
Por Luiz Alberto Vieira
O Brasil teve entre 2007 e 2013 uma enorme bolha imobiliária. Neste período, os preços dos imóveis novos na cidade de São Paulo aumentaram incríveis 171,9%[1]. Para termos uma ideia do descolamento da realidade desses preços, no mesmo período a inflação acumulada foi de 45,9% e o PIB nominal cresceu 103,1%.
Assim, o Valor Global de Vendas (VGV) na maior cidade do país cresceu de R$ 12,7 bilhões em 2004 para R$ 21,14 bilhões em 2013, em valores corrigidos pelo INCC.
A bolha imobiliária brasileira possui todos os ingredientes de uma bolha típica. Após um aumento da demanda provocado pela consolidação do mercado de massas e alta de preços das commodities, houve um ciclo de alta apoiado na expansão da liquidez por meio da capitalização de grandes incorporadores na Bolsa de Valores e facilidades no acesso do crédito imobiliário.
A especulação se propagou nas maiores cidades do Brasil! Em Brasília, profissionais liberais e servidores públicos financiavam 3 ou 4 imóveis ao mesmo tempo com a construtora, mesmo sem renda suficiente para arcar com os financiamentos. A valorização de um imóvel pagava os custos dos financiamentos dos demais e a compra de mais um imóvel na planta. E assim, girava o ciclo especulativo na classe média.
Corretores imobiliários incentivavam a sanha especulativa dos clientes com a lenda da valorização infinita dos imóveis na capital. Afinal, não se podia construir numa cidade tombada. Pouco importava que estavam lançando um novo setor inteirinho e muito da especulação também ocorria fora do Plano Piloto. Toda bolha possui uma pseudo-racionalidade. A das tulipas era a dificuldade de se cultivar a bela flor!
O mesmo comportamento especulativo aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e nas maiores cidades do Brasil. Copa do Mundo e Olimpíadas justificavam a ciranda da especulação na falta de um tombamento. Basta ouvirmos o barulho das panelas nas varandas gourmets inacabadas para sabermos onde a especulação imobiliária foi mais forte.
Mas ao contrário do que pensavam os corretores de Brasília e os especuladores de todo o Brasil, toda bolha tem um fim.
O setor Noroeste em Brasília, que foi lançado em 2009 com preços na planta de até R$ 14 mil o m2 (ou R$ 19,64 mil em valores corrigidos), hoje tem imóveis prontos sendo vendidos a R$ 8 mil o m2. Em São Paulo, os preços de lançamentos já aumentaram abaixo da inflação em 2014 e em 2015 já começam a recuar.
O impacto na economia das grandes cidades é devastador. O VGV (Valor Global de Vendas) na cidade de São Paulo caiu de R$ 21,14 bilhões para R$ 12,27 bilhões entre 2013 e o ano passado, o que equivale a praticamente 2% do PIB da cidade. O nível de emprego na construção civil do Estado de São Paulo caiu 10,82% em junho de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com 66,7 mil postos de trabalhos perdidos.[2]
Evidentemente, a maior seletividade da Caixa Econômica Federal na comparação com seus pares norte-americanos reduz os efeitos sobre o sistema de crédito. Assim, a bolha brasileira vive um lento desinflar, o que é um pouco melhor do que um estouro de bolha, mas com efeitos que não podem ser desprezados pela condução da política macroeconômica.
[1] Fonte: Embraesp/Secovi-SP – http://www.secovi.com.br/files/Arquivos/preco-medio-residencial-abr-2015…
[2] Fonte: Sinduscon-SP/FGV – http://www.sindusconsp.com.br/downloads/economia/581_Nivel_Atividades.pdf
Ale AR
7 de agosto de 2015 10:45 amDesculpe, mas crei que tem
Desculpe, mas crei que tem que checar esses números. Atendi uma grande construtora paulista em 2010. Apenas essa empresa tinha empreendimentos com VGV de 10 ou 12 bilhôes. No total, o VGV da construtora somava mais de 80 bilhôes.
Não nego que houve bolha, mas não teve as características das bolhas americana, japonesa ou européia. Hoje, com o dõlar a R$3,50, os preços caíram mais de 50% desde 2011 em valores constantes. Mas em reais, continuaram subindo, dando a ilusão de lucro aos vendedores. A recessão, a falta de crescimento econômico e o aperto monetário fizeram o mercado imobiliário parar. Mas não há quebradeiras nos bancos por esse motivo (seguem lucrando de forma pornográfica).
sergior
7 de agosto de 2015 11:18 amMas o texto não fala de
Mas o texto não fala de dificuldades de bancos relacionadas à bolha imobiliária. Fala ao contrário, inclusive, pois aponta as diferenças das análises de crédito no Brasil e outros países. O texto, corretamente, usa o termo “desinflar” para o fenômeno econômico associado à bolha imobilária surgida a partir de 2007, no bojo do aumento do crédito no país. O que se deve avaliar é o estado das grandes imobiliárias e construtoras de imóveis urbanos, muitas com ações cotadas em bolsa e necessidade de apresentação de resultados trimestrais. A bolha imobiliária tem um forte componente, que são os aluguéis, inchados fortemente, sobretudo em função dos grandes eventos, como a Copa e a Olímpiada. A eventual queda dos valores dos aluguéis comerciais pode auxiliar na recuperação das pequenas empresas. Isso, contudo, encontra enorme resistência por parte dos proprietários, que ainda preferem assistir a anos de lojas fechadas que a negociação em bases reais de valores de locação comercial.
Zé Roberto
7 de agosto de 2015 11:11 amO problema é o preço abusivo
O custo do metrô quadro, acabamento normal, é inferior a R$ 1.000,00. Muitas construtoras vendem com lucro de mais de 500%, e ainda entregam os imóveis sem piso, metais e louças sanitários. PREÇOS ABUSIVOS, mas isso pode ser resolvido, basta os bancos públicos limitarem os financiamentos a no máximo R$ 2.000,00/m2.
rdmaestri
7 de agosto de 2015 1:15 pmNão sei de onde tiraste este número!
Olha meu caro amigo, lucro de 500% não existe!
No Brasil há os números das novelas da Globo, onde qualquer pessoa tira um milhão de dólares de uma gaveta para fazer qualquer bobagem. As pessoas perderam o senso do ridículo e este teu 500% de lucro é um caso.
Pode ter havido um ou dois imbecis na cidade de São Paulo ou Rio de Janeiro que compraram um imóvel 400% acima do valor de mercado, principalmente bicheiros, contrabandistas de drogas ou outro do tipo, pois com 500% acima do valor de construção daria para o sujeito comprar um terreno e construir o edifício inteiro ficando com a metade dele.
Primeiro que este custo do metro quadrado a varrer não existe mais, o CUB em função do acabamento sem considerar o preço do terreno (isto que é o importante), ou seja, se os financiamentos fossem limitados a R$2.000,00/m², só seria possível construir casas de Padrão Baixo ou casas de Interesse Social.
Vou colocar uma lista dos custos não considerados no valor do CUB
Fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A – quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador.
Quanto ao valor do terreno este deve ser considerado conforme a região do empreendimento entre 20% a 35% do custo total, pois eses são os índices que são entregues ao proprietário do terreno em área construída, logo considerando um CUB de imóvei de luxo da ordem de 1800/m² se agregarmos o custo do terreno e mais obras complementares sem o lucro do incorporador e construtor isto já vai para quase R$3.000,00/m².
O CUB é um índice que deve ser utilizado para reajuste de contratos, pois fixado o preço inicial este varia com este índice.
DanielQuireza
7 de agosto de 2015 4:26 pmO custo do terreno não seria
O custo do terreno não seria em torno de 10 a 15% ? Na minha região ja ouvi falar coisa nesse snetido .
rdmaestri
8 de agosto de 2015 12:38 amDepende da região.
Aí depende. Se é uma zona meio desvalorizada onde o preço por metro quadrado (de terreno é baixo) independente da qualidade do imóvel a construção terá um valor alto em relação ao terreno logo é possível ter preços abaixo dos 10%.
Por outro lado onde a posição geográfica é extremamente valorizada, mesmo que o padrão seja alto a relação área construída pelo terreno é bem mais alta, podendo com facilidade ultrapassar os 20%.
Também depende da cota terreno, ou seja a quantidade de metros quadrados que se pode construir na área, ou seja, é algo completamente ditado pelo mercado.
DanielQuireza
7 de agosto de 2015 11:27 amAumento de imoveis de 171%,
Aumento de imoveis de 171%, cescimento de 101% e inflação de 46%. Ou seja, se somarmos inflação com crescimento, chegamos perto da valorização dos imóveis.
