24 de junho de 2026

CEMDP cobra abertura de arquivos da ditadura e lança campanha

Comissão denuncia ocultação de documentos, elogia série jornalística e cria canal para localizar registros sobre mortos e desaparecidos.
Foto MUPA - Museu Paranaense

A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos cobra transparência sobre arquivos da ditadura militar.
A CEMDP critica ocultação de documentos e elogia jornalismo que revelou casos de tortura e estupro.
Foi lançada a campanha “Arquivos da Memória: Onde Estão?” para receber documentos sobre o regime.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) divulgou nota pública em que cobra transparência sobre arquivos da ditadura militar e denuncia a ocultação de documentos oficiais por décadas. O posicionamento ocorre após reportagens da série “Bandidos de Farda”, da jornalista Juliana Dal Piva, que revelaram materiais inéditos sobre a estrutura da repressão e casos de violência, incluindo tortura e estupro.

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No texto, a comissão elogia o papel do jornalismo investigativo por trazer à tona informações mantidas fora do alcance do Estado e critica a versão das Forças Armadas de que tais registros teriam sido destruídos. Segundo a CEMDP, a existência de documentos em acervos privados de ex-militares configura violação ao dever de transparência e afronta às famílias de vítimas.

A nota também anuncia a criação da campanha “Arquivos da Memória: Onde Estão?”, com um canal permanente para recebimento de documentos que ajudem a esclarecer mortes e desaparecimentos durante o regime (1964-1985). A comissão orienta que materiais digitalizados sejam enviados por e-mail e informa que acervos físicos poderão ser encaminhados ao Arquivo Nacional.

Com caráter humanitário, a iniciativa busca incentivar a colaboração da sociedade, especialmente de familiares de ex-agentes do regime, para localizar informações que permitam encerrar o luto de famílias que aguardam respostas há mais de 50 anos. A CEMDP afirma que a revelação da verdade é dever do Estado e não pode permanecer como “segredo de família”.

Leia a nota a seguir:

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