5 de junho de 2026

Novo ataque de Israel contra palestinos deixa três mortos, incluindo um menor de idade

Exército israelense realizou duas ofensivas quase simultâneas, uma delas contra um campo de refugiados na cidade de Nablus, onde uma das vítimas foi um adolescente de 17 anos
Foto: The New Arab/ SamerKKhweirah / al-Araby Al-Jadeed

Dois ataques quase simultâneos realizados pelas forças militares israelenses de Israel nesta terça-feira (15/3) terminaram com a vida de três pessoas e produziram dezenas de feridos na região do deserto de Naqab, na Cisjordânia.

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Um dos alvos dos ataques foi um campo de refugiados na cidade de Nablus, onde uma das vítimas foi um adolescente 17 anos, que não sobreviveu a duas balas que o atingiram no peito e na cabeça. As outras duas vítimas dos ataques também eram homens, porém adultos.

O porta-voz da polícia de fronteira de Israel afirmou que os ataques correspondiam a um operativo para capturar o ativista Ammar Arafat, que é acusado pelo governo israelense de ser um “líder terrorista” – a informação é do canal árabe Al Jazeera, que não detalha se Ammar tem algum grau de parentesco com o antigo líder da OLP (Organização pela Libertação da Palestina), Yasser Arafat.

A autoridade policial também qualificou as vítimas fatais como “cúmplices do terrorismo”, e afirmou que os tiros que produziram as mortes e pessoas feridas teriam sido uma resposta a um ataque prévio supostamente realizado pelos palestinos. Organizações que lutam pelos direitos dos palestinos contestaram essa informação e asseguraram que não houve nenhum ataque prévio às forças israelenses, e que essas sim iniciaram as provocações contra as pessoas que faziam a segurança do campo de refugiados.

Também segundo o canal Al Jazeera, as ofensivas militares israelenses contra campos de refugiados palestinos tem se tornado frequentes nos últimos tempos, e muitas vezes terminam com mortes e feridos.

Em um dos casos, também ocorrido recentemente, uma unidade israelense com soldados disfarçados de palestinos matou Sanad Salem al-Harbed, um homem de 27 anos e pai de três filhos. As autoridades de Israel justificaram o fato dizendo que os soldados estavam investigando dois suspeitos que vivem na região de Naqab, quando a vítima os identificou e teria, supostamente, atirado contra eles, e que seu assassinato foi uma reação a isso. Novamente, as organizações em defesa da Palestina negam que Sanad tenha atacado os soldados ou que possuísse armas de fogo.

Em comunicado publicado nesta terça, a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) afirmou que “a resistência abrangente é a maneira mais eficaz de resistir ao inimigo sionista. A sobrevivência do nosso povo no confronto com as forças de ocupação israelenses nos campos, vilas e cidades palestinas é uma necessidade que deve nos unir cada vez mais, para enfrentar as contínuas agressões dos sionistas”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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