6 de junho de 2026

Como o presidente da Mercedes errou e culpou o Brasil

Observador atento e experiente do universo industrial, o economista Antônio Correa de Lacerda sustenta que o Brasil não perdeu atratividade do ponto de vista do investimento produtivo. Sua análise foi desenvolvida em palestra no 60o Forum Brasilianas, sobre a indústria.
 
O fluxo de investimento direto estrangeiro continua muito forte, entre US$ 60 a US$ 65 bi a cada ano. O Brasil permanece um dos cinco maiores absorvedores de investimento.
 
***
 
“A questão é: o que esses caras estão vendo que nós não vemos?”, indaga ele.
 
O último relatório da UNCTAD sobre investimentos globais mostra o Brasil em quarto lugar. Não se trata do passado, mas do futuro. Na pesquisa prospectiva – sobre os países que as multinacionais irão investir nos próximos anos – o Brasil continua em 4o lugar.
 
Para Lacerda, parte dessa visão distorcida se deve à cobertura da imprensa, que reflete muito mais torcida que análise.
 
***
 
Outra questão é que alguns executivos debitam ao país a responsabilidade por eles que eles próprios cometeram.
 
Recentemente, a Folha publicou entrevista com o presidente da Mercedes do Brasil, Phillip Schiemer. Segundo o jornal, ele “não mede palavras para falar da sua desilusão com o governo Dilma”. “
 
“O país perdeu a previsibilidade com as mudanças nas premissas da política econômica. Voltamos uns 20 anos no tempo”, disse Schiemer à Folha. “O PSDB vota contra suas crenças e o PT também. Você acha que alguém vai se arriscar a investir?”.
 
***
 
Lacerda considerou uma “barbaridade” o crédito que se deu às palavras do executivo. “Lendo a matéria, percebe-se que ele não entende nada de Brasil. Cometeu vãrios erros estratégicos e bota a culpa no país”, diz ele. Desenvolveu modelos de veículos cujas especificações não cabiam nos financiamentos do Finame, por exemplo.
 
No dia seguinte, um advogado conhecido cita o executivo com pompa e circunstância no jornal Valor Econômico e diz que a bola da vez é o México.
 
Lacerda analisou os dados do México, e não havia termos de comparação. Em termos de investimento produtivo, o Brasil recebe três vezes mais que o México.
 
***
 
Cometemos erros sérios estratégicos de deixar defasar demais a indústria, aumentar a vulnerabilidade externa, perder espaço na indústria de transformação. Mas o Brasil permanece com o maior parque industrial da América Latina, fazendo parte de redes globais importantes, tendo por aqui as maiores empresas do mundo com executivos altamente qualificados.
 
**
 
Lacerda acha que há um pessimismo exacerbado até em relação à inflação. Há um momento de subida, agora, pela correção de preços defasados – câmbio e tarifas públicas. Mas até 2014, a inflação de 6% ao ano era desconfortável, mas estava em linha com países com economias em transição e porte semelhante: no ano passado a Índia bateu em 5,9%, a África do Sul em 5,3% e a Rússia com 11,4%.
 
A transição provoca mudança populacional, urbanização, mudança na estrutura de alimentos, nos preços dos serviços, na estrutura de mercados oligopolizados. O Brasil tem a jabuticaba do resto de indexação que ainda não foi extirpado. Tirando isso, diz Lacerda, todas as demais pressóes são de fatores de longo prazo, inerentes a esse estágio de inclusão.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. MRE

    2 de julho de 2015 10:09 am

    É do PT !

     

     

        Só falta dizer  que análise acima  é de algum membro do PT. 

        É claro que o Brasil  na América Latina é, naturalmenter, o mais importante e hegemônico. Tem tudo para continuar sendo um país referência: tem água, tem terras, ainda tem matas, tem comida, tem amr, tem ventso  tem energia elétrica da água, dos ventos, do mar ( experimentalmente), nuclear; não promove atritos com vizinhos ( mesmo com o PSDB ? PIG querendo invadir a Bolívia, Venezuela.) como os americanos, franceses, ingleses fazem, etc…

      O status de cachorro viralata que o PIG / o Aécio/ o Cerra proclamam ao mundo é que fazem pessoas, como o presidente da Mercedes, se acharem no direito de vir aqui e nos impor suas crenças por se acharem uma raça mais iimportante           (mais ainda depois dos 7×1) – deviam olhar o passado e verem que a unanimidade/prepotência sâo burras e levam a feridas mundiais – que infelizmente o Mercedes esqueceu.

     É o PIG e suas notícias contaminantes e diárias que fazem até o morador de rua achar que merece comer caviar e não o brasuileiríssimo feijão com arroz.

     Que venham mais opiniões para mudar este astral do blog !

  2. NNN

    2 de julho de 2015 10:23 am

    Observadores…

    O economista pode ser um observador atento e experiente da cena industrial. Só não sei o que ele anda observando nesta área. Com mais de 30 anos na indústria de máquinas, não como economista, o que eu observo: desemprego, recessão, descapitalização…

    Também não sei onde estes tantos “investimentos diretos” estão indo. Nas recém-instaladas montadoras “Miojo” (instantâneas), que se intitulam “fábricas” mas não compram um mísero parafuso produzido por aqui? Ou no misticismo do pré-sal, que ainda não saiu do “pré”?

    O dono do pedaço não precisa acreditar em nada do que eu escrevi. Mas sei que ele pode telefonar para a ABIMAQ…

    1. Álvaro Noites

      2 de julho de 2015 11:10 am

      Eles são parte na disputa,

      Eles são parte na disputa, portanto, parciais.

    2. Roberto Monteiro

      2 de julho de 2015 3:09 pm

      Pré-sal do petróleo não saiu do papel?

      O que não sai no papel é a informação enviesada que tu buscas. A extração de petróleo das camadas do pré-sal cresce de forma contínua e com poços de alta produtividade.

    3. cesarT

      2 de julho de 2015 6:05 pm

      tbem faço parte da ABIMAQ,

      tbem faço parte da ABIMAQ,  vou muito bem obrigado e não culpo o governo por isso.

      1. NNN

        2 de julho de 2015 11:31 pm

        Mentir é feio…

        Prezado, se voce realmente faz parte da ABIMAQ deve fazer muito tempo que voce não aparece por lá. Ou só aparece para tomar o cafezinho do 2ºandar.

        Do contrário voce saberia sobre o estrondoso fracasso que foi a Feira da Mecânica deste ano. E também saberia o porquê que os jornalistas não deram este tipo de notícia.

    4. lenita

      2 de julho de 2015 6:54 pm

      Engraçadíssimo, seu

      Engraçadíssimo, seu comentário.

    5. Flics

      2 de julho de 2015 9:15 pm

      Ahhh….

      … não saiu do pré-sal?…. que bem informado que o amigo está!

