A prévia da inflação oficial medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) pode ter atingido seu menor resultado mensal desde junho de 2020, mas a alta dos alimentos foi o destaque dos dados de julho.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula alta de 5,79% no ano, e 11,39% em 12 meses, abaixo dos 12,04% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2021, a taxa foi de 0,72%.
Ao longo do mês, o índice de preços do grupo alimentação subiu de 0,25% para 1,16%, puxado pelo leite longa vida (22,27%) e derivados como requeijão (4,74%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%).
Outros destaques no grupo foram as frutas (4,03%), que haviam tido queda em junho (-2,61%), o feijão-carioca (4,25%) e o pão francês (1,47%). Com isso, a alimentação no domicílio variou 1,12% em julho.
O preço da alimentação fora do domicílio que teve alta de 1,27% em julho, ante 0,74% do mês anterior. Tanto o lanche (2,18%) quanto a refeição (0,92%) tiveram variações superiores às registradas em junho (de 1,10% e 0,70%, respectivamente).
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A maior variação percentual ficou com o grupo Vestuário, que subiu 1,39% e já acumula um crescimento de 11,01% ao longo do ano. Os destaques ficaram com as roupas masculinas, cujos preços subiram 1,97%, calçados e acessórios (1,57%) e roupas femininas (1,32%).
Pelo lado das quedas, os destaques ficaram com os grupos Transportes (-1,08%) e Habitação (-0,78%), que contribuíram conjuntamente com -0,36 ponto percentual (p.p.) no índice do mês.
Tal desaceleração é reflexo da sanção da Lei Complementar 194/22, que reduziu as alíquotas de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. A lei federal foi posteriormente incorporada no âmbito das legislações estaduais, contribuindo para o recuo de preços observado nesses grupos.
O grupo Transportes apresentou queda mais significativa por conta da redução de 5,01% no preço da gasolina e de 8,16% no do etanol. Na parte de energia, houve redução de ICMS em várias regiões.
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