O que Hitler, Bolsonaro e Sérgio Moro têm em comum?, por Eduardo Ramos

Mas vamos trazer aqui uma breve síntese do pensamento de Hannah Arendt para que cada um julgue por si se cabe ou não o conceito para Hitler, Bolsonaro e Sérgio Moro.

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O que Hitler, Bolsonaro e Sérgio Moro têm em comum?

por Eduardo Ramos

Para os brasileiros lúcidos e que conhecem minimamente o horror do nazismo e acompanharam com olhos honestos o que foi a Lava Jato e o que tem sido o governo Bolsonaro, a resposta é fácil: à semelhança de Hitler, Bolsonaro e Sérgio Moro carregam em si o que Hannah Arendt chamava de “MAL ABSOLUTO”, de um modo tão perverso, que não se contentariam jamais em “apenas” praticar o mal com suas falas e ações doentias, malignas – é necessário a esse tipo de sociopata ESPALHAR O MAL, fazer discípulos, criar um rebanho que, os adorando, sigam como fanáticos suas crenças, valores, inclusive aprendendo a ODIAR seus inimigos, literalmente como “inimigos pessoais” de cada membro do rebanho humano que os segue.

Mas vamos trazer aqui uma breve síntese do pensamento de Hannah Arendt para que cada um julgue por si se cabe ou não o conceito para Hitler, Bolsonaro e Sérgio Moro.

“Na primeira edição de um dos livros mais clássicos da filosofia política do século XX, As Origens do Totalitarismo (1951), a filósofa Hannah Arendt – disposta a explicar a emergência de formas de governo como o nazismo e, posteriormente, o stalinismo – recupera o conceito kantiano de mal radical para sugerir uma explicação ao sistema social pelo qual todos os homens se tornaram igualmente supérfluos como seres humanos.

Inspirada pelas experiências dos campos de concentração, o mal radical como um MAL ABSOLUTO – não no sentido de extremo, mas arraigado – transformaria a natureza humana, aniquilando a pluralidade e destruindo a espontaneidade de cada indivíduo.”

(Professora Marize Schons, do Ibemec-MG, no Estadão de 19-05-19).

Tornar os homens supérfluos, trazer em si o mal como algo arraigado, transformar a natureza humana, aniquilar a pluralidade, destruir a espontaneidade de cada indivíduo, não foram coisas feitas e perseguidas com afinco por Bolsonaro e Moro, como antes, por Hitler na Alemanha nazista?

O mal absoluto é isso em sua essência, ele é absolutamente perverso por essa capacidade de corromper o homem “por dentro”, levando-o a seguir o “mito”, perdendo sua natureza humana, seus valores civilizatórios, tornando-se ele mesmo, tão bestial e portador do mal absoluto como aquele que passa a ser, de certo modo, o “dono” de sua mente e seu coração. É como uma “possessão” dos homens e mulheres membros daquele rebanho, pelo espírito do “mito” – poucas coisas podem ser tão trágicas e doentias.

Mas não falamos aqui apenas de Bolsonaro, onde esses sinais são mais grotescos, mais aparentes. Sérgio Moro foi o legítimo precursor desse tempo infernal, a ele cabe a PRIMAZIA, foi ele o “primeiro pastor” de uma parte imensa desse rebanho perverso, quando levou a sociedade a acreditar no “juiz-herói”, no “combatente da corrupção” (sic…), sem que enxergassem, em seu estado de torpor mental e fanatismo, o quanto Aécio era poupado, FHC era poupado, Serra era poupado, Alckmin era poupado, e escolhidas a dedo as empresas, políticos e partidos a serem destruídos, inclusive, muitas vezes, como hoje está provado, por interesses diretos dos americanos e suas empresas. Não só foi torpe e cínico, mas destruiu seu próprio país por interesses estrangeiros. Pessoas em seu estado normal, hoje o execrariam e exigiriam uma pena exemplar por tantos estragos causados, o fim da democracia, a destruição de nossas maiores empresas, com centenas de milhares de brasileiros hoje desempregados, e milhões na miséria degradante, por culpa direta do sr. Sérgio Moro e todos os que o celebraram, mídia, Judiciário, elites, classes médias – o rebanho (des)humano de Moro.

As pessoas andam tão enfermas, que nem levaram em conta a entusiasmada frase da sra. Moro, pouco antes de seu marido sair do governo a que serviu por 500 dias: “Meu marido e Bolsonaro são uma só pessoa!” – uma das poucas declarações honestas do casal…

A triste verdade é que fracassamos enquanto nação. Fracassamos em ter instituições sérias. Fracassamos em ser civilizados. Fracassamos no propósito de ser uma nação democrática. E o preço que pagamos é que dois psicopatas, um com algum verniz apesar de patético, o outro, bestial por completo, esses dois psicopatas nos trouxeram até aqui. NÃO HAVERIA BOLSONARO SE ANTES DELE NÃO HOUVESSE UM SÉRGIO MORO!

A questão é: Porque Judiciário, MPF, militares apoiaram um e o outro, inclusive, muitos seguem o presidente genocida até hoje?

Termino por aqui. É essa a nossa sensação de mal estar. É essa a causa de nossa depressão, nossas crises de ansiedade, os transtornos psíquicos se espalhando como uma epidemia. É evidente esse sintoma! De 2014 até 2018, Moro, de 2018 em diante, Bolsonaro. “Uma pessoa só”, disse Rosângela Moro. E ela estava certa. Que sociedade subsiste a tanto horror…?

Chegou a hora de EXPULSARMOS do nosso meio e execrarmos para sempre, essas pessoas, que carregam em si o mal absoluto. E corrompem de modo tão maligno a tudo o que tocam.

O Brasil precisa de paz para se reconstruir.

. (eduardo ramos)

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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2 comentários

  1. Não nos esqueçamos dos delagnois do MPF e das macarenas da PF, tão desprezíveis quanto os citados.
    Por mim, seriam todos fuzilados. É preciso cortar o mal pela raiz.

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