
No papel, o objetivo divulgado será o de aproximar empreendedores e futuros empreendedores da rede local de investidores e aceleradoras. No fundo, o interesse explícito do Sebrae está em traçar uma mapa sobre o empreendedorismo digital pelo Brasil e levantar um banco de dados com as características desses negócios e empresários. O plano é lançar para o médio e longo prazos ações específicas com base nessas informações. A primeira delas será a estruturação de um fundo de investimento gerido pelo próprio Sebrae para empresas de startup e de alta tecnologia. Esse fundo, que está em fase final de planejamento, deve atender negócios que necessitam de recursos seja para lançamento ou para o desenvolvimento de projetos. A meta do Sebrae é finalizar a construção da proposta ainda neste segundo semestre para iniciar a operar os recursos já no início de 2017.
Ainda não foram definidos os valores que irão compor o novo fundo. O que se sabe é que ele vai operar unicamente com os recursos das instituição e que de alguma forma já são destinados aos programas ligados à área de inovação. O principal deles, o Sebraetec, conta em 2016 com um orçamento de R$ 191,7 milhões.
Além do Sebraetec, a instituição participa como cotista em fundos de capital de risco, como o SP Ventures, de Fernando Jardim, ou o Fundo de Inovação Paulista, do bancos de fomento Desenvolve SP, do governo do Estado, onde o Sebrae colabora coma cota de R$ 10 milhões ou 9,5% dos R$ 105 milhões de patrimônio total.
A opinião entre os diretores do Sebrae é de que, para se aproximar de fato com o setor, é preciso assumir um protagonismo maior. “Eventos como o Startup Day na próxima quinta são muito importantes. Eles mostram que o Sebrae tem condições de contribuir com a formação das startups brasileiras. Mas a gente percebe que esse empreendedor é muito orientado a investimentos. E vamos aportar diretamente recursos nas startups”, afirma o presidente do Sebrae Guilherme Afif Domingos, que admite as dificuldades encontradas para estabelecer um diálogo mais próximos com as startups. “Eles (os empreendedores donos de startups) acham que somos um monte de velhinhos falando das mesmas coisas de sempre. Mas com o tempo eles vão entender que somos mais do que isso.”
Para o presidente da Anjos do Brasil Cássio Spina, para além do futuro fundo e do evento nacional, o simples reconhecimento de que precisa se adaptar para atender as demandas das startups já é um primeiro caminho. “Dinheiro é importante e esse evento nacional é fundamental. Mas o Sebrae precisa se preparar e formar quadros para conseguir auxiliar esse mercado”, conta ele, que investe diretamente em onze startups e atua no setor há seis anos.
Na opinião de Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo da Fiap, o mercado hoje é carente de uma instituição de peso suportando os novos empresário. “O Sebrae é muito capilarizado e pode contribuir divulgando e ensinando o que é uma startup para cidades distantes do interior”, diz.
Evento. O Startup Day acontece na próxima quinta, 22, em 47 cidades pelo País. A lista completa e endereços está na site do Sebrae.
Carlos Alberto Freitas Lima
21 de setembro de 2016 1:06 pmO SEBRAE AMERICANIZOU TAMBÉM, É SÓ MAIS UM CABIDÃO DE EMPREGO.
Vou citar um exemplo, o BDMG empresta dinheiro para fomento das microempresas, sim, porém temos que pagar 5% do empréstimo a vista para o FUNDO DE AVAL DO SEBRAE, é uma picaretagem só. Esse SEBRAE é um cabide de emprego para um monte de PALESTRISTAS sem nada a dizer ou dizer o que todo mundo já sabe. Um folder desses todo escrito em inglês é a mais PROFUNDA falta de identidade de um país, Só faltou escrever “50% OFF”. É tanta falta de identidade que assusta diante de tudo que estamos assistindo, de uma hora para outra tudo em inglês é tecnologia, é inovação e tudo em português é atraso, até o SEBRAE caiu na onda mais maligna que uma nação pode sofrer, a morte de sua língua. Como se não bastasse é só mais uma entidade privada com interesse público que cavalga pelo dinheiro dos nossos impostos nos bancos de fomento.