Jornal GGN – Para evitar um apagão em ano eleitoral, o governo Bolsonaro tem dado mais atenção à expansão da energia termelétrica em detrimento de outras fontes renováveis. Com isso, a tendência é que o custo da conta de luz fique cada vez maior e a matriz energética brasileira tenha uma fatia maior de fontes mais poluentes.
Cálculos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e divulgados pelo Ministério de Minas e Emergia, projetam um custo de R$ 13,1 bilhões devido ao acionamento das térmicas entre janeiro e novembro deste ano. E esse valor será compensado na conta de luz.
Reportagem do jornal O Globo afirma que o impacto no bolso do consumidor deve ser ainda maior. O Ministério de Minas e Energia pretende fazer um leilão para compra de adicional de energia para recompor os reservatórios das hidrelétricas.
O prazo previsto para entrega está previsto para o período de abril de 2022 a dezembro de 2025, com possibilidade de entrega antecipada. A disputa estará aberta para térmicas a gás com custo de até R$ 750 por megawatt-hora (MWh) e a óleo diesel e óleo combustível de até R$ 1 mil/MWh.
O custo deve ser ainda maior do que o visto em processos anteriores, e o governo justifica que o “prazo desafiador” para que a operação seja iniciada gera custos maiores, e que a ampliação da concorrência será suficiente para segurar os preços.
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