       

  3. arkx

    2 de julho de 2015 11:00 am

    12 anos de auto-ilusão

    foto na capa da edição nacional da FSP, de 01/07/2015, vale mais do que todas as palavras que poderiam ser ditas sobre uma oligarq

    uia anti-povo e anti-Brasil: querem ver Dilma e Obama pelas costas porque estão alinhados com os grandes interesses econômicos de bilionários do sul dos EUA, como os Koch Brothers.

    então, já não mais se trata de “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. a geopolítica transnacional deixou de ser conduzida pelos Estados e foi capturada pelo cartel global das mega corporações. é desta perspectiva que se compreende melhor a pergunta da repórter da Globo, constrangendo simultaneamente os dois Presidentes.

    mesmo com os enormes erros e defeitos de Obama e Dilma, os dois são combatidos por seus pequeníssimos diminutos acertos. como no caso da Grécia, a Troika transnacional exige submissão completa.

    as grandes empresas operando no Brasil, nacionais ou não, estão financeirizadas, o que foi muito bem exposto por Antônio Correa de Lacerda, na palestra citada no post. entrelaçadas com o sistema financeiro, dele dependem e a ele servem. é inútil tentar despertar qualquer “espírito animal”deste setor. tempo perdido. 

    do outro lado, é patético que lulistas festejem a ”defenestração” de Obama sobre a repórter global. afinal, foi preciso Dilma ir aos EUA para que o presidente da maior potência mundial colocasse a Globo em seu devido lugar, comezinho e ridículo, já que o Lulismo nem sequer tentou fazer o mesmo em mais de 12 anos de tempo perdido.

    http://f.i.uol.com.br/folha/homepage/images/1518215.jpeg

     

    1. Flavio Martinho

      2 de julho de 2015 12:21 pm

      Parabens, ARKX. Que

      Parabens, ARKX. Que sacada!!!! Que texto!!! Pena que não foi elevado a post. Merecia e muito tanto pela sacada como pelo texto. Faltou sensibilidade do pessoal do Nassif. Mas ainda há tempo. Aguardemos.

    2. JB Costa

      2 de julho de 2015 8:03 pm

      Amigo,
      Ilusão, auto-ilusão, o

      Amigo,

      Ilusão, auto-ilusão, o que seja. Cada um tem o direito de fazer sua avaliação. Agora desilusão mesmo é a nossa com relação à forma desse texto. Tu escreveste de onde e como? Em transe? Sentindo uma tremenda dor de barriga? Foi psicografada de quem? 

       

  4. Álvaro Noites

    2 de julho de 2015 11:12 am

    Esse presidente é um pateta,

    Esse presidente é um pateta, tão pateta quanto o antigo presidente da GM, Walter Wielland. 

  5. Maria Rita

    2 de julho de 2015 11:17 am

    Pelo olho grande que paira

    Pelo olho grande que paira sobre o pré-sal, arrisco-me a dizer que a novidade não é a projeção de investimentos no Brasil. A novidade, que não passa de um recurso velho como o mundo, é a neocolonização das economias que ainda têm futuro. O sistema financeiro quebra negócios estratégicos até mesmo utilizando recursos como escândalos de corrupção com a devida colaboração judiciária dos juízes tupiniquins , compra por preço de banana – como foi o caso da Vale, e entra como  proprietário. É o que estamos assistindo.

  6. Jose Mayo

    2 de julho de 2015 11:25 am

    É difícil começar coisa nova, ou expandir, em mercados saturados

    O Brasil tem o enorme atrativo de ainda ter “espaço” em todos os setores da economia, do “virtual” ao “concreto e aço”.

    Se algum bonde estamos perdendo é pelo encolhimento do mercado interno, mor das políticas recessivas, num momento em que projetar demanda no mercado externo é um passo delicado; Exportar o quê e pra quem, quando boa parte do parque produtivo altamente tecnológico do “primeiro mundo” só vê o seu nível de ociosidade aumentando?

    O que de fato estimula o “instinto animal” do empreendedor/produtor não é a “oferta de crédito”. Essa, pode estimular o iluso, o consumidor tonto e mal resolvido que se move por “efeito manada”. O que estimula o empreendedor/produtor a investir, expandir e adquirir novas máquinas é a percepção de demanda eficaz e regras claras.

    O Brasil é um país a ser feito; Há muito o que fazer e por onde crescer desde que haja, da parte do governo, a garantia da estabilidade e previsibilidade necessárias ao planejamento do setor produtivo. Conduzir os custos da economia a golpes de tacape e visando apenas a objetivos políticos, não é exatamente o tipo de ambiente que necessita o empreendorismo. 

  7. serralheiro 70

    2 de julho de 2015 11:47 am

    Erros de avaliação da Mercedes de Siemer.

    Não podemos culpa-lo por erros de avaliação quanto ao momento atual do Brasil. Quem viu a manifestação de Sandra Coutinho na coletiva Obama-Dilma e se interessasse pelo seu trabalho certamente tentaria fugir daqui. O país que se esforçou para uma brilhante recepção de visitantes na mesma copa que era alardeada  pela grande imprensa como destino da decepção e frustração, cantados pelo não vai ter copa. Em parte Shiemer está cetro. O governo Dilma modificou algumas regras do jogo quando investiu na modificação dos contratos de energia elétrica e de remuneração de pedágios rodoviários. O objetivo redução do custo Brasil foi entendido pelo “mercado” como redução de remuneração do capital. De resto não há que se lamentar nenhuma quebra de contrato e de agressão a dispositivos jurídicos.Shirmer não está só em desmerecer nosso ambiente econômico; Entretanto isto está abrindo portas para concorrentes agressivos chineses , coreanos e até mesmo europeus e nacionais como a AGRALE. O Brasil continua sendo boa aposta apesar das Sandras

  8. Gustavo Belic Cherubina

    2 de julho de 2015 11:55 am

    O investimento da BASF no Brasil

    https://www.basf.com/br/pt/company/news-and-media/news-releases/2015/06/201506019-r1.html

     

    BASF inaugura Complexo Acrílico de escala mundial em Camaçari

    Primeiras fábricas de ácido acrílico e polímeros superabsorventes na América do SulInvestimento de mais de € 500 milhões é o maior aporte da história da BASF em mais de 100 anos na América do Sul.Planta de acrilato de butila em Guaratinguetá passará a produzir acrilato de 2-etil-hexila

    Camaçari, Brasil – 19 de junho de 2015 – A BASF inaugurou hoje o seu complexo de produção em escala mundial de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP) em Camaçari, Bahia, Brasil. Estas são as primeiras fábricas de ácido acrílico e polímeros superabsorventes na América do Sul, com capacidade para 160 mil toneladas de ácido acrílico por ano. Com um investimento de mais de € 500 milhões, este é o maior aporte da história da BASF em mais de 100 anos na América do Sul.

    “A BASF é líder global na cadeia de valor de ácido acrílico. Este grande investimento irá fortalecer ainda mais a nossa posição no crescente mercado sul-americano”, diz Michael Heinz, membro do Conselho de Administração Executivo da BASF SE.

    SAPs são importantes produtos na cadeia de valor de ácido acrílico e são utilizados na produção de fraldas para bebês e outros produtos de higiene. O acrilato de butila, um importante derivado do ácido acrílico, é utilizado para produzir adesivos, produtos químicos para construção e tintas decorativas.

    “Este complexo vai garantir o abastecimento nacional e regional de produtos que atualmente são importados”, diz Ralph Schweens, Presidente da BASF na América do Sul. “Além disso, ele vai impactar positivamente a economia local, incentivando o investimento e a inovação na região, e atrair novas empresas para o polo industrial de Camaçari”, acrescentou.

    A BASF espera que o investimento traga um impacto positivo à balança comercial do País, de cerca de US$ 300 milhões por ano, sendo US$ 200 milhões por meio da redução das importações e US$ 100 milhões em função da criação de exportações.

    Colaboradores treinados nos EUA, Bélgica e China
    A construção do novo complexo começou em março de 2012. Para operação, as três unidades produtivas criaram 230 empregos diretos e 600 indiretos na região. A BASF está estabelecendo os mais altos padrões no Brasil, aproveitando a expertise da unidade chinesa que entrou em operação recentemente.

    Com o novo complexo de Camaçari, a BASF irá converter sua fábrica de acrilato de butia, localizada em seu site em Guaratinguetá, em uma unidade de produção de acrilato de 2-etil-hexila, uma importante matéria-prima para as indústrias de adesivos e revestimentos especiais. Esta será a primeira fábrica desse tipo na América do Sul. A produção está prevista para começar em 2016, com base no ácido acrílico produzido em Camaçari.

    Sobre a BASF
    Na BASF nós transformamos a química – e estamos fazendo isso há 150 anos. Nosso portfólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance e para proteção de cultivos, até petróleo e gás. Como empresa química líder mundial, nós combinamos o sucesso econômico, responsabilidade social e proteção ambiental. Por meio da ciência e da inovação, nós possibilitamos aos nossos clientes de todas as indústrias atender às atuais e futuras necessidades da sociedade. Nossos produtos e soluções contribuem para a preservação dos recursos, assegurando nutrição saudável e melhoria da qualidade de vida. Nós resumimos essa contribuição em nossa proposição corporativa: “We create chemistry for a sustainable future” – Nós transformamos a química para um futuro sustentável. A BASF contabilizou vendas de mais de €74 bilhões em 2014 e contava com mais de 113 mil colaboradores no final do ano. As ações da BASF são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço http://www.basf.com.brou nos perfis corporativos da empresa no Facebook (BASF Brasil) e no Twitter (@BASF_brasil)

     

  9. DanielQuireza

    2 de julho de 2015 12:18 pm

    Nassif, não é por ai.
    Todos

    Nassif, não é por ai.

    Todos podem errar e culpar outros

    Assim como o Governo também errou muito e sempre culpa a crise internacional.

     

    1. luisnassif

      2 de julho de 2015 5:12 pm

      Uai, Daniel. Se a geste

      Uai, Daniel. Se a geste critica o governo por jogar a culpa exclusivamente na crise internacional, porque não haver~iamos de criticar o presidente da Mercedes por jogar a culpa na conjuntura?

    2. lenita

      2 de julho de 2015 6:48 pm

      Daniel

      A crise internacional  não prejudicou o Brasil ? Só prejudicou os EU e a Europa ? Não diminuiram as compras  por parte deles ? Não entendo mais nada e penso que muitos estão tão confusos como eu.

  10. Frederico69

    2 de julho de 2015 12:46 pm

    lembrei do bezerra,

    o cara quis posar de malandro, na hora do clic, apareceu de mané. mas conseguiu o intento. gerou o factóide.

    ops, errinho de digitação. “reponsabilidade por ‘erros’ que eles próprios cometeram”. e escapou um “vãrios”. mas está perfeita a análise.

  11. Renato Ferreira Lima

    2 de julho de 2015 12:50 pm

    A questão é a deterioração do ambiente econômico

    Uma fábrica leva anos para ser construída. Então esses retratinhos, instanâneos da economia não entram na conta de quem vai investir pesado. O que o industrial olha é a facilidade para fazer negócios (leis e tributos) versus as expectativas de retorno (ninguém, nem o padeiro, investem por amor – eles podem gostar muito do que fazem, mas tem que ter dinheiro de volta). Os investimentos que estão sendo inaugurados agora, foram aprovados em outro momento.

    O Brasil é um país carente de tudo. E essas carências só não são atendidas porque o governo quer ser dono das coisas, se meter em tudo. Veja que absurda a questão tributária, que transforma o governo em sócio sem risco de todas as empresas no Brasil. E o pior – um sócio que começa suas retiradas antes mesmo das empresas começarem a operar!

    No final das contas, o crime do mal atendimento à população tem as digitais do governo em toda a cena. Por um lado, ele enxerga serviço público como caridade (e caridade não tem profissionalismo, você faz de qualquer jeito). Por outro, o governo não está interessado no crescimento da economia, que se dá pelo crescimento das empresas – ele está preocupado é com o crescimento da arrecadação. Na verdade, o Estado é o empresário de si mesmo, protegido por uma legislação que nos torna reféns. Isso é o que precisa mudar.

    1. Eureka

      2 de julho de 2015 2:11 pm

      Governo Sócio SIM!

      Claro, o governo tem que ser sócio mesmo das multinacionais; ou você queria que elas viessem aqui depredar, levar todas as rendas para as suas matrizes no exterior, pagar impostos por lá para melhorar a vida dos seus povos, e deixar no Brasil apenas um BURACO e indigência?

      Tem que taxar as grandes fortunas, diminuir os gastos com os Marajás da Justiça (desembargadores, juízes, promotores e pessoal da adminsitração que GANHAM BARBARIDADE e produzem muito pouco), diminuir os gastos com o Congresso Nacional, tem que ELIMINAR as verbas para ONG$ internacionais, tem que ELIMINAR verbas de publicidade para a Rede Globo conspiradora & Cia. publicidade que ninguém vê.

      Tem deixar de pagar juros aos especuladores!

      Só dessa maneira o Brasil vai avançar!

    2. Alex B

      2 de julho de 2015 5:23 pm

      GOVERNO PARASITA

      O governo brasileiro é um dos que mais arrecadam no mundo, é uma gigantesca empresa sem risco algum já que arrecada dinheiro com o trabalho puro e exclusivo dos outros, péssimo gestor dessa enorme quantidade de dinheiro, se ficar difícil para ele devido aos “problemas” ( desvio de dinheiro, corrupção, má gestão generalizada) ele simplesmente joga a conta para os particulares que ficarão com o cinto apertado até tudo normalizar novamente; o grande problema do governo como bom parasita que ele é, é ser burro pra caramba, todo mundo sabe que se o parasita exterminar o hospedeiro ele próprio morrerá, eles parecem que são cegos ao não verem que quanto mais prósperos forem a população e o empresariado, mais dinheiro o governo arrecadará; países ricos e prósperos sempre são um misto de prosperidade privada e pública; aqui ainda é uma meca do investimento externo devido a cultura esquizofrênica do consumidor brasileiro que paga qualquer fábula que se pede por produtos que não valem nem 1/4 do valor pago, nos USA um Mercedes C180 sai por uns 25.000 dólares, aqui saí por uns 45.000 dólares, mas mesmo assim vende bem; uma carroça popular aqui por 30.000 reais no México saí por 12.000 reais; desse jeito os investimentos continuarão com força total.

      1. lenita

        2 de julho de 2015 6:43 pm

        Sr. Alex B

        Isto é recente ou já acontecia nos tempos das “Carroças” do Collor. Carroças caríssimas, que poucos podiam ter. Eram da Volks e GM, ou estou enganada ? Ou o sr. tem é má fé mesmo ?

    3. rdmaestri

      2 de julho de 2015 8:52 pm

      O Brasil carente de tudo? Que estupidez!

      Caro Renato, acho que deves dar uma atualizada nos teus conceitos de carência para desenvolvimento industrial.

      Quem está carente de tudo para o futuro é principalmente a indústria europeia. A chave para o desenvolvimento industrial nos dias atuais (como no início do século XX) é a energia, e nisto tanto os alemães e os demais países europeus estão pela capa da gaita.

      Tudo que era possível de aproveitar já foi aproveitado, a energia hidráulica, chave para o progresso da indústria europeia no início do século XX já foi toda, a geração por carvão, utilizada antes da hídrica tem sérios problemas ambientais, o gaz consumida as reservas do mar do norte, resta esperar que os russos permaneçam bonzinhos e que o IE não cortem as rotas de abastecimento do oriente médio. 

      A economia de energia feita pelas famílias está no limite, daqui a pouco vão ter que assistir TV de luz apagada e tomar banho frio no inverno.

      Agora veja o Brasil, superado os problemas ambientais por uma gestão melhor das compensações, e com a pujança do pré sal e mais de energias alternativas utilizadas como complemento, temos como gerar energia para uma indústria que eles nem imaginam.

  12. Alexandre Weber - Santos -SP

    2 de julho de 2015 1:09 pm

    Blockchain , o Kahal, os cartórios e a Maçonaria

    Fim de linha para todos eles.

    A Anfavea, o cartório-Kahal das montadoras vampiras que ainda operam por aqui não sabe mais o que fazer. Partiram para o desespero e colocam seus mico amestrados para falar na mídia.

    Perdeu, playboy.

    1. CARLOSLIMA

      2 de julho de 2015 2:44 pm

      Como é mesmo Alexandre ?

      Como é mesmo Alexandre ?  “Mico amestrados”….kkkkk

  13. Ugo

    2 de julho de 2015 2:10 pm

    o mundo deveria ser como penso prá dar certo!

    Vamos lembrar os acertos recentes deste senhor Mercedes:

    Na compra da Chrysler norte americana, não consideraram a força do “brand” Jeep e tentaram impor  Mercedes na mentalidade dos operários e nos produtos.

    Os engenheiros todos alemães chegavam de avião fretado segunda feira em Detroit e voltavam para a Alemanha na sexta feira, a língua oficial era o alemão. Entregaram a indústria falida ao chapter 5.

    No Brasil por dezenas de anos lideres do mercado não perceberam os tempos da necessária renovação. Veículos leves e pesados mais modernos reduziram drasticamente a sua participação de mercado.

    Fabricar o classe “C” é mais um dos desacertos destes planejadores.

    Sciemer, olhar o rabo dos outros sem espelho em casa é o que dá.

    1. Álvaro Noites

      2 de julho de 2015 3:53 pm

      Isso sem falar no carrinho

      Isso sem falar no carrinho caro que capotava …

  14. Walton

    2 de julho de 2015 2:27 pm

    Como o presidente da Mercedes errou e culpou o Brasil

    Caro Nassif

    Perfeita sua colocação. O cidadão adminstra muito mal a subsidiária brasileira e joga a culpa no país. Tem ótimos produtos, mas prefere o caminho da crítica sem apresentar soluções. Na verdade, ele poderia trocar algumas idéias com sues compatriotas da Volkswagem, os quais anunciaram investimento da ordem de R$ 460 milhões para sua fábrica de São Carlos, no dia 24/06 e no mesmo país que ele acha inviável. Ou, talvez conversar com o pessoal da Audi e Toyota e ver como eles conseguem vender tanto, com produtos de mesma classe (A3) por um preço inferior ou o inverso no caso da Toyota, com seu, nitidamente inferior Corolla Altis,por  mais de R$ 100 mil, ao passo que um mercedes A200, nitidamente superior, custa menos de 10% a mais.. Não sou adminstrador de empresas ou economista, sou consumidor e é isso o que está aí no mercado. Mas logar a culpa em outros, pelos seus erros, é muito feio, além de atestar a própria ineficiência.

     

  15. Miguel A. E. Corgosinho

    2 de julho de 2015 4:20 pm

    A economia erra

    A economia erra essencialmente em dois resultados: Para o investidor do tesouro formulando o seu resultado na economia sem começo, a Selic, e para o investidor produtivo, que concebe um valor que, teoricamente, funda as relações de domínio, mas em nada contribui para o sistema ser menos negativo nos resultados do país.

  16. Roberto Monteiro

    2 de julho de 2015 4:35 pm

    Uma dúvida:

    como se diz coxinha em alemão?

    1. Miguel A. E. Corgosinho

      2 de julho de 2015 5:57 pm

      Wirtschaftswissenschaftler

      Wirtschaftswissenschaftler

      1. Jose Mayo

        2 de julho de 2015 9:26 pm

        Perfeito, Miguel

        Muito bem colocado!

        Kkkkkk

  17. Steiger

    2 de julho de 2015 5:27 pm

    Mercedes

    Os brasileiros sempre colocam a culpa nos outros. Aqui nunca foi bom e continuará não sendo se compararmos com o mundo lá fora, mas a culpa continua sendo sempre dos outros. E depois, brasileiro nasceu para andar de Uno não de Mercedes…..Não é preconceito. É conceito mesmo.

    1. lenita

      2 de julho de 2015 7:09 pm

      taí I!!!!!!!

      Esse sabe das coisas, némemo ? Em 3 linhas mostrou a que veio, nem precisou conhecer a história do Brasil. Mas o que ele não sabe é que muitos deveriam estar andando em carro de bois, pois é muito mais  romântico que um MERCEDES. O Steiger iria adorar, ou ele não conhece ?. Na gloriosa Alemanha, não tem disso, não. Experimente e me diga . Acaba com todo o stress, provocado pelo trânsito de carros.

    2. Emilia Silva

      2 de julho de 2015 7:41 pm

      Se manda daqui. Quanto antes

      Se manda daqui. Quanto antes melhor. Para quem fica.

    3. JB Costa

      2 de julho de 2015 7:53 pm

      Não “é conceito mesmo”: é

      Não “é conceito mesmo”: é burrice mesmo. Com o pedido de vênias aos nossos “irmãos” burricos.

      Burrice 1 : porque se aqui “nunca foi bom”, o que fazes por essas paragens? 

      Burrice 2: afora os menos dotados de um mínimo de cognição ninguém faz juízos terminativos com base só no “queixo”, no blá blá blá. Achar que os outros são burros burrice é. 

       

  18. lenita

    2 de julho de 2015 6:59 pm

    Alemanha

    Cuidado com ela, sempre ! Ainda existem muitos por lá que se consideram uma “raça superior”. Portugal, Espanha, Grécia, Itália que o digam. Só a Inglaterra, raposa mais velha que ela, não entrou no Euro.

  19. Álvaro Guilherme

    2 de julho de 2015 7:18 pm

    Como o próprio artigo diz,

    Como o próprio artigo diz, uma inflação de 6% pode ser desconfortável, mas está em linha com o que ocorre nos demais emergentes.

    Países infinitamente mais maduros que o nosso aceitam uma inflação de 2%.

  20. WGusmão

    2 de julho de 2015 7:22 pm

    … presidente da Mercedes …

    É fácil … Pega a fábrica dele e leva embora. Leva a de caminhões também, afinal, se aqui é ruim para Chico deve ser também para Francisco. Ele sai daqui hoje e amanhã tem gente ocupando o mesmo espaço que ele menospreza. Se bobear só muda a estrela de posição, para poder vender mais … História para boi dormir, mas, já deixamos de ser boi há algum tempo. Se tá ruim pra voce, tá ruim pra mim também, voce deveria ver afinal é um Wirtschaftswissenschaftler.

