Composições de brasileiro ganham salas de concerto no Exterior, por Carlos Motta

Castelões é doutor em música pela Universidade de Boston e, desde 2009, professor de Composição na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Composições de brasileiro ganham salas de concerto no Exterior

por Carlos Motta

O pianista e compositor carioca Luiz Castelões, radicado em Juiz de Fora (MG), terá duas de suas peças executadas em estreia mundial por músicos estrangeiros. No formato online, sua peça “4 Estudos sentimentais”, para piano solo (2020), acaba de ser gravada e lançada pela pianista japonesa Aki Fujii, e “2 Historinhas”, para duo de flautas barrocas contralto (2020), terá estreia online, no dia 17 de maio, pela flautista húngara Boglarka Baykov, radicada na Alemanha. 

Castelões é doutor em música pela Universidade de Boston e, desde 2009, professor de Composição na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Com obras interpretadas por músicos e conjuntos internacionais desde 2003, sua composição “6 Temas Pop”, para piano solo (2020), terá estreia dia 14 de maio pelo pianista Donald Berman, do New England Conservatory, de Boston, Estados Unidos, encerrando o programa do seu concerto presencial em Nova York, onde interpretará também Bach, Ives e Epstein. A peça, uma encomenda feita a Luiz Castelões pelo Ecce Ensemble (EUA), que tocou obras de Castelões em 2018 e 2019, será disponibilizada online ainda este mês.

Já “4 Apitos”, para quarteto de flautas (2020), terá estreia com as islandesas do Aulos Flute Ensemble, encerrando o concerto programado para o dia 29 de maio no Museu de Arte de Reykjavik (Islândia). A composição foi encomendada a Luiz Castelões pela flautista Pamela De Sensi, líder do quarteto feminino que já se apresentou em todos os principais festivais de música na Islândia, além de apresentações nos EUA e na Itália. Assim como as demais, a obra estará disponível nas plataformas de streaming e, os vídeos, no YouTube.

A música de Luiz Castelões começou a ser executada por artistas estrangeiros, primeiramente, na América Latina, chegando aos Estados Unidos em 2005 e, em seguida, na Europa, em 2013. Já foi  gravada por grupos internacionais como o Roadrunner Trio (Holanda, 2020), Ensemble Linea (França, 2019), Aleph Gitarrenquartett (Espanha, 2019), Ecce Ensemble (França, 2018), Ensemble Mise-En (Coreia, 2018 e 2017), Quartetto Maurice (Itália, 2016 e 2014) e Mivos Quartet (Espanha, 2015).

Com influência da música popular brasileira, da música de câmara contemporânea e do universo pop, sua obra recebeu prêmios como os do Ibermúsicas (2015), Escola de Música da UFRJ (menção honrosa, 2012), Festival Primeiro Plano (Melhor Som, 2003) e Funarte (Prêmio da XIV bienal de música brasileira contemporânea, 2001).

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