4 de junho de 2026

As dificuldades da moeda mundial

Moeda mundial em nada resolve o problema atual.

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Os Eua continuariam emitindo Dólar, os bancos americanos converteriam para ‘bancor’, reconverteriam para Real e encharcariam o mercado brasileiro, valorizando nossa moeda. Estariamos com altas reservas desvalorizadas de ‘bancor’ a espera do refluxo de capitais.

Em relação às demais moedas ocorreria o mesmo, porém em menor proporção, fazendo com que o Real também se valorizasse em relação ao ‘bancor’ mais do que a elas.

OproO problema é o que o Brasil está pagando juros altos para realizar política monetária, leia-se conter inflação, em um mercado inundado por reais decorrentes de investidores estrageiros de curto prazo, que não pressionam inflação e, portanto, não deveriam ser pacientes de política monetária.

Ou seja, jogamos dinheiro fora ao pagarmos juros que não interferem na política de controle de inflação.

A saída, que ao que parece vai ser utilizada, é a imposição de dificuldades ao capital de curto prazo, para que ele não seja estimulado pelos juros altos internos, mantendo nossa política monetária dominantemente em relação aos nacionais.

Quem quiser investir em títulos brasileiros que invista nos Global bonds, o que permite ao governo converter em reais à medida que necessite (provavelmente não mais, visto não ter demonstrado tal necessidade nos últimos anos).

A idéia é que os Global bonds remunerem a mesma taxa real (descontados impostos, custos e inflação) dos títulos domésticos, desconsiderando o prêmio de risco cambial desse últimos. Isso é alcançado por taxação na aplicação estrangeira em renda fixa.

Agora, esse papo de moeda global é coisa da época do padrão ouro. Não funciona no padrão fiduciário atual.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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