5 de junho de 2026

ONDAS discute captação de águas residuárias em sistemas de drenagem pluvial em tempo seco

O ideal é promover debate público e técnico, com foco na universalização do saneamento, despoluição de corpos d’água e saúde pública.

O documento discute a proposta do Projeto de Norma 177:001.001-006 da ABNT, que trata da captação de esgotos em sistemas de drenagem pluvial durante períodos de tempo seco. O Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) destaca a necessidade de ampliar o debate técnico antes da aprovação da norma, apontando riscos e limitações da solução, especialmente no contexto brasileiro.

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Pontos-chave:

  1. Riscos da solução emergencial:
    • A conexão entre sistemas pluviais e de esgoto pode se tornar permanente, agravando problemas de saúde pública (mau cheiro, vetores, contaminação de praias e rios).
    • Em chuvas intensas (comuns no Brasil), a vazão pluvial supera a capacidade de tratamento, despejando esgotos não tratados diretamente em corpos d’água.
  2. Exemplos nacionais:
    • Em Cabo Frio (RJ), um sistema provisório de captação em tempo seco persiste há mais de 10 anos, sem avanços na infraestrutura de esgotamento sanitário.
    • Bandeiras verdes de balneabilidade podem ser enganosas, pois análises de qualidade da água não consideram chuvas posteriores, como no caso da virose no Guarujá (SP).
  3. Comparação internacional:
    • Países como a Itália implementam a solução com sucesso devido a menor volume pluvial, sistemas sifonados e tratamento universal de esgoto, além de captação das águas das primeiras chuvas — medidas inexistentes no Brasil.
  4. Recomendações do ONDAS:
    • Definir critérios claros para aplicação da norma (áreas de abrangência, situações adequadas).
    • Garantir operação e manutenção contínuas das galerias pluviais, dificultadas pela presença constante de esgoto.
    • Promover debate público e técnico, com foco na universalização do saneamento, despoluição de corpos d’água e saúde pública.

Conclusão:
A solução de captação em tempo seco pode ser útil em casos específicos, mas exige cautela, regulamentação rigorosa e investimentos paralelos em infraestrutura de saneamento. O ONDAS enfatiza a urgência de discutir os riscos antes da normatização, visando evitar consequências negativas duradouras.

Resumo feito com auxílio de DeepSeek

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Victor Lima

    20 de fevereiro de 2025 6:54 pm

    Essa malandragem das concessionários só aumenta seus lucros e reduz a necessidade de investimentos, rendendo mais dividendos para seus acionistas. Se a captação e tratamento é “meia-bomba” e utiliza muitas vezes a rede existente com algumas adaptações, a tarifa cobrada do consumidor deve ser proporcional ao custo da solução utilizada, se é que ela atende aos critérios técnicos especificados nos contratos de concessão. O resto é esperteza.

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