21 de maio de 2026

Retificação ao artigo: O desmonte silencioso que envenenou o mercado de bebidas

Ao contrário do que foi afirmado, a desativação do Sicob nada teve a ver com o envenamento de bebidas por metanol
Reprodução

A correria do dia-a-dia, por vezes, nos induz a erros.

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Foi o caso do artigo “O desmonte silencioso que envenenou o mercado de bebidas no Brasil”.

Nele, atribuo os problemas de metanol à interrupção do sistema Siscobe (Sistema de Controle da Produção de Bebidas), que era uma tecnologia que obrigava cada fabricante a instalar equipamentos homologados, que registravam digitalmente cada garrafa ou lata produzida. As informações eram remetidas automaticamente para a Receita.

No artigo, considerei que o fim do sistema prejudicou especialmente as pequenas e médias indústrias de bebida formalizada. 

Recebi várias informações sobre o sistema. Poderia me valer de um expediente comum, de ignorar os alertas e manter os erros. Mas a responsabilidade do jornalista é com a notícia e com os leitores.

Por isso, no mesmo link do artigo anterior, publico a retificação.

  1. O Sicobe não atuava sobre bebidas destiladas, mas sobre cerveja e refrigerante. No caso dos destilados, não seria possível saber que tipo de produto estaria passando. Por isso, sua desativação nada tem a ver com a tragédia com metanol. Além disso, o Sicobe analisava a quantidade de bebida, não sua qualidade.
  2. O Sicobe teria sido introduzido por pressão das grandes cervejarias para inviabilizar as menores, em função do custo de implantação.

Técnicos da Receita contestam a informação de que o Sicob combateria a fraude. As grandes cervejarias reduzem a tributação com planejamento tributário. Quem sonega a produção são pequenos e médios, que tem outras maneiras de burlar o Sicobe, escondendo linhas de produção, repassando a produção para terceiros.

Segundo matéria da Folha de São Paulo de 2009, mostra que Evereardo Maciel foi alvo de uma investigação da Procuradoria Geral da República, por supostamente ter beneficiado a Ambev em decisões administrativas. Cinco meses depois de deixar o cargo, ele se tornou consultor da Ambev, com salário polpudo. A PGR solicitou à Ambev a íntegra do contrato, mas não foi atendido.

Everardo foi acusado de ter inspirado duas instruções normativas que beneficiavam amplamente a Ambev. A questão é que as instruções foram assinadas em 2004, quando o Secretário da Receita era Jorge Rachid. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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1 Comentário
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  1. ROBERTO DA FONSECA MOTTA FAGUNDES

    3 de outubro de 2025 9:57 am

    Nassif, o Brasil mão produz metanol. Ele é im´prtado dos EUA. Quem importa é o reponsavel pelas mortes ocorridas.
    Como é um alcool, igual o etanol, isopropanol, confundiram o uso. POR CAUSA DO NOME. A formula quimica é completamente diferente.

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