1 de setembro de 2026

AGU protocola segundo HC preventivo para proteger Pazuello; Lewandowski será relator

Ex-ministro da Saúde quer exercer o direito ao silêncio para não produzir provas contra si nem emitir "juízo de valor" em perguntas sem "fato objetivo'
Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello. Foto: Reprodução/Agência Brasil

Jornal GGN – A Advocacia-Geral da União sob André Mendonça protocolou no Supremo Tribunal Federal, nesta quinta (13), um habeas corpus preventivo para garantir o direito ao silêncio ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, convocado para depor na CPI da Pandemia em 19 de maio. O recurso será relatado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que já foi sorteado para analisar outro HC movido pela defesa de Pazuello, exercida pelo advogado Rafael Mendes de Castro Alves.

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Convocado como testemunha, Pazuello recorre ao Supremo com ajuda do governo Bolsonaro para depor com as mesmas garantias constitucionais de um investigado. Ele quer ter direito a não produzir provas contra si mesmo e poder escapar de perguntas que não tenham um “fato objetivo”, mas que levem à emissão de “juízo de valor” de “opiniões pessoais”.

Pazuello também quer ser acompanhado de um advogado durante a oitiva, além de não sofrer “qualquer ameaça ou constrangimentos físicos ou morais, como a tipificação de crime de falso testemunho e/ou ameaça de prisão em flagrante, assegurando-se, como medida extrema, a possibilidade de fazer cessar a sua participação no depoimento.”

Na peça, a AGU sustenta que não restou alternativa senão a apresentação do HC em vista de matérias jornalísticas que indicam que Pazuello poderá ser submetido a “abuso e constrangimento por ocasião da tomada de depoimento”. Para a AGU, a CPI, inclusive, já antecipou “um inadequado juízo de valor sobre culpabilidade” de Pazuello quando tomou conhecimento de que o ex-ministro não poderia comparecer ao depoimento marcado na semana passada, alegando que teve contato com pessoas positivadas para Covid-19.

“O justo receio de sofrer constrangimentos pode ser corroborado por ocorrência recente na ocasião do depoimento da testemunha Fabio Wajngarten, no dia 12 de maio de 2021”. Senadores da CPI chegaram a discutir a prisão de Wajngarten por mentir, tergiversar e omitir informações durante seu depoimento.

O HC, na íntegra, abaixo:

Redação

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. dorival rosseto

    13 de maio de 2021 7:54 pm

    quem planta colhe…

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