Cascavel diz à CPI que era o “facilitador das relações” com o Ministério da Saúde

Empresário diz que foi convidado a suprir a falta de traquejo político dos militares do Ministério da Saúde. Ele negou que tenha negociado vacinas

Foto: Pedro França/Agência Senado

Jornal GGN – O empresário Airton Soligo, mais conhecido como Cascavel, disse à CPI da Pandemia nesta quinta-feira (5) que foi convidado primeiro por Eduardo Pazuello e depois pelo ex-ministro Nelson Teich para ser assessor especial do Ministério da Saúde, mas não chegou a assumiu o cargo, à época, porque Teich pediu demissão da Pasta apenas dois dias após ter feito o convite.

“Fui convidado em 12 de maio para ser assessor especial do ministro Teich. Dois dias depois, pasmem, Teich se demite de forma inesperada”, lembrou.

Político com trajetória no Legislativo e Executivo do interior de Roraima, Cascavel afirmou que mesmo sem ter sido nomeado oficialmente, ele usou de sua experiência para suprir a “falta de traquejo político” dos militares no governo federal.

Seu papel era dialogar com os governadores, prefeitos, parlamentares e secretários de saúde dos estados e municípios sobre a pandemia. “Eu não vim [para o Ministério] como técnico em saúde, eu vim para fazer interlocução com municípios e Congresso”, disse. Cascavel admitiu ter feito conversas via Conasems (Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde) e ter recebido parlamentares, como a senadora Simone Tebet (MDB), que relembrou o encontro na sessão da CPI.

MINISTRO DE FATO. Na imprensa, o empresário foi chamado de “ministro de fato” na era Pazuello, por ser o executor da agenda que deveria ser do então ministro da Saúde. Cascavel negou a alcunha. “Nunca houve processo de terceirização de competências. (…) Eu era o facilitador das relações.”

VACINAS. Na CPI, ele ainda disse que tentou apaziguar as relações de governadores com o Ministério da Saúde em meio à “politização” das vacinas. Ele se negou, porém, a admitir que quem mais politizou as vacinas, bem como o enfrentamento geral à pandemia do novo coronavírus, foi o presidente Jair Bolsonaro.

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