A face escondida do NaziFascismo: a privatização, por Rogério Maestri

Quando Hitler assume o poder, já com a inflação zerada, a privatização foi muito maior do que em qualquer país capitalista

A face escondida do NaziFascismo: a privatização

por Rogério Maestri

A face mais escondida propositalmente do Nazifascismo é a privatização. Com a crise de 1929 grande parte da indústria e do sistema financeiro passou para a mão dos estados que eram liberais até a crise, na República de Weimar com a crise e a hiperinflação a estatização da economia ainda foi mais forte. foi  

Quando Hitler assume o poder, já com a inflação zerada, a privatização foi muito maior do que em qualquer país capitalista, os quatro maiores bancos foram privatizados, a maior empresa pública do mundo a Deutsche Reichsbahn (ferrovias alemãs), a segunda maior sociedade anônima da Alemanha, Vereinigte Stahlwerke AG, (segundo maior grupo siderúrgico do mundo). Além dessas privatizações e centenas de outras os serviços públicos também foram objeto de privatizações e os relacionados aos serviços socais foram entregues a organizações nazistas para controlar as políticas raciais nazistas. O “Laissez-faire” nazista foi até o ponto de Hitler ter declarado que “A característica básica de nossa teoria econômica é que não temos teoria alguma“. 

Na Itália fascista já havia ocorrido o mesmo, porém como o valor das empresas públicas não eram tão grandes e seu porte menor, a farra terminou mais cedo. Quem quiser entender melhor o processo leia os trabalhos do economista catalão, Germa Bel, “From Public to Private: Privatization in 1920’s Fascist Italy” e “Against the mainstream: Nazi privatization in 1930s Germany”, em que ele descreve com valores o processo. 

Tem-se que chamar atenção que Hitler estimulou e regrou em parte os monopólios privados devido ao apoio que dezessete dos maiores grupos privados alemães lhe deram logo no início do seu governo. Esse apoio não foi meramente formal em 1937 Hitler proibiu o estabelecimento de novas empresas com capital inferior a US$200.000 que levou a falência um quinto de todas as empresas pequenas. 

Muitos liberais falam que o regime nazista era intervencionista, porém diversas indústrias simplesmente se negaram a investir em ampliação de setores estratégicos para o esforço de guerra e inclusive até a entrada de Albert Speer em 1942 (ou seja, em plena guerra) a maioria das empresas só trabalhavam na produção de armamentos em dois turnos para não perder lucratividade. 

A perseguição das minorias étnicas como ciganos e judeus, e outros crimes diretos dos nazifascistas são bem retratados principalmente pela cinematografia norte-americana, porém a aliança carnal com o grande capital, a perseguição a esquerda, o congelamento dos salários mesmo com inflação e a privatização da economia não são muito conhecidos por motivos óbvios de inocentar as relações incestuosas entre o nazifascismo e o capital. 

Liberais escondem que a criação de empresas estatais foi mais uma característica de uma fase do fascismo italiano do que uma característica do fascismo, mas ficaria muito chato e vergonhoso a grande imprensa esconder o que realmente é uma característica de todos os regimes nazifascistas e são vergonhosamente abraçada como o núcleo duro da ideologia, pois Vlad, o Empalador, mais conhecido por seu nome fantasia, conde Drácula, era tão cruel como os nazistas, mas não era capitalista. 

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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