
Jornal GGN – Pelo menos dois pontos foram os responsáveis pela polêmica a respeito do Facebook Messenger, aplicativo de troca de mensagens da rede social de Mark Zuckerberg. Um deles é pelo fato do Facebook forçar os usuários a usar o aplicativo em detrimento do app principal do Facebook, enquanto o segundo são pelas denúncias do caráter invasivo do programa, que poderia, por exemplo, acionar a câmera e o microfone do smartphone sem que o usuário ficasse sabendo.
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Centenas de sites em todo o mundo repercutiram a notícia, listando as permissões que os usuários são obrigados a conceder ao aplicativo quando o instalam – entre elas a permissão de acesso à câmera, microfone, lista de contatos e outras informações do dispositivo. Mas o New York Post fez uma comparação com a lista de permissões do aplicativo de mensagens com outras permissões padrão existentes no aplicativo básico do Facebook e listou o que chama de cinco “mitos” que foram espalhados pela Internet.
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De acordo com a publicação, o Facebook Messenger não é mais invasivo do que o próprio aplicativo principal do Facebook ou até mesmo de outras aplicações semelhantes. Veja, a seguir, as principais afirmações feitas em sites de notícias e nas redes sociais e a explicação subsequente.
Mito: Você tem que usar o aplicativo Facebook Messenger se quiser enviar mensagens para seus amigos do Facebook.
Realidade: O download é obrigatório se você estiver usando o aplicativo móvel do Facebook em smartphones iPhone ou Android, mas é possível evitá-lo se você utilizar o serviço de mensagens do Facebook em seu desktop, laptop, iPad ou até mesmo a versão móvel do Facebook nos navegadores de dispositivos móveis.
Mito: As condições de serviço do aplicativo Facebook Messenger são diferentes e mais intrusivas do que os próprios termos oficiais do Facebook.
Realidade: Os termos de serviço do Facebook são os mesmos para todos os seus aplicativos móveis, incluindo o principal aplicativo do Facebook. Você pode lê-lo aqui. O que está perturbando as pessoas é a lista de “permissões” que eles veem quando baixam e instalam o aplicativo em um telefone Android.
É uma longa lista com 10 itens, cada um dos quais afirma que as necessidades do aplicativo incluem acessar recursos em seu telefone, como lista de contatos, calendário, dados de localização e informações de redes wi-fi. Claro que isso representa muitos dados pessoais. Mas são os mesmos dados que a maioria dos aplicativos de mensagens têm acesso.
No iPhone, os usuários não obtém a lista de permissões ao instalar o aplicativo, mas, ao usá-lo, as permissões aparecem individualmente. Você pode ver a lista de permissões do aplicativo aqui (clique em “Ver detalhes” nas permissões).
Mito: O app Facebook Messenger vai usar o microfone do telefone para gravar você.
Realidade: Isso é a permissão de necessidades dos aplicativos de usar o microfone e a câmera do seu telefone. O acesso é necessário para chamadas de voz, um serviço que o aplicativo de mensagens oferece, mas que não funciona no app principal. O acesso à câmera é para quando você quiser enviar fotos de seus amigos.
Mito: O Facebook vai usar o app para enviar SMS ou mensagens de texto sem sua permissão.
Realidade: Uma das permissões diz que Facebook pode editar, receber, ler e enviar mensagens SMS. Mas a empresa diz que o motivo para isso é quando, por exemplo, você queira adicionar um número de telefone à sua conta do Facebook Messenger – algo que você pode confirmar por meio de um código que o Facebook envia por mensagem de texto.
Mito: O aplicativo Facebook Messenger é novo.
Realidade: O aplicativo de mensagens do Facebook existe desde 2011. Em abril, a rede começou a exigir que os usuários europeus baixassem e instalassem o aplicativo se quisessem enviar mensagens para amigos do Facebook. Duas semanas atrás, a empresa disse que iria ampliar a exigência para outras partes do mundo.
O Facebook diz que está forçando os usuários a fazer a troca porque um aplicativo independente (do app principal) oferece mais recursos. Por exemplo, o aplicativo é mais rápido, oferece o recurso “selfie cam” e smiles que podem ser usados com as pessoas de sua lista de contatos que não são usuários do Facebook.
Vigiado Esbulhado
12 de agosto de 2014 3:03 pmAssessoria de imprensa do NYT para o Zuckerberg (e agências)
Ora, d. Aurora, papo furado de “assessoria de imprensa” do NYT.
O que eu, usuário, quero é que qualquer uso ou ação de qualquer software seja efetivada APENAS SE EU SOUBER E AUTORIZAR, a cada vez que tiver que acontecer, sob meu comando e consciência, apenas e tão somente no uso que eu lhe der.
Da maneira como eles extorquem nossas “autorizações”, estamos apenas aceitando que isso possa ocorrer indiscriminada, dissimulada e automaticamente pelos próprios softwares (ou pior, pela rede) e não pelas pessoas que os utilizam. Sem (essencial) aviso e autorização.
É óbvio que um software de mensagem de texto, áudio e vídeo tem que ter acesso ao teclado, ao microfone, à câmera e às comunicações (Internet ou linha). Nem precisaria “autorizar”, sob pena de inviabilizar a aplicação ou partes dela, quando for necessário.
Mas isso não pode acontecer JAMAIS À NOSSA REVELIA. Só quando eu, conscientemente, ativar, autorizar ou usar cada um destes acessos.
O fato é que frequentemente encontro (por ex.) meu GPS, Bluetooth, Wi-fi ativados sem que eu o tenha feito. Quanto a dados e informações, sabe Deus o que sugam de nós para os diversos fins, mesmo comerciais.
A “cabecinha” disso tudo, lá atrás (sem trocadilho), foram os já longamente assumilados cookies.
AInda que seja feito de forma dissimulada pelo software, o fato é que a maneira como as autorizações são extorquidas mediante chantagem do usuário os livra de responsabilidade e processos legais.
Isto é um cretino absurdo.
Fernando Lopes
12 de agosto de 2014 5:22 pmA fonte de lucro do Facebook são as suas informações pessoais!
Concordo com o que você disse, mas me impressiona que mesmo você que reconhece a intromissão clara da empresa Facebook em sua vida particular não entende que essa é a finalidade principal do Facebook!!
O Facebook foi criado para que as pessoas de espontânea vontade criassem perfis pessoais ( ou seja forneçam suas informações pessoais a empresa). De posse dessas informações pessoais de cada um a empresa facebook vende publicidade, e agora sabemos por Snowden, e fornece suas informações pessoais para o governo dos EUA continuarem com seu domínio de sangue, morte e miséria pelo planeta. Não é agora com o Facebook messenger mas desde que foi criado quem concorda em ter um perfil no Facebook entrega totalmente a empresa (que a gente sabe que não é uma empresa lícita e honesta) suas informações pessoais e perde completamente o controle sobre elas. Suas informações pessoais fazem o lucro do Facebook justamente quando a empresa compartilha estas informações com seus clientes e o governo dos EUA, SEMPRE SEM O SEU CONSENTIMENTO. Portanto qualquer pessoa seja um FACEBOBO de ter um imbecil perfil em Facebook já não tem mais vida particular, ou pior a sua vida particular virou mercadoria na mão de empresários e governos inescrupulosos!!
Tem de ser realmente muito burro para se entregar a este modismo ridículo que é o Faceboook
João Siqueira
12 de agosto de 2014 4:25 pmNão responderam nada e não
Não responderam nada e não desfizeram boato algum. Ou seja, o aplicativo continua sendo assustador.
Athos
12 de agosto de 2014 5:04 pmO ponto é que todos são. O do
O ponto é que todos são. O do FB não é diferente do Hangouts, whatssapp, ICQ, Skype e etc..
Mas só falam deste agora…
Eu acho que isso é uma campanha desencadeada por alguém, que não sei quem é, para um objetivo que desconheço.
Portanto, foda-se.