Essa tática de truncar periodos para se “determinar” que houve algo, tipo uma bolha é bem manjada, mas é falsa.
Os dados, ao contrário do que diz o articulista não configuram bolha alguma.
O que existia era demanda reprimida e aumento de crédito por isso o aumento de construções e aumento de preços, que já estão estabilizados há uns 2 anos.
Não houve nenhuma bolha, apenas aumentos de preços – imóvel não tem preço tabela, então pode variar tanto para baixo como para cima. Da mesma forma que não houve e nem haverá desabamento de preços agora.
Marcos Oliveira
7 de agosto de 2015 11:41 amPIB nominal já inclui a inflação!
Portanto, não cabe somar os dois índices.
E é óbvio e ululante que houve uma bolha no Brasil. O que não temos aqui (ainda) é um gatilho para causar uma queda acelerada nos preços – a maior parte dos financiamentos imprudentes foram realizados pelas construtoras, ocasionando uma série de distratos (devolução do imóvel no momento da entrega). No entanto, estas não têm o interesse em “queimar” tais unidades. Nos EUA, como os imóveis devolvidos iam para os bancos, estes os colocavam em leilão, o que em última linha causou a queda acelerada nos preços.
A única chance do desinflar da bolha se tornar em uma explosão é se uma das grandes construtoras quebrar, mas mesmo assim eu acredito que o governo interviria para tentar segurar a situação. Governo esse que poderia ter tomado medidas macroprudenciais para evitar a especulação mas não o fez, talvez querendo surfar na onda do mercado imobiliário – pelo contrário, o MCMV foi um grande fator de pressão nos preços dos terrenos. Agora, que aguente a ressaca provocada pelo fim dos “bons tempos”.
DanielQuireza
7 de agosto de 2015 12:40 pmQue seja. Aumentos acima do
Que seja. Aumentos acima do PIB nominal não significam bolha.
O programa MCMV é um grande sucesso é das belas iniciativas do Governo do PT.
É preciso criticar os erros e eu os critico sempre aqui e não os acertos.
AlexL
7 de agosto de 2015 4:29 pmO erro é o governo se
O erro é o governo se intrometer no mercado imobiliário, subsidiando projetos (MCMV) ou crédito (CEF). Os preços inflaram por conta desse fluxo de dinheiro.
Não existe nada de belo o governo escolher quem pode e quem não pode comprar imóvel.
Francy Lisboa
7 de agosto de 2015 5:47 pmVc pode comprar pelo MCMV, a
Vc pode comprar pelo MCMV, a não ser que tenha medo de passar recibo de “pobre”.
Há um desejo contido de “eu quero”, mas não posso correr o risco dos meninos da escola me chamarem de pobretão.
Fala sério!
Ernesto GMV
7 de agosto de 2015 12:14 pmNoroeste
No setor noroeste de Brasília, muitos prédios ficaram parados na fundação. Poucos estão sendo entregues.
JoselitoSN
7 de agosto de 2015 12:30 pm“Assim, a bolha brasileira
“Assim, a bolha brasileira vive um lento desinflar, o que é um pouco melhor do que um estouro de bolha, mas com efeitos que não podem ser desprezados pela condução da política macroeconômica.”
E os super estoques? As construtoras não conseguem mais pedalar (lançar mais e mais imóveis na planta).
Os leilões dos devedores estão sendo segurados só para não explodir de vez, mas inevitavelmente virão, e ai nao tem desinflar, tem explosão. No mínimo, tem quebra das construtoras e mudança de rumo dos bancos: deixarão de ser financeiras para serem imobiliárias.
Acho mais possível a explosão. Banco não quer saber de ter imóvel, vão leiloar tudo, pelo preço que pagarem (que estará, no mínimo, 60% abaixo do que as imobiliárias dizem valer)
rdmaestri
8 de agosto de 2015 12:46 amPega um banquinho e espera sentado!
Primeira coisa, bolha não desinfla, explode. Isto que caracteriza uma bolha, quando desinfla quer dizer que o preço está inflado, ou seja acima do preço que dá lucro ao incorporador, quando desinfla atinge o preço que deixa de dar lucro e simplesmente deixam de construir, aí cria uma inflação de demanda e o preço sobe.
