Pazuello precisa explicar à CPI quem ordenou a suspensão de transporte de oxigênio em Manaus

"Por alguma razão, alguém decidiu que aviões iam parar enquanto o Ministério da Saúde decidia o que fazer. Foi tempo suficiente para que pessoas morressem sufocadas", diz procurador

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Com depoimento marcado para a próxima quarta-feira, 19, na CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello deverá ser questionado sobre a crise de abastecimento de oxigênio em Manaus durante a segunda onda da Covid-19.

Em fevereiro passado, o GGN mostrou, a partir de entrevista de Luis Nassif com o procurador da República Igor Spindola, que alguém no governo Bolsonaro determinou a suspensão da entrega de oxigênio aos hospitais de Manaus pela Força Aérea Brasileira (FAB). As horas em que o transporte aéreo ficou indisponível podem ter sido determinantes para gerar uma série de óbitos por asfixia.

“Não é nem à FAB que atribuo [responsabilidade na crise], mas a quem tomou essas decisões de logística que atrasaram o envio. (…) Não tinha como chegar oxigênio de alguma maneira que não fosse com esse avião. Por alguma razão, alguém decidiu que esses aviões iam parar enquanto o Ministério da Saúde decidia o que fazer. Foi tempo suficiente para que oxigênio faltasse e pessoas morressem sufocadas”, disse o procurador.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público.

Assista na entrevista acima.

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