23 de junho de 2026

Apesar de recorde, endividamento dos brasileiros é baixo em relação a outros países

Da Agência Brasil

    Wellton Máximo
    Repórter da Agência Brasil

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    Brasília – Apesar de ter atingido níveis recordes, o endividamento das famílias brasileiras é baixo em relação a outros países. Segundo levantamento divulgado pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira (25), os brasileiros tinham 45,36% dos rendimentos comprometidos com dívidas, no maior nível registrado desde o início da série, em janeiro de 2005.

    O número refere-se à comparação entre as dívidas das famílias com o Sistema Financeiro Nacional e os rendimentos acumulados nos últimos 12 meses. Há oito anos, esse percentual correspondia a apenas 18,39%, mas subiu gradualmente até ultrapassar 40% em março de 2011. Mesmo com esse salto, os brasileiros ainda usam pouco o crédito na comparação com as economias avançadas.

    Segundo os levantamentos mais recentes, em grande parte dos países desenvolvidos, a população deve mais do que a própria renda. Nos Estados Unidos, de acordo com o órgão responsável pelo censo, o endividamento médio das famílias equivale a 101,7% dos rendimentos.

    Na Europa, as dívidas superam 100% da renda na Estônia, na Espanha, na França, em Portugal, na Finlândia, na Suécia e no Reino Unido, conforme o Eurostat – órgão oficial de estatísticas da União Europeia. Na Dinamarca, na Irlanda, no Chipre, na Holanda e na Noruega, a proporção supera 200%.

    De acordo com o economista Fabio Gallo, especialista em crédito da Fundação Getulio Vargas, o que impede o endividamento dos brasileiros de atingir os níveis dos países desenvolvidos são os juros altos, que se refletem no alto valor das prestações. “A grande diferença do Brasil em relação aos países avançados nessa questão não está somente no nível de endividamento, mas no serviço da dívida, que é muito mais alto no Brasil do que em outros países”, explica.

    Segundo o levantamento do Banco Central, as famílias brasileiras comprometem, em média, 21,4% da renda mensal com prestações. Desse total, 12,74% referem-se a juros e somente 8,66% dizem respeito à amortizações, pagamento do principal da dívida que reduz o saldo devedor.

    “Nos Estados Unidos ou na Europa, as famílias se endividam além da renda, mas pagam prestações relativamente pequenas e com prazos longos. No Brasil, é justamente o contrário. O endividamento é baixo, pelo menos em relação a esses países, mas as prestações consomem boa parte do salário”, pondera o especialista da FGV.

    Por causa dos altos juros e da inadimplência, o professor diz que o maior endividamento dos brasileiros deve ser visto com cautela. “Boa parte desse endividamento não está relacionada a investimentos de longo prazo, como a casa própria, mas ao próprio consumo. Muita gente comprou carro em 2009 e não conseguiu pagar. Daí, recorre a financiamentos para pagar dívidas de consumo”, ressalta.

    Segundo o professor, os juros altos no Brasil criam um círculo vicioso em que a inadimplência que se reflete em taxas ainda mais altas para os tomadores de crédito. “Infelizmente, a inadimplência em geral é repassada para as taxas dos bancos. O cadastro positivo [relação de bons pagadores] pode melhorar isso, mas o processo ainda está no início”, avalia.

    Edição: Davi Oliveira

     

    Lourdes Nassif

    Redatora-chefe no GGN

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    5 Comentários
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    1. Mais é óbvio

      27 de outubro de 2013 3:03 pm

      Todfos que tinha maior

      Todfos que tinha maior quebraram e o Brasil continua em pé

    2. Yacov

      27 de outubro de 2013 3:32 pm

      CADASTRO POSITIVO, para que e

      CADASTRO POSITIVO, para que e para quem ?!? Tudo para facilitar a vida dos BANCOS E FINANCEIRAS. Porque é que esses manés não conversam entre si, não fazem pesquisa de crédito e saem dando crédito iresponsavelmente a maus pagadores ?!?! Eles que apliquem os BILHÕES que tem de lucro a cada ano em melhores serviços. VÃO TRABALHAR VAGABUNDOS RICOS !!

      ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF de 4 para a gloBBBo !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, o DEUS ‘MERCADO’ & SEUS LACAIOS & ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    3. NALDO

      27 de outubro de 2013 3:53 pm

      Aqui se deve muito por que é

      Aqui se deve muito por que é tudo caro, se financiar então, o preço explode, vc compra um carro a vista por tres vezes o seu valor e se financiar passa a pagar por 5,6 vezes, não se vende o carro, se vende o financiamento, em imóveis a mesma coisa com o nosso querido governo dando um jeitinho das construtoras aumentarem ainda mais o valor colocando o limite de financiamento nas estrelas; aqui não se vende produtos e sim dividas, e se o cidadão ficar inadimplente, é a glória, taca juros e mais juros para o cabra pagar.

    4. Alda Maris

      27 de outubro de 2013 5:51 pm

      Que bom. Significa que

      Que bom. Significa que estamos menos ferrados que os outros? Neste mundo de crédito fácil, tá todo mundo cheio de débito. Esta é a lei (do carma)

    5. Motta Araujo

      28 de outubro de 2013 12:14 am

      Comparação confusa.

      Comparação confusa. Rendimentos de que periodo? Da divida, anuais. mensais? Financiar so consumidor nos EUA tem juros de 3 a 6% AO ANO, aqui é ao mês, muda completamente a comparação.

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