Num mercado estável (uma ilusão dos teóricos da economia) se não houvesse crecimento populacional nas cidades significativo, se não houvesse pessoas morando em locais inapropriados este mercado estável poderia existir, porém no Brasil não há a mínima condição de se atingir um preço de equilíbrio, vais estar sempre subindo ou descendo.
Leo V
7 de agosto de 2015 12:42 pmNão convenceu de que se trata
Não convenceu de que se trata de bolha.
Variações de mercado, ainda mais em tempos de vacas mais magras.
rdmaestri
7 de agosto de 2015 12:47 pmEscutem ontem a queda de preços dos Imóveis, da ordem de 5%!
Escutei ontem uma notícia no rádio (não guardei bem a fonte), mas os imóveis no Rio e São Paulo caíram de preço na ordem de 5% com a recessão. Estes valores somados com a inflação não configuram um estouro de uma bolha!
Os processos de refinanciamento dos imóveis no Brasil não tem a mínima semelhança com o norte-americano e na verdade com o aumento real dos salários dos empregados em construção o que houve foi um ajustamento dos preços aos novos níveis salariais.
Atualmente a única coisa que pode cair no preço dos imóveis é um pouco nos insumos, algo nos preços e nas taxas de lucro dos bancos e construtores, que somando tudo isto pode chegar a um máximo maximorum de 25% no preço final.
Como os financiamantos dos bancos exigem uma contrapartida de no mínimo 30% dos incorporadores a chance do sistema entrar em colapso é inexistente.
Se dolarizarmos os preços dos imóveis no Brasil e compararmos com os do exterior ou o valor atinge o mesmo preço ou está bem menor.
De tempos em tempos vem alguém a falar de BOLHA NO MERCADO IMOBILIÁRIO, porém isto não tem o mínimo fundamento, confundem um mercado aquecido, que naturalmente está sujeito a especulações, com BOLHA IMOBILIÁRIA, que as chances de ocorrerem são irrisórias.
DanielQuireza
7 de agosto de 2015 1:10 pmConcordo plenamente, é isso
Concordo plenamente, é isso mesmo.
Qualquer ativo pode variar de preço, não tem nada demais nisso e não significa que é bolha.
Na verdade esse conceito de bolha é bem complexo, para mim, só se sabe de uma bolha quando ela estoura e isso seria algo como uma quede de uns 70% no preço.
E o pior é que tem gente que cai nessa conversa fiada, desde 2007 tem gente falando em bolha imobiliária no Brasil.
Quem tá morando de aluguel desde 2007 esperando o estouro da bolha para comprar o imóvel já deve ter tido um reajuste de uns 200% no aluguel…rsrs
Psblk
7 de agosto de 2015 2:55 pmCaros, a bolha é uma
Caros, a bolha é uma realidade, para mais informações, acessem (Leiam os comentários, são preciosos):
http://www.bolhaimobiliariabrasil.com/
Alexandre Weber - Santos -SP
7 de agosto de 2015 6:49 pmGostei do site
E os comentários realmente são interessantes. Concordo em que Dog Box (menos de 40 m quadrados) deveriram ser proibidas.
Tutu Dez
7 de agosto de 2015 3:29 pmCusta atualmente R$ 948,47 o
Custa atualmente R$ 948,47 o m2, para construir:
http://noticias.r7.com/economia/custo-para-construir-casa-propria-fica-em-r-94847-por-metro-quadrado-07082015
Então pagar mais que R$ 2.000,00 no m2, que já é um lucro absurdo de 100% no preço é só pra quem quer rasgar dinheiro.
Fiquem com as pilhas de tijolos achando que estão ricos, que eu fico com minhas aplicações rendendo 1% ao mês.
Com 0,3% do preço de um imóvel da pra pagar tranquilo o aluguel além da liberdade de poder mudar a hora que bem entender.
Imagina a cara de quem tem R$ 600.000,00 que poderia estar rendendo R$ 6.000,00 por mês empatado num Apto cubiculo, que nunca mais vai conseguir vender por esse preço nem alugar por um valor que renda mais que a miserável poupança.
Agora se vcs gostam de sustentar construtoras, corretores e banqueiros, fiquem a vontade, repetindo aquelas coisas que os mais velhos costumam dizer “imovel nunca desvaloriza”, “quem compra terra nunca erra”, etc…
Alexandre Weber - Santos -SP
7 de agosto de 2015 6:39 pmBolha ou não Cyrela e Gafisa foram pro saco na bolsa
Mercado imbobiliário está muito arisco. Fora o excesso de ofertas em muitas regiões, como aqui em Santos p. ex..
