Jornal GGN – Um novo combustível alternativo e renovável, criado em parceria entre a universidade gaúcha Univates e a Sulgás (Companhia de Gás do Estado), já está sendo testado em veículos. O GNVerde foi gerado com experimentos utilizando biometano e está em vias de de atingir alto teor de metano que atenda à especificação técnica exigida pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que é de acima de 96%.
De acordo com a universidade, o gás natural apresenta o que se chama de combustão limpa: uma queima quase perfeita, com baixíssima emissão de poluentes. Outro fator positivo é sua adaptação a diferentes processos produtivos e maior eficiência energética, uma vez que proporciona melhor distribuição do calor e regulagem da chama.
“As emissões são muito menores que a gasolina e outros combustíveis. Para ambientes urbanos, é muito melhor utilizar biometano do que outro combustível, então passa a ser também um caso de saúde pública, pela questão de diminuir a poluição”, afirma o coordenador do Laboratório de Biorreatores da Univates, professor Odorico Konrad.
O primeiro projeto que alcançou o teor exigido está sendo desenvolvido na cidade de Montenegro. O combustível gerado a partir de dejetos de aves poedeiras e de resíduos agroindustriais alcançou o índice de 98% de metano em sua composição química, acima das normas exigidas pela ANP.
Agora, o experimento já conta com cerca de seis veículos movidos a GNVerde no Rio Grande do Sul. “O que está sendo visualizado agora é a utilização de biometano para geração de energia elétrica no campus”, completa o docente.
Com informações da Univates
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