10 de junho de 2026

Alimentação e Bebidas ajudam IPCA-15 a desacelerar em janeiro

Prévia da inflação oficial encerra o mês de janeiro em 0,31%; com isso, variação acumulada em 12 meses fica em 4,47%
Foto de Matheus Cenali via pexels.com

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) encerrou o mês de janeiro em 0,31%, resultado 0,09 ponto percentual abaixo do fechamento de novembro, quando atingiu 0,40%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Nos últimos 12 meses, a prévia da inflação oficial foi de 4,47%, abaixo dos 4,72% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2023, o IPCA-15 foi de 0,55%.

Apesar da desaceleração, seis dos nove grupos pesquisados avançaram no mês de janeiro, com boa parte do impacto afetada pelo grupo de Alimentação e Bebidas, com alta de 1,53% e impacto de 0,32 ponto percentual no índice geral.

A alimentação no domicílio subiu 2,04% em janeiro com destaque para o aumento da batata-inglesa (25,95%), do tomate (11,19%), do arroz (5,85%), das frutas (5,45%) e das carnes (0,94%).

Já a alimentação fora do domicílio (0,24%) desacelerou em relação ao mês de dezembro (0,53%). Tanto a refeição (0,32%) quanto o lanche (0,16%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (0,46% e 0,50%, respectivamente).

Na outra ponta, o grupo Transportes registrou queda em janeiro, com variação de -1,13% e impacto de -0,24 ponto no índice geral.  O maior impacto individual negativo ficou com o item passagem aérea, com queda de 15,24% e efeito de -0,16 ponto percentual.

Em relação aos combustíveis (-0,63%), houve recuo nos preços do etanol (-2,23%), do óleo diesel (-1,72%) e da gasolina (-0,43%), enquanto o gás veicular (2,34%) registrou alta. O subitem táxi apresentou alta de 0,69% devido aos reajustes, a partir de 1º de janeiro, de 4,21% no Rio de Janeiro (1,97%) e de 4,61% em Salvador (2,18%).

Ainda no grupo dos Transportes, a variação do ônibus urbano (-3,81%) foi influenciada pelo reajuste médio de 16,67% em Belo Horizonte (9,33%), a partir de 29 de dezembro; e em São Paulo (-21,88%), pela aplicação de gratuidade nas tarifas aos domingos e em algumas datas comemorativas, além do reajuste nas tarifas de trem (6,36%) e metrô (6,36%) a partir de 1º de janeiro. Por conta dos reajustes mencionados, a integração transporte público caiu 11,56% nessa área.

Outros grupos

Em Saúde e cuidados pessoais (0,56%), o resultado foi afetado pelo plano de saúde (0,77%) e pelos itens de higiene pessoal (0,58%), com destaque para as altas de desodorante (1,57%), do produto para pele (1,13%) e do perfume (0,65%).

No grupo Habitação (0,33%), o resultado da energia elétrica residencial (-0,14%) foi influenciado pela incorporação de alterações nas alíquotas de ICMS em Recife (1,56%), Fortaleza (-0,18%) e Salvador (-3,89%), além da apropriação residual do reajuste de -1,41% nas tarifas de uma das concessionárias pesquisadas em Porto Alegre (0,32%), a partir de 22 de novembro.

Dentro da alta da taxa de água e esgoto (0,56%) foi influenciada por reajustes tarifários aplicados em diversas regiões, mas também houve reajustes que geraram impacto no gás encanado (1,01%): 3,30% em São Paulo (2,74%), a partir de 10 de dezembro; redução média de 0,45% no Rio de Janeiro (-0,23%) a partir de 1° de janeiro; e redução de 6,82% em Curitiba (-3,15%), também a partir de 1º de janeiro.

Quanto aos índices regionais, dez áreas tiveram alta em janeiro. As maiores variações foram registradas em Belo Horizonte (0,88%), por conta das altas em ônibus urbano (9,33%) e na batata-inglesa (34,30%).

Já o menor resultado ocorreu em Brasília (-0,41%), que apresentou queda nos preços da passagem aérea (-21,31%) e na gasolina (-3,72%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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