Ze Guimarães
8 de agosto de 2015 12:47 amBolha localizada
A Bolha está só aonde tem dinheiro. No eixo Rio – São Paulo – Brasília, e em cidades maiores, Capitais. Principalmente onde há rodovias passando por perto de uma cidade.
Se sair destas rotas, acha terrenos por 30 mil, 15 mil, 5 mil. Norte e Nordeste são pródigos em vender terrenos por 5 mil, e até casas por este valor. Interior de SP, por 30 mil, 15 mil, existem muitas ofertas, geralmente fora do eixo de cidades grandes e rodovias.
Acima de tudo cidades com PIB alto, tem bolha, e grande oferta de emprego,
A bolha só existe por que há quem pague o que o mercado quer. Sempre quando uma pessoa cede para o mercado, sem pesquisar antes, sem resistir, acaba perdendo.
Ze Guimarães
8 de agosto de 2015 12:53 amPreços caem rápido.
Nos países onde aparecem bolhas deste tipo não existem mecanismos de controle. como um imposto sobre heranças, que impedem a especulação que o terreno fique séculos nas mãos de uma família só esperando “valorizar”.
As bolhas imobiliárias acontecem quando os imóveis são comprados não para uso e geração de riquezas, mas sim para inflar riquezas. Enquanto o país precisa do imóvel para gerar crescimento economico, ele fica nas mãos de poucos, sem utilidade alguma, parado “valorizando”.
Agora chegamos a um limite. Com imóveis custando milhões, e a economia parada, não tem mais para onde subir. Tem imóveis de periferia no Brasil custando mais do que castelos na Europa.
É daqui para baixo.
Conheço um Gerente de Banco amigo meu, que vendeu todos os imóveis dele , antes que a bolha começasse e ficasse difícil vender. Ele previu, que quem faturou faturou, e quem demora a perceber isto vai demorar para vender e perder muito dinheiro, pois os preços dos imóveis caem.
andre2110
7 de janeiro de 2016 1:13 amA bolha vai estourar sim!
Existe de fato uma bolha imobiliária e ela vai estourar em 2016-2017;
Relativo a 2013 teremos quedas nos preços da ordem de 50%(peque os preços de 2013 reduza 50% e depois adicione a inflação até metade de 2017).
O preço dos imóveis onde moro, casas de 100mˆ2 eram de ˜130 mil reais em 2011.
Em janeiro de 2016 estão custando ˜400 mil reais, ou seja, aumento de mais de 3x !!!
Basta uma caminhada pelos bairros para constatar que entre 10-20% das casas e apartamentos da cidade estão a venda(depende do bairro)!!!
Todos os dias fico sabendo de histórias de pessoas demitidas e que estão devolvendo os imóveis, ou seja, o estoque projetado de imóveis que é: “Edificações não vendidas + Edificações em construção + Edificações Devolvidas”, esta aumentando.
E este estoque tem sido bem mais alto do que a demanda. Ou seja, a oferta vai aumentar e a demanda diminuir. A queda só vai parar em 2018, quando a economia deve dar sinais de recuperação.
Quem quer comprar um imóvel geralmente esta numa casa alugada; pois bem, os alugueis onde moro caíram mais de 30%, em alguns casos específicos 60%!!
O inquilino faz as contas e vê que é mais negócio ficar na casa alugada e investir o dinheiro que tem, pois, do contrário ficaria sem reservas e com dívidas na caixa economica….quem é que vai encarar este risco podendo ser demitido a qualquer hora?
Eu mesmo fiz as contas, ia dar um sinal de 450mil, financiar 250mil, pagar prestações de 3.5mil (sendo 2.5 de juros e apenas 1 de abatimento). Pois bem, investirei o dinheiro, um ganho de ˜1.2% ao mês (acima da inflação). E os 2.5 que ia pagar de juros, troquei pelo aluguel de uma casa com 3 suites, novinha, alugada por 2.2.
Resumo da opera: não compre imóves pois os preços ainda estão muito acima da realidade; até final 2017 preços vão dispencar de 30-50%!!
PS: Todos os corretores que conheço, donos de construtoras, bancos, imobiliárias, incorporadoras, …, etc, juram que não existe bolha!! Também os “comentaristas economicos” financiados pelas construtoras afirmam não haver bolha…