu computador. 

  3. Djijo

    7 de agosto de 2015 1:05 pm

    Já tinha percebido isso e já

    Já tinha percebido isso e já imaginava que se eu tinha um perfil de informações e questionava pq os outros não tinha as mesmas  informação que eu tinha ou vice-versa? Aí foi que percebi que eles tinham outras informações por não acharem outras opções já que o sistema de busca automática levava eles a um círculo vicioso e a partir daí enxergava contextos diferentes do meu. Todos somos manipuláveis. O grau disso depende da liberdade de pensar de cada um, fora dos freios da mente como os dogmas e outras ideologias limitantes do livre pensamento.

    Isso tudo também quer dizer que blogueiros independentes e que fazem jornalismos independente do viés da grande mídia, podem nunca ser vistos. Aí, que quem lê Luis Nassif sempre terá facilidade para ver o site dele. Outros podem nunca achar e ficarão reféns dos que escrevem sem isenção.

    Acho que o objetivo dos jornalistas independentes agora é quebrar esse esquema e serem visíveis também para os outros. Até hoje tem gente que critica o Nassif por ter lido sobre ele de jornalistas engajados mas nunca acessou qualquer artigo dele para saber como pensa. Usei o Nassif como exemplo. Pode ter jornalistas que nunca vou ler pois nem sei o que escreve, mesmo que o tema da minha busca já tenha sido trabalhado por ele.

    Há maneira de pular esse filtro? (com essa pergunta fiz uma pesquisa na web e achei o artigo abaixo, na revista Info)

    (http://info.abril.com.br/noticias/internet/saiba-como-escapar-dos-filtros-da-internet-04072011-31.shl)

    COMO ESCAPAR DOS FILTROS DA INTERNET

    Por Redação INFO

     • segunda, 04 de julho de 2011

    Personalização da web é útil, mas pode colocar usuário em uma bolha

    São Paulo – A personalização de vários serviços online tem impedido os usuários de descobrir sites novos e limitado o acesso dos internautas a resultados que, supostamente, são de seu maior interesse.

    Se seu objetivo for fazer pesquisas mais amplas e descobrir sites de tipos distintos daqueles que você costuma acessar, pode ser muito útil livrar-se dos filtros usados por buscadores e browsers. Veja abaixo algumas dicas de como se livrar dos filtros.

    Plugin para ampliar busca no Google e evitar personalização – Para evitar os filtros do Google e tornar a pesquisa mais ampla, uma boa opção é a instalação do plugin Google Global, da empresa RedFly. Há versões para Firefox e Chrome.

    Utilizar o plugin é bem simples, basta fazer uma busca normal por um termo e, depois, por meio das opções direcionar a busca para um país, cidade ou região específicas. Para desabilitar os filtros no Chrome, clique no ícone Google Global e selecione a opção Show Options. Na janela, marque a opção “De-personalize Google search results”.

    Alterando o buscador padrão no Chrome – Como o Chrome usa a busca direto na barra de endereços, uma forma prática e rápida de retirar os filtros é criar um buscador padrão com o parâmetro “pws=0”.

    Para isso clique no ícone ferramenta, selecione Opções e clique no botão “Gerenciar mecanismos de pesquisa”. No menu Outros Mecanismos de Pesquisa, há três campos para criar um buscador padrão. Preencha-os com os dados:

    Primeiro campo: Google sem personalização
    Segundo campo: google.com
    Terceiro campo: {google:baseURL}search?{google:RLZ}{google:acceptedSuggestion}{google:originalQueryForSuggestion}sourceid=chrome&ie={inputEncoding}&q=%s&pws=0

    Pressione Enter no último campo para gravar. Em seguida clique no botão “tornar padrão”, que aparece quando o mouse está sobre os dados gravados.

    Desabilitando buscas sociais – Se você está com uma conta em inglês e habilitou o Google +1, os resultados incluem sites classificados por seus amigos. Isso influencia os resultados. Para desabilitar, abra o site: https://profiles.google.com/+1/personalization/, marque a opção Disable e clique no botão Save.

    O Google utiliza os perfis conectados ao seu a fim de coletar informações de navegação para ajudar na relevância dos resultados. Para saber quais as fontes, abra o site http://google.com/dashboard  e vá até a opção “Conexões sociais e conteúdo”.  Para desabilitar acesse https://profiles.google.com/connectedaccounts e remova contas de Twitter, Flickr e outras redes associadas à sua conta.

