A grande imprensa tem uma dificuldade crônica: entender o foco principal dos fatos. Escolhe um ângulo único e conveniente, descarta os desdobramentos que incomodam. Dois episódios recentes mostram isso com clareza.
O primeiro é o caso do estudante acusado de condutas neonazistas na UFRJ. O noticiário travou na primeira camada do confronto e apagou o que veio depois: a provocação e a agressão do aluno acusado — puxão de cabelo, injúria racial contra o estudante negro que o abordara. Ao recortar só a cena que esvazia a gravidade do racismo estrutural, a imprensa repete o vício de sempre: descarta o contexto, dilui as responsabilidades cruzadas, blinda o essencial atrás de uma narrativa rasa.
Não sabem articular o Tico e o Teco: condenar a pancadaria (que é tratada como linchamento) e, ao mesmo tempo, contar as provocações e a injúria racial.
Essa mesma cegueira para o todo alimenta o desprezo pelos procedimentos democráticos. Rito processual não é burocracia inútil — é a base da estabilidade democrática, a proteção contra injustiças, inclusive para quem está sendo investigado. A imprensa deveria ser a maior guardiã desses ritos: sem segurança jurídica não há jornalismo livre. Mas com frequência assustadora os jornais caem na isca do autoritarismo e compram narrativas que atropelam o devido processo.
O episódio do ministro André Mendonça é um exemplo direto: vazamento de inquérito sigiloso, sem passar pelo STF. A manobra tem dupla intenção — desgastar e implodir a autoridade do Supremo, e forçar a ilegalidade processual para depois anular inquéritos que atingem figuras centrais da política nacional, incluindo Flávio Bolsonaro.
O “ingênuo” terrivelmente evangélico levando todos no bico: anulando o inquérito contra seu candidato e passando a conta ao Supremo.
Ao cair nessas armadilhas, os veículos abrem mão de pensar no amanhã. Ignoram o custo de longo prazo — para a democracia, e para a própria credibilidade do jornalismo.
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Juzépatriotaentreguistaanticorrupcao(sónaodaimprensa)
2 de setembro de 2026 9:42 amNASSIF VC VIU A NOVA DO MORAES ÀS VÉSPERAS DA MANIFESTAÇÃO BOLSONARISTA ENTREGUISTA ANTIBRASIL???EU VI NA IMPRENSA ILIBIDADA AS DENÚNCIAS E O DIA DA MANIFESTAÇÃO TB HAAA ATÉ EU VOU LÁ É PELO BRASIL NÉ !!!
AMBAR
2 de setembro de 2026 9:50 amMendonça, como crente ardoroso que é, em vez de ler a Constituição e ao menos os códigos penais e processuais fica lendo a bíblia.Assim, Mendonça embarca na “síndrome de Sansão”. Cego, cabelinho implantado, acha que já está forte. Estufa o peito, esquenta os musclinhos e empurra as paredes do templo. Vai morrer sob os escombros do seu próprio desastre.
Paulo Dantas
2 de setembro de 2026 10:37 amTudo começa com um vazamento “requentado”.
Sem as respostas do ministro não tem como fazer nada, ele pode ter mandado o cara catar coquinho ou ter feito consultória.
Parece não ter nada ilegal ainda mas tudo na borda da ética.
Mas o poder no Brasil adora uma boquinha. Jato, bebida, p”+@ …
O Master pelo visto era mestre em por gente nos bolsos , esquerdo e direito …
Rogério Amaro Gonçalves
2 de setembro de 2026 11:06 amPerfeito Luís, pena que as pessoas não enxerguem.
Fábio de Oliveira Ribeiro
2 de setembro de 2026 12:49 pmA presidência enfraquecida. O Congresso dominado por ruralistas, evangélicos, PMs, influencers de direita e representantes do crime organizado. Implosão do STF para impedir ou dificultar a repressão aos abusos eleitorais das Big Techs. Só as IAs dos TechBros poderão julgar tudo e todos o tempo todo?