10 de junho de 2026

Ata do Copom sinaliza início de corte de juros, mas mantém cautela com inflação

Banco Central indica início do ciclo de corte da Selic, mas reforça cautela diante de incertezas e necessidade de manter juros restritivos
Banco Central do Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A ata mais recente do Comitê de Política Monetária reforça uma mensagem clara ao mercado: o ciclo de queda da taxa Selic está próximo, mas será gradual e dependente do comportamento da inflação.

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O documento, divulgado pelo Banco Central do Brasil, indica que a autoridade monetária começa a discutir a flexibilização da política de juros, mas ainda vê necessidade de manter condições restritivas por mais tempo para garantir a convergência da inflação à meta.

Segundo a ata, o ambiente econômico segue marcado por incertezas — tanto externas quanto internas.

No cenário global, o Copom destaca tensões geopolíticas e instabilidade financeira, fatores que exigem cautela de países emergentes como o Brasil.

Já no cenário doméstico:

  • a atividade econômica mostra desaceleração moderada
  • o mercado de trabalho segue resiliente
  • a inflação apresenta melhora, mas ainda demanda atenção

As projeções do Banco Central indicam inflação de 3,4% em 2026 e 3,2% no horizonte relevante (2027) — números próximos da meta, mas ainda dependentes de condições restritivas

Política monetária: transição com “freio puxado”

O ponto central da ata está na mudança de fase da política monetária.

Após um longo período de juros elevados, o Copom avalia que a estratégia começa a produzir efeitos — com sinais mais claros de desinflação e transmissão da política monetária para a economia.

Com isso, o comitê passou a discutir a “calibração” da taxa de juros, abrindo espaço para cortes futuros.

Ainda assim, o tom é firme:

  • juros devem permanecer em nível restritivo por período prolongado
  • cortes dependerão de novos dados econômicos
  • o ritmo e a intensidade da queda serão definidos ao longo do tempo

O próprio Copom sinaliza que pode iniciar a flexibilização “na próxima reunião”, caso o cenário evolua conforme esperado.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    26 de março de 2026 8:46 am

    Aqui é 7º céu da usura. Enquanto isso, o governo de extrema direita do Chile mostra ao que veio:
    “Chile sobe combustíveis em até 54% e gera corrida aos postos”.

    O Amiguinho do Flávio Bostonaro vai massacrar a população chilena.

  2. Rui Ribeiro

    26 de março de 2026 2:23 pm

    O Galípolo poderia se chamar Zé Cautela. Ele sempre terá uma desculpa para cozinhar o galo, enquanto canaliza para a cloaca dos banqueiros rios de dinheiro.
    Não bastam a subida dos combustíveis, é preciso também que os juros estejam elevados. O povo tem que sofrer.

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