  21. rdmaestri

    2 de julho de 2015 8:29 pm

    A Mercedes que vá produzir na Alemanha, se tiver como!

    Vou colocar aqui um artigo técnico apresentado num congresso de hidráulica no dia de hoje (http://89.31.100.18/~iahrpapers/85485.pdf) que dá um exemplo valioso como anda o desespero da Europa nos dias atuais sobre a geração de energia.

    Como há uma verdadeira loucura para geração a baixo carbono e uma rejeição da energia nuclear, apareceu no congresso da Associação Internacional de Hidráulica uma proposta subvencionada pela Comunidade Europeia de uma micro turbina para geração de energia a partir do próprio uso da água em um pequeno grupo de casas.

    Um verdadeiro mimo a tal turbina, uma batatinha que pode ser colocada em condutos de prédios e quando o vivente aciona a descarga ela gera energia , ou seja, uma merreca que se for computado a energia para extrair o minério de ferro, o transporte do mesmo, a fundição e mais outras operações, além do custo energético das viagens dos pesquisadores de um lado para outro da Europa, lá pelo ano de 2025 a energia obtida será igual a consumida. Pena que por ser um aparelhinho menor, no ano 2020 ele já deverá ser substituído por outro.

    Olha este representante da Mercedes está se fazendo de rogado, principalmente porque ele sabe perfeitamente que a Europa não tem mais energia elétrica confiável para a indústria, água para os processos industriais nem mesmo mais lugar físico para abrir uma fábrica.

    O investimento industrial fora da Europa é uma questão de sobrevivência, e nem é por falta de mão de obra nem devido aos salários, é devido a impossibilidade da mesma em reinvestir nas suas próprias indústrias. A cada vez que aumenta a geração de energia eólica na matriz energética alemã, menor fica a possibilidade de se fabricar algo. Pois nos dias que não ventam eles tem que produzir energia elétrica com velhas e poluidoras (estas sim) usinas a carvão, que deverão também ser fechadas.

    Logo era melhor mandar este executivo ir para Alemanha ou para um local tranquilo e estável como o México para produzir seus caminhões.

    1. José Carlos Brandes

      3 de julho de 2015 12:10 am

      Ou

      Quem sabe, no Paraguai. 

      Tem muita gente fazendo isso.

  22. Jose Renato O. Sampaio Lima

    2 de julho de 2015 8:40 pm

    alguém vai investir c/retorno negativo, riscos e 40% de imposto?

    Nassif,

    Falta a apresentação abertura do plano dos projetos associados com esses investimentos estrangeiros. Parcelas de novos projetos – – a serem iniciados de 2015 em diante e as parcelas de ingressos de projetos em andamento, que não podem ser interrompidos.

    “O país perdeu a previsibilidade com as mudanças nas premissas da política econômica. Voltamos uns 20 anos no tempo”, disse Schiemer à Folha. “O PSDB vota contra suas crenças e o PT também. Você acha que alguém vai se arriscar a investir?”.

    Concordo totalmente com essa afirmativa.

    Racional:

    Polo acrílico de Camaçari inaugurado em 2015, por exemplo é resultado de ainda das politicas desenvolvimentistas dos governos Lula / Dilma I – Vitorioso que deixava 11 em cada 10 tucanos morrendo de ódio do sucesso da politicas petistas.

    Investimentos diretos estrangeiros até 2014 eram conduzidos por engenheiros industriais, recomendado pelo payback de consumo do mercado interno brasileiro, atividades produtivas. Tem longo tempo de capitalização até o job#1. Brasil era uma porto atraente para esse perfil.

    Hoje, 2015 em diante os “investimentos diretos” provavelmente, são conduzidos por engenheiros financeiros, tipo Levy, sabe muito de matemática financeira e de mercado de capitais, que incentiva a conversão de boa parte desses valores em aplicação em títulos públicos brasileiros, com a mais elevada taxa de juros básicos do planeta.

    O esquema com Mercado de taxa de juros de 14% de Tombini, sem risco, com estabilidade cambial mais remessa de lucros isenta.  Versus 0.1 %, 0,25% na Europa e EUA . 

    Você acha que alguém vai para ter retorno negativo, com riscos e para contribuir com 40% de impostos ?

    Dilma não vai ser candidata em 2018. Eis por certo uma das razões para a insensibilidade dela aos apelos do eleitores que lhe confiaram o voto de re-eleição, de continuidade de uma obra.Entretanto, se Dilma reconhecer que fez opção errada e iniciar um plano Zero, a partir de nomes de reconhecida competência e com pensamente progressista, desenvolvimentista, no lugar de gente especializada em matemática financeira e juros e liquidação de empresas publicas ainda temos tempo para recuperar a eleição de 2018.

     

  23. arkx

    2 de julho de 2015 10:02 pm

    12 anos de auto-ilusão

    José Eduardo Cardozo na Justiça

    Sibá Machado na liderança da Câmara Federal

    Eliseu Padilha na Aviação Civil

    Kátia Abreu na Agricultura

    Tombini no BC

    Levy na Fazenda

    Michel Temer na articulação política

    e Dilma encantada ao descobrir a solução de seus problemas: um veículo que dispensa o motorista

    o “ajuste fiscal”, nada menos que a “austeridade” imposta à Grécia, é uma catástrofe social e econômica. e uma catástrofe para a democracia. o “ajuste fiscal” não é solução. ele é o problema.

    não é sem razão o a eloqüente mudez do PT e de do Governo brasileiro sobre a crise na Grécia.

    roll, Jordan, roll

    .

  24. José Carlos Brandes

    3 de julho de 2015 12:08 am

    Não tiro a razão do executivo da Mercedes

    Um candidato a reeleição que manipula ( ou deixa manipular ) números oficiais e deixa de tomar medidas necessárias a economia, retardando essas medidas para depois de vencidas as eleições, num verdadeiro estelionato eleitoral, não sobrevive no cargo em nenhum país minimamente sério.

    O nome disso é molecagem. Aliás, estamos repletos de moleques na política e na administação pública.

    Qual o horizonte que o governo, que é sim responsável por alimentar os agentes econômicos com números confiáveis para que tomem suas decisões, apresentava a este executivo, responsável por milhares de empregos e com uma responsabilidade social tremenda nas costas, até novembro de 2014 ?

    Nada do que hoje se apresenta.

    Aliás, o especialista citado no texto, manifestou-se antes das eleições, que este ano teríamos medidas recessívas tomadas por quem administra o economia ? Ou é mais um daqueles que afirmav que tais medidas só seriam tomadas pelas equipes econômicas de Aécio ou de Marina Silva ?

     

     

  25. Jose Renato O. Sampaio Lima

    3 de julho de 2015 1:56 am

    Dilma arruína a economia do pais porque quer, simplesmente.

    Até final de 2014 a economia do Brasil ia muito bem obrigado.

    A partir de Jan/2015, é um mistério, mas Dilma mudou, inventou um crise econômica no pais que não existia.

    E começou a arruinar a finanças, plantar inflação e desemprego, mais mensagem pessimista.

    Agora a crise existe de fato.

    Trouxe uma empregado, engenheiro, do Bradesco para influenciar o Banco Central, sem período de Quarentena, que tem missão acéfala em Lei, muito conveniente para FMI e banqueiros. 

    Para STF / OAB / Casas Legislativos e aristocracia golpistas – Nenhum Questionamento para levantar.

    Deu a  merda esperada para os eleitores de Dilma.

    E tudo certo como queriam para os golpistas e Tucanos agora esperam entropia petista para fazer o que a intentona tucana não teve sucesso.

    Para fechar com chave de ouro, basta manter Dilma até o final tornar Lula inelegível para a proxima eleição

    Não confundir gente maliciosa e mal intencionada da perspectiva de mais de 90% da população e 70% da pessoas que reprovam os malfeitos das politicas de Dilma, Levy, Tombini com estupidez e falta de conhecimento.

    Dilma arruína a economia do pais porque quer, simplesmente.

    Volume de vendas caiu para todos as grandes montadores. Projeção vai levar a mais desemprego.

    Nassif o que você espera que as montadores poderia fazer para reverter queda de 41% de venda de caminhões ?

    Para automóveis e comerciais leves (furgões e picapes), a baixa prevista é de 23% em 2015 comparado com 2014 Para caminhões e ônibus, o “tombo” deve ser ainda maior, de 41%, com 99.731 unidades. Se essa previsão se confirmar, 2015 também será o pior ano para a indústria automobilística desde 2007.

     

  26. Miguel A. E. Corgosinho

    3 de julho de 2015 2:58 am

    Ei, vcs produziram uma época

    Ei, vcs produziram uma época para ser desconstruída em 2018:

    Os ministros da área econômica são verdadeiros traidores 

    O Banco Central põe o mal sistematicamente na Selic

    O congresso aprova toda gama de irracionalidade

    A imprensa é a mais degradante que existiu

    A operação da Leva-O-Cara atropela leis

    Os empresários brasileiros paralizaram

    E quem te faz inclinar para solução?

    O PSDB, Aécio virá salvar o Brasil

     

     

     

  27. Sta. Catarina

    5 de julho de 2015 11:41 pm

    Schmier

    Sr. Schmier,

    caso não esteja satisfeito com o Brasil, Guarulhos é serventia da casa. MAN, Scania, Volvo, Iveco ficarão muito felizes.

  28. antonio luiz pereira

    8 de julho de 2015 12:47 pm

    Executivo de multinacional

    Simplesmente o executivo de uma empresa falando das dificuldades de mercado para seus produtos, que grande importância tem isso para a Nação? vamos colocar o debate no seu devido patamar de importância.

  29. Clever Mendes de Oliveira

    8 de julho de 2015 11:31 pm

    Economia 2011-14 e 2015-18 valem, expectativas não valem

     

    Luis Nassif,

    Embora eu não seja economista, há três questões aqui duas dela da área econômica que valeriam uma boa digressão. Uma diz respeito a política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff e a repercussão no segundo governo. Outra está vinculada a questão das expectativas. E a terceira trataria da força política do governo da presidenta Dilma Rousseff para implementar as mudanças econômicas (e aqui cabe uma quarta digressão que seria defender a necessidade das mudanças).

    Sobre a política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff eu indicaria o post “Uma defesa da política econômica de Dilma” de segunda-feira, 15/12/2014 às 12:06, aqui no blog de Luis Nassif e com texto de autoria de Laurez Cerqueira, Gustavo Antônio Galvão dos Santos e Luis Carlos Garcia de Magalhães que avaliaram como acertada a política econômica posta em execução no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff. O post “Uma defesa da política econômica de Dilma” pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/uma-defesa-da-politica-economica-de-dilma

    E para acrescentar transcrevo a minha rápida avaliação sobre a política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff em parágrafo de comentário meu enviado segunda-feira, 06/07/2015 às 21:21, para você junto ao seu post “Como se descontroem governos, um raio X da crise” de domingo, 05/07/2015 às 22:37 e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/como-se-descontroem-governos-um-raio-x-da-crise

    E antes de transcrever o parágrafo transcrevo dados sobre a economia brasileira no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff e que inseri em meu comentário que enviei para você junto ao seu post “Como se descontroem governos, um raio X da crise”.

    Os dados que constam da tabela abaixo mostram o crescimento do PIB, em um trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior e o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo, também considerando o trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior (Dados coletados do boletim “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes” no período em que o dado aparece pela última vez, ou seja, após a última atualização. Para o PIB os dados são obtidos na “Tabela II.1 – Principais resultados do PIB a preços de mercado . . . ”. Para a Formação Bruta de Capital Fixo os dados são obtidos do “GRÁFICO I.2 – Componentes da Demanda (com ajuste sazonal)”:

    Seguem então os dados retirados do meu comentário:

    “     Ano                  PIB                FBCF

    1º de 2009     =   – 1,5%             – 11,2%

    2º de 2009     =   1,5%              2,1%

    3º de 2009     =   2,6%              7,7%

    4º de 2009     =   2,5%              7,5%

    1º de 2010     =   2,2%              4,0%

    2º de 2010     =   1,8%              4,1%

    3º de 2010     =   1,0%              2,8%

    4º de 2010     =   1,1%              0,0%

    1º de 2011     =   0,9%              1,2%

    2º de 2011     =   0,6%              1,1%

    3º de 2011     =   0,1%              – 1,4%

    4º de 2011     =   0,1%              – 0,1%

    1º de 2012     =   0,1%              – 2,2%

    2º de 2012     =   0,1%              – 1,5%

    3º de 2012     =   0,6%              – 1,4%

    4º de 2012     =   0,9%              1,8%

    1º de 2013     =   0,4%              3,9%

    2º de 2013     =   2,1%              3,4%

    3º de 2013     =   – 0,5%            – 1,7%

    4º de 2013     =   0,1%              – 2,1%

    1º de 2014     =   0,7%              – 0,5

    2º de 2014     =   2,1%              – 4,3%

    3º de 2014     =   – 0,5%

    4º de 2014     =   0,1%

    E agora eu transcrevo do meu comentário junto ao post “Como se descontroem governos, um raio X da crise” o parágrafo em que faço a avaliação da política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff:

    “Quem tiver tempo e consultar os “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes – Janeiro / Março 2015” poderá verificar na página 14, no “GRÁFICO I.9 – PIB a preços de mercado – Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” que nunca dantes na história do Brasil se construiu uma curva de arrefecimento do crescimento e retomada de crescimento tão perfeita como a se observa no período que vai do terceiro trimestre de 2010 em que a taxa de quatro trimestres comparado com os quatro trimestres imediatamente anteriores alcança o pico de 7,6% até o segundo trimestre de 2013, onde depois de ter alcançado o ponto mínimo de 1,8% no quarto trimestre de 2012, a economia mostra sinais de recuperação atingindo 2,8% no segundo trimestre de 2013. O link para consulta do boletim “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes – Janeiro / Março 2015” é:

    ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Fasciculo_Indicadores_IBGE/pib-vol-val_201501caderno.pdf

    Esqueci de colocar no parágrafo a seguinte frase: “quem conseguiu construir a curva perfeita do processo de redução do crescimento e sua retomada não foi um mero acompanhante dos acontecimentos, uma pessoa falível, um mortal comum, ser humano medíocre como somos todos nós. Para fazer o Brasil, depois de muito tempo, desenhar uma curva perfeita de inflexão no crescimento é preciso ser um pouco mais, é preciso ser um mago”.

    Ocorre que mesmo um mago não deixa de ser um ser humano medíocre à medida em que ele só pode fazer aquilo que ele sabe fazer. Esta é a condição de todos nós que somos medíocres: só podemos fazer aquilo que sabemos fazer, o que nos dá o consolo de não diferenciarmos muito do mago. E o segundo governo da presidenta Dilma Rousseff precisava de medidas menos mágicas, mais rotineiras e onde, portanto, o mago já não teria a mesma facilidade de atuação.

    Essa percepção da necessidade de mudança está bem exposta por Fernando Nogueira da Costa que entendeu a escolha de Joaquim Levy no texto dele que foi reproduzido aqui no seu blog no post “Tática fiscalista e estratégia social-desenvolvimentista, por Fernando N. da Costa” de quarta-feira, 03/12/2014 às 16:04, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/tatica-fiscalista-e-estrategia-social-desenvolvimentista-por-fernando-n-da-costa

    De todo modo é preciso observar que a política econômica do primeiro mandato e que foi correta, não só porque corrigiu os excessos de 2009 e 2010, como porque soube engendrar uma retomada econômica, acabou, por motivos sobre os quais os economistas não se debruçaram com afinco, não dando os resultados esperados. E o ano de 2014 que seria um ano de transição em que o governo deveria conter gastos para segurar a retomada que teria iniciado no final de 2012 e para enfrentar a nova realidade econômica que surgiria nos Estados Unidos com o fim do QE-3 e do suposto aumento de juros que iriam pressionar as moedas das economias da periferia, acabou se transformando em um ano em que o governo teve que insistir em mais do mesmo quando já não era mais possível adotar uma política fiscal mais frouxa.

    A sinalização da mudança da política econômica era por todos conhecida.

    A segunda questão é das expectativas. Sobre isso eu recomendo o texto de Rodrigo Medeiros que saiu no post “Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros” de quarta-feira, 24/06/2015 às 14:53, aqui no seu blog e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/blog/rodrigo-medeiros/ressaca-economica

    Fiz uns comentários lá justamente para enfatizar a minha concordância com alguns das opiniões do economista e professor Rodrigo Medeiros em especial sobre a questão das expectativas. Como não sou economista posso ser um pouco mais radical do que Rodrigo Medeiros e dizer que expectativas para mim é “conversa para boi dormir”.

    E ainda dentro dessa análise das expectativas indico o post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” de terça-feira, 23/06/2015 às 08:13, também aqui no seu blog e com texto de Janio de Freitas e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-desconfianca-dos-empresarios-com-levy-por-janio-de-freitas

    Não só fiz comentários no post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” um tanto críticos sobre as expectativas como também faço remissão ao post “Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros”. Além disso lá no post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” que apresenta atualmente cerca de 20 comentários tem no décimo quinto comentário enviado por José Carlos Brandes terça-feira, 23/06/2015 às 09:35, a transcrição, não sei se de toda ou de parte, da entrevista do presidente da Mercedes-Benz Philipp Schiemer ao jornal Folha de S. Paulo e que aproveito para transcrever a seguir, conforme consta no comentário de José Carlos Brandes, em que a parte inicial é a apresentação da entrevista, mas que José Carlos Brandes disponibilizou sem o título e sem uma referência a respeito de uma possível chamada na primeira página, observando ainda que eu inclui e negritei o nome Folha nas perguntas e Philipp Schiemer nas respostas:

    “”O país perdeu a previsibilidade com as mudanças nas premissas da política econômica. Voltamos uns 20 anos no tempo”, disse Schiemer à Folha. “O PSDB vota contra suas crenças e o PT também. Você acha que alguém vai se arriscar a investir?”.

    O pessimismo do executivo –que já está em sua terceira temporada no Brasil– é explicado pela queda de mais de 40% na venda de caminhões e pelo fim dos subsídios do governo para o setor automotivo.

    “É a pior crise dos últimos anos: volume caindo, preço estável e custos aumentando. Estou sendo espremido de todos os lados”, disse Schiemer, que cortou 500 vagas no mês passado e diz que tem mais 2.000 funcionários sem trabalho na fábrica.

    O executivo admite que a Mercedes-Benz atualmente vê o Brasil com mais “desconfiança” e faz uma crítica indireta à presidente Dilma, que defende que o país foi afetado pela crise global. “Não sei onde enxergam crise lá fora. O que temos aqui é um problema caseiro”.

    Folha – O sr. disse aos funcionários em um evento que a Mercedes-Benz vive sua pior crise no Brasil. É verdade?

    Philipp Schiemer – Sem dúvida, estamos na pior crise dos últimos 20 anos. Temos vários problemas. O primeiro é a queda de mercado. De janeiro a maio, as vendas de caminhões caíram 44%, enquanto as de ônibus cederam 27%. É uma queda no mesmo patamar do mercado, mas muito expressiva.

    As empresas acreditaram no Brasil e a capacidade instalada excede muito a demanda. Não conseguimos aumentar preços, porque a concorrência é intensa. Por outro lado, a mentalidade inflacionária do Brasil é muito forte e os custos sobem quase automaticamente.

    Hoje tenho o pior cenário possível: volume caindo, preço estável e custos aumentando. Estou sendo espremido de todos os lados. A saída para isso é muito difícil.

    Folha – Quantos funcionários foram demitidos?

    Philipp Schiemer – Tivemos que demitir 330 pessoas, enquanto outro grupo saiu voluntariamente. No total, foram 500 desligamentos. Mantivemos essas pessoas sem trabalho, em casa, por 12 meses, porque a última coisa que queremos é cortar funcionários em que investimos para treinar, mas não teve outra saída.

    Ainda tenho um excesso de 2.000 pessoas dentro da fábrica. Com a queda no volume de produção, não tem trabalho para essas pessoas. Já demos férias coletivas e estamos em negociação com o sindicato. Ou chegamos num acordo ou demitiremos mais gente nas próximas semanas.

    Folha – Funcionários acamparam na porta da fábrica. O sr. se sente culpado?

    Philipp Schiemer – Pessoalmente não é nada agradável. Tenho que pensar que sou responsável não por 500 pessoas, mas por 11 mil. Tenho a consciência tranquila porque tratamos o assunto com transparência. Desde o ano passado, demos inúmeras chances para aceitar um PDV (plano de desligamento voluntário).

    Folha – Analistas dizem que a Mercedes-Benz já precisava de um ajuste por conta de projeções equivocadas. Qual é a parcela de responsabilidade da crise?

    Philipp Schiemer – Realmente cheguei aqui em 2013 com a tarefa de reestruturar as operações, porque tínhamos um excesso de pessoas. Mas a maioria dessas demissões vem da queda de quase 50% do mercado. É como cortar o seu salário pela metade e manter as despesas iguais. Não tem mágica.

    Folha – Por que a venda de caminhões despencou no Brasil?

    Philipp Schiemer – O mercado está muito alinhado com o ritmo da economia porque o transporte de bens no Brasil é feito por caminhão. Mas, se a economia não cresce e existe um clima de desconfiança, os empresários param de investir. E a primeira coisa que cortam é o caminhão novo.

    Além disso, o governo cortou os subsídios que mantinham os juros baixos e a maior parte dos caminhões é adquirida com financiamento. A redução dos subsídios para a indústria faz parte do ajuste fiscal, mas tem um efeito no mercado.

    Folha – O sr. disse que existe um clima de desconfiança. Por quê?

    Philipp Schiemer – O país perdeu a previsibilidade. Nos últimos anos, tivemos muitas mudanças nas premissas da política econômica e ninguém tem segurança do que vai acontecer.

    Há 10 anos, a inflação estava baixa, as contas públicas equilibradas e nós sabíamos o que viria pela frente. Há 20 anos, não tínhamos nada disso. Acredito que voltamos uns 20 anos no tempo.

    Também não há confiança porque o quadro político é muito complicado. O PSDB vota contra suas crenças e o PT também. Você acha que alguém vai investir nesse cenário? É melhor ficar parado.

    Folha – Qual é a sua opinião sobre o ajuste fiscal?

    Philipp Schiemer – O crescimento do Brasil já vinha sendo artificialmente estimulado pelo gasto público. A impressão que dá é que o governo tentou animar a economia para influenciar nas eleições.

    O ajuste fiscal é necessário, mas seria muito positivo se o governo reduzisse os custos da própria máquina, que é muito ineficiente. Ninguém precisa de 39 ministérios.

    E o mais importante é que o ajuste seja rápido. Já estamos em junho e ainda não sabemos como vai funcionar. Também é preciso ter uma agenda positiva e dizer para a população porque teremos todo esse sofrimento.

    Folha – O setor automotivo recebeu muitos benefícios fiscais no primeiro mandato de Dilma. Não é justo que isso acabe?

    Philipp Schiemer – Temos um diálogo contínuo com o governo e a mensagem que recebemos –e que aceitamos– é que cada setor vai ter que olhar o seu próprio destino.

    Folha – É possível ocupar a capacidade ociosa exportando?

    Philipp Schiemer – Não tenho muita esperança. Hoje, os parceiros do Brasil são Argentina e Venezuela. A Argentina está numa crise forte e a Venezuela economicamente não existe mais. O que nós precisamos é um acordo com a União Europeia ou com os Estados Unidos.

    Folha – Como o Brasil é visto hoje pela matriz da Mercedes-Benz?

    Philipp Schiemer – Vemos o país com mais desconfiança. Continua sendo importante, porque estamos nesse mercado há 60 anos. Aqui sempre ouço que existe uma crise mundial. Não sei onde enxergam essa crise, porque China, Estados Unidos e Alemanha não estão em crise. O que temos no Brasil é um problema caseiro. Reconhecer os próprios erros é o primeiro passo para encontrar uma saída.

    Folha – A Mercedes-Benz está cortando investimentos no Brasil?

    Philipp Schiemer – Por enquanto, não. Teremos uma fábrica de automóveis no ano que vem porque as vendas desse produto ainda estão bem. Cortar investimentos significa abrir mão de melhorar. Se começarmos a fazer isso, é porque deixamos de acreditar no Brasil”.

    Não entro muito no mérito do conteúdo da entrevista do presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer. Na minha opinião a avaliação dele não é o que orienta a atuação da Mercedes-Benz. O que orienta a atuação da Mercedes-Benz é o lucro: se o lucro aumentar os investimentos da Mercedes-Benz aumentam e se o lucro diminui a tendência é também a Mercedes-Benz diminuir os investimentos.

    E por fim há para a presidenta Dilma Rousseff a difícil tarefa de fazer a travessia política em um momento em que os resultados tanto econômicos como também políticos (diminuição da bancada do PT) não foram nada bons para fortalecer politicamente a presidenta. Travessia contra a qual houve no passado a barreira do julgamento da Ação Penal 470, e depois o início e desdobramento da operação Lava-Jato que deverá entrar mais uns dois anos pela frente. E houve ainda para tornar a travessia mais difícil, o mau resultado da política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff e a necessidade de mudança da política econômica tendo em vista a perspectiva de subida do juro americano com a concomitante desvalorização do real tudo isso na esteira de uma eleição difícil.

    E se fossem realmente importantes para tornar a travessia mais difícil poderiam ser mencionados os milhares de textos sem muita fundamentação que pululam nos blogs mesmos de esquerda com críticas desarrazoadas a presidenta Dilma Rousseff. Aqui mesmo no seu blog só para ficar em posts recentes e de sua autoria, eu poderia mencionar o post “Como se descontroem governos, um raio X da crise” já indicado acima, e outro um pouco anterior “Falta governo e falta oposição no país” de domingo, 21/06/2015 às 07:31, todos os dois de sua autoria sendo que este último pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/falta-governo-e-falta-oposicao-no-pais

    E na sequência do post “Como se descontroem governos, um raio X da crise” veio outro ainda mais disparatado intitulado “O dia seguinte ao impeachment” de terça-feira, 07/07/2015 às 18:43, também de sua autoria e cuja chamada era um desvario em que você dizia: “Daí porque o maior risco não é a possibilidade de um impeachment. Mas de Dilma jogar a toalha”. A frase era mais descabida ainda quando se considera que você tem a presidenta Dilma Rousseff como uma pessoa teimosa.

    Enfim trata-se de afirmação sem substância que a ser dita deveria servir pelo menos para mudar o título do post para “O dia anterior ao impeachment”. De todo modo não custa deixar o ndereço do post “O dia seguinte ao impeachment” que pode ser visto no link mostrado a seguir:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-dia-seguinte-ao-impeachment

    E insisto, a finalização do post “O dia seguinte ao impeachment” era tão sem base que no mesmo dia você tratou de refutar sua afirmação de que “Daí porque o maior risco não é a possibilidade de um impeachment. Mas de Dilma jogar a toalha” no. Assim no post “Uma entrevista relevante” de terça-feira, 07/07/2015 às 18:42, em que você dá destaque a entrevista da presidenta Dilma Rousseff à Folha de S. Paulo, você passa a comungar o óbvio, qual seja, que a presidenta não vê nenhuma razão para renunciar. O post “Uma entrevista relevante” pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/uma-entrevista-relevante

    Como eu disse estes textos na mídia contra ou a favor da presidenta Dilma Rousseff mesmo que não fossem tão desarrazoados não fazem a menor importância. Não atingem a presidenta Dilma Rousseff, jogando por terra quaisquer resquícios de popularidade que ela ainda tenha, nem são capazes de a fortalecer politicamente. Servem, entretanto, como um bom indicativo do espírito, do temperamento e do humor do brasileiro e servem para medir o quão próximo da verdade estava o engenheiro mineiro João Camilo Penna quando dizia que “a alma do brasileiro balança entre a Terça-feira Gorda e a Quarta-feira de Cinzas”.

    A fraqueza da presidenta Dilma Rousseff além de decorrer da falta de vivência política dela, da total ausência de carisma, da falta de habilidade vernacular e do enfrentamento do julgamento da Ação Penal 470 e da Operação Lava-Jato, é basicamente originada do problema econômico.

    Para o momento atual, entretanto, parece-me correta a política econômica adotada no segundo governo da presidenta Dilma Rousseff e provavelmente com a pessoa ideal para por em prática a necessária alteração da política fiscal. Em minha avaliação, se tomarmos como exemplo os anos de 1983, 1999 e 2003, tudo parece indicar para uma recuperação econômica em 2016 que, tendo em vista a condução da Presidência da República pela presidenta Dilma Rousseff, não será jogada fora como foi a de 1984, com o Plano Cruzado em 1986, a de 2000 com a falta de planejamento hidroelétrico que resultou no apagão de 2001 e a de 2004, com a valorização do real que se verificou a seguir, embora de certo modo bem aproveitada com a melhora de distribuição de renda e elevada formação de reservas.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 08/07/2015

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