    Filtros avançados – A restrição por meio de filtros avançados pode gerar resultados mais próximos daquilo que o usuário realmente busca. Se você busca por Ronaldo, certamente o Google trará em primeiro lugar o jogador de futebol brasileiro. Mas se você quer achar outro Ronaldo, use como argumento a expressão ronaldo -fenomeno. O hífen nega um termo.

    Para procurar a palavra memória somente no site da info, use a expressão memória site:http://info.abril.com.br. Em outra situação, se você busca apenas por arquivos do tipo pdf, use a expressão memória filetype:pdf. O mesmo vale para outras extensões, como doc, ppt, txt etc.

     

  4. Djijo

    7 de agosto de 2015 1:07 pm

    COMO ESCAPAR DOS FILTROS DA INTERNET

     COMO ESCAPAR DOS FILTROS DA INTERNET

    http://info.abril.com.br/noticias/internet/saiba-como-escapar-dos-filtros-da-internet-04072011-31.shl

    Por Redação INFO

     

    • segunda, 04 de julho de 2011

    Getty Images

    Personalização da web é útil, mas pode colocar usuário em uma bolha

    São Paulo – A personalização de vários serviços online tem impedido os usuários de descobrir sites novos e limitado o acesso dos internautas a resultados que, supostamente, são de seu maior interesse.

    Se seu objetivo for fazer pesquisas mais amplas e descobrir sites de tipos distintos daqueles que você costuma acessar, pode ser muito útil livrar-se dos filtros usados por buscadores e browsers. Veja abaixo algumas dicas de como se livrar dos filtros.

    Plugin para ampliar busca no Google e evitar personalização – Para evitar os filtros do Google e tornar a pesquisa mais ampla, uma boa opção é a instalação do plugin Google Global, da empresa RedFly. Há versões para Firefox e Chrome.

    Utilizar o plugin é bem simples, basta fazer uma busca normal por um termo e, depois, por meio das opções direcionar a busca para um país, cidade ou região específicas. Para desabilitar os filtros no Chrome, clique no ícone Google Global e selecione a opção Show Options. Na janela, marque a opção “De-personalize Google search results”.

    Alterando o buscador padrão no Chrome – Como o Chrome usa a busca direto na barra de endereços, uma forma prática e rápida de retirar os filtros é criar um buscador padrão com o parâmetro “pws=0”.

    Para isso clique no ícone ferramenta, selecione Opções e clique no botão “Gerenciar mecanismos de pesquisa”. No menu Outros Mecanismos de Pesquisa, há três campos para criar um buscador padrão. Preencha-os com os dados:

    Primeiro campo: Google sem personalização
    Segundo campo: google.com
    Terceiro campo: {google:baseURL}search?{google:RLZ}{google:acceptedSuggestion}{google:originalQueryForSuggestion}sourceid=chrome&ie={inputEncoding}&q=%s&pws=0

    Pressione Enter no último campo para gravar. Em seguida clique no botão “tornar padrão”, que aparece quando o mouse está sobre os dados gravados.

    Desabilitando buscas sociais – Se você está com uma conta em inglês e habilitou o Google +1, os resultados incluem sites classificados por seus amigos. Isso influencia os resultados. Para desabilitar, abra o site: https://profiles.google.com/+1/personalization/, marque a opção Disable e clique no botão Save.

    O Google utiliza os perfis conectados ao seu a fim de coletar informações de navegação para ajudar na relevância dos resultados. Para saber quais as fontes, abra o site http://google.com/dashboard  e vá até a opção “Conexões sociais e conteúdo”.  Para desabilitar acesse https://profiles.google.com/connectedaccounts e remova contas de Twitter, Flickr e outras redes associadas à sua conta.

    Filtros avançados – A restrição por meio de filtros avançados pode gerar resultados mais próximos daquilo que o usuário realmente busca. Se você busca por Ronaldo, certamente o Google trará em primeiro lugar o jogador de futebol brasileiro. Mas se você quer achar outro Ronaldo, use como argumento a expressão ronaldo -fenomeno. O hífen nega um termo.

    Para procurar a palavra memória somente no site da info, use a expressão memória site:http://info.abril.com.br. Em outra situação, se você busca apenas por arquivos do tipo pdf, use a expressão memória filetype:pdf. O mesmo vale para outras extensões, como doc, ppt, txt etc.

     

  5. Djijo

    7 de agosto de 2015 1:12 pm

    http://dontbubble.us/images/h

    Saia do seu Mecanismo de busca

    Um guia ilustrado por DuckDuckGo

    Quando você pesquisa na Internet…

    FIG. 1

    O que eu fiz desde a graduação:

    pie chart showing 100%

    Resultados diferentes são exibidos para pessoas diferentes.

    Tente buscar por…

    FIG. 2

    Sites de Notícias

    resultados Google mostrando notícias em investimentos

    vs.

    Sites de Investimento

    resultados do google mostrando páginas de investimentos da bp

    Resultados são adaptados a quem você é…

    FIG. 3diferentes tipos de personalidades

    baseado em seu histórico de pesquisas

    FIG. 4Pesquisa no Google por bancarrota

    (Veja seu histórico de buscas no Google.)

    e seu histórico de cliques.

    FIG. 5botão curtir do facebook

    Como você geralmente clica em coisas que concorda…

    FIG. 6artigo do onion

    você continua recebendo mais e mais

    FIG. 7o que esta música precisa… é de mais sinos

    do que você já concorda,

    Tente buscar por…

    FIG. 8

    Ann recebe MSNBC

    resultado do Google mostrando um artigo da MSNBC News para Barack Obama

    Elaine recebe Fox News

    resultado do google mostrando um artigo da fox news sobre barack obama

    (Tentar uma pesquisa no Google por “barack obama”)

    o que significa que outras coisas são rebaixadas.

    (efetivamente filtrado)

    FIG. 9Diminuindo retornos em páginas mais profundas dos resultados de pesquisa do Google

    Com que frequência você realmente se aventura além da página 1?

    Isso levanta a questão:

    O que você está perdendo?

    FIG. 10análise da amazon apontando distorções de pesquisa

    (Tentar uma pesquisa no Google por “guns”)

    Em outras palavras,

    Você está vivendo em um Filtro Bolha

    FIG. 11O Filtro Bolha - O que a internet está escondendo de você

    que promove coisas que ela pensa que você vai gostar,

    Tente buscar por…

    FIG. 12

    Scott recebe Protestos Egípcios

    resultado google mostrando informações sobre protestos egípcios

    Daniel recebe Informações de Viagem

    resultado google mostrando informações sobre viagens ao Egito

    (Tentar uma pesquisa no Google por “egypt”)

    e rebaixa o resto,

    (assim, filtrando-o)

    FIG. 13Citação do New York Times sobre filtragem de pesquisas

    (Tentar uma pesquisa no Google por “Is Osama really dead?”)

    o que pode limitar sua exposição à informação contrária.

    FIG. 14quadrinhos xkcd - alguém está errado na internet!

    Infelizmente, não é fácil estourar seu filtro bolha,

    FIG. 15estourando uma bolha repleta de logotipos da internet

    porque a tecnologia é muito usada

    FIG. 16a matrix

    através da Internet e até mesmo quando desconectado.

    FIG. 17sites populares da internet representados por bolhas

    Nós lhe oferecemos uma alternativa: um mecanismo de busca.

    FIG. 18DuckDuckGo Página Inicial

    que retira você do seu Filtro Bolha por padrão,

    FIG. 19Dax e uma bolha

    mais outras diferenças como privacidade de verdade.

    FIG. 20The New York Times

    “distingue-se com uma política de ‘Nós não rastreamos ou colocamos você numa bolha!’”

    TIME

    “Top 50 Melhores Websites”

    SearchEngineLand

    “Poderia Ser DuckDuckGo A Maior Ameaça A Longo Prazo Para Google?”

    More you might like to know…

    do site: http://dontbubble.us/?kad=pt_BR

  6. Juliano Santos

    7 de agosto de 2015 2:20 pm

    Sensacional Wilson. Esse é o

    Sensacional Wilson. Esse é o mundo pós-pig. Não mais uma unica manada homogeinizada, mas várias separadas e isoladas, constituidas de uma forma mais sutil do que a lavagem cerebral massificadora da era pig.

    São novos problemas que surgem. Um é que as pessoas nunca mudarão de opinião, o oposto da metamorfose ambulante do Raul Seixas. O outro é que, ao contrário do que ocorre no espaço virtual, no espaço real as manadas cada vez mais presas em suas convicções são obrigadas a conviver com outras de interesse diverso. Sem intermediações, ou “janelas” entre esses grupos a negociação dos conflitos pode se tornar impossível 

    PS: Já reparei esse fenômeno no You tube. Como nunca clico em vídeos de figuras como o guri nissei que brinca de golpe, acabo recebendo pouco material de ódio anti-petista. Ainda digo mais, Wilson, uma vez me irritei ao deparar com uma sugestão de vídeo dessa figura, aí dei “um gelo” no Youtube. Reparei que poucos dias depois esse e outros desse tipo tornaram-se raros. Com certeza devo espantar-me se olhar o Youtube de um amigo coxinha

     

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