10 de junho de 2026

Americanas apresenta plano de recuperação judicial com venda de ativos e aporte de R$ 10 bilhões

Aporte bilionário será feito pelos três grandes acionistas milionários da empresa. Já entre os ativos a serem vendidos esta a rede de Hortifruti Natural da Terra

A Americanas entregou, na noite desta segunda-feira (20), seu plano de recuperação judicial à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. No ínicio deste ano, a empresa admitiu ter R$ 43 bilhões em dívidas, com 16,3 mil credores.

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O plano de uma das maiores redes de varejo da América Latina, apresentado no limite do prazo estabelecido pela Justiça, inclui aporte de R$ 10 bilhões, além de vendas de ativos, leilão reverso e conversão de dívidas em ações. 

Segundo o documento, o aporte bilionário será feito pelos três grandes acionistas milionários da empresa: Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Já entre os ativos a serem vendidos estão uma aeronave avaliada em mais de R$ 40 milhões, a rede de Hortifruti Natural da Terra e a participação no Grupo Uni.Co, que inclui empresas como a Imaginarium.

A estimativa da Americanas é de utilizar até R$ 2 bilhões dos recursos obtidos com bens que serão vendidos para reduzir sua dívida. Essas e outras ações foram propostas para que a empresa supere os problemas financeiros e continue suas atividades.

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Pagamento de dívidas até 2043

A partir da reestruturação, a Americanas pretende pagar credores trabalhistas, microempresas e pequenas empresas em até 30 dias após a homologação do plano de recuperação judicial.

Já para os demais credores, como fornecedores e financeiros, os prazos devem variar de acordo com crédito em aberto, podendo chegar a março de 2043 para aqueles que não optarem pelas alternativas do plano de recuperação judicial.

Contudo, a empresa afirmou que plano segue em discussão e está sujeito a revisões e ajustes.

Com informações do G1.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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  1. José Carvalho

    21 de março de 2023 5:21 pm

    Dificilmente os gestores da Lojas Americanas deixam de possuir uma enorme parcela de responsabilidade no quadro a que chegou a empresa. Mas por mais boa vontade que possa existir, e que boas ideias aflorem, sem clientes com capacidade de consumo a situação será bastante difícil. Apesar de tudo, cabe ressaltar o empenho dos três sócios principais em tentar viabilizar a reestruturação da empresa. A inversão de expectativas da economia brasileira, desse quadro de continua tudo igual em que a falta de ambição de curto e longo prazo no País impera, será essencial caso o Brasil ainda deseje chegar a algum lugar. Do jeito que veio até aqui, pode continuar indo. Mas com o resultado sistêmico de não ter chegado a nenhum lugar de fato. O “empurrando com a barriga” , onde ninguém se mexe de fato e todos reclamam de tudo e todos também.

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