4 de junho de 2026

Balanço da economia em 2015 e perspectivas para 2016

Economistas avaliam os acontecimentos econômicos do país e o que podemos esperar para 2016
 
 
A economia do Brasil passou por um ano conturbado de notícias, desde a exaustiva luta entre Executivo e Legislativo para a aprovação do Orçamento do Governo Federal, até o pacote fiscal proposto pelo então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que acabou não dando certo e dividindo o governo.
 
Ainda, durante o ano, o Brasil sofreu sucessivos rebaixamentos de sua nota de bom pