13 de junho de 2026

‘Jeitin’ mineiro de fazer queijo artesanal é declarado patrimônio imaterial da humanidade

Modo de fazer o queijo minas artesanal agora faz parte da Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO
Foto: Guia do Turismo Brasil

Nesta quarta-feira (4/12), o modo de fazer o queijo minas artesanal — o tradicional “jeitin” — foi incluído na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

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A decisão ocorreu durante a 19ª sessão do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, realizada em Assunção, no Paraguai. A candidatura foi apresentada em 2023 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Essa é a primeira vez que um item gastronômico brasileiro integra a lista, que já reconhece expressões como o café turco, a pizza italiana (de Nápoles), a baguete francesa, a cerveja belga etc.

No Brasil, outros patrimônios imateriais contemplados incluem o samba de roda no Recôncavo Baiano, a roda de capoeira, o frevo de Recife, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o complexo cultural do bumba meu boi do Maranhão e o choro, reconhecido neste ano pelo Iphan.

Em nota, o governo destacou a importância da produção mineira como atividade socioeconômica, especialmente para a agricultura familiar, por promover inclusão e desenvolvimento local. 

“A inclusão de conhecimentos e práticas alimentares referenciais para a cultura nacional na Lista da UNESCO reforça a relevância dos saberes tradicionais brasileiros e a possibilidade de conciliar patrimônio imaterial, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.”

Segundo a UNESCO, a produção do queijo minas artesanal combina manejo do pasto e do gado, técnicas artesanais e comercialização local. Feito com leite cru há mais de 300 anos, sobretudo em pequenas propriedades familiares, o conhecimento é transmitido oralmente de geração em geração.

Além de preservar a cultura, a prática fortalece laços comunitários, estimula economias locais, promove inclusão socioeconômica e melhora a qualidade de vida. “A produção e o consumo do queijo minas artesanal reforçam o sentimento de pertencimento a um lugar e a uma comunidade”, afirmou a entidade.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Marcio Rodrigues

    4 de dezembro de 2024 3:47 pm

    Não vi a hora da postagem, mas quando vi achei muito estranho nenhum comentário. Será que nunca se deliciaram com um canastra bom, frescal ou meia cura, o jeito que mais gosto!
    Que vivam muito tempo para descobrirem coisas boas da vida!

    1. evandro condé

      5 de dezembro de 2024 1:21 pm

      Nem sei se precisava. Nós aqui em BH, praticamente um centro de distribuição, temos o problema de escolher. Sem contar que os paulistas aprenderam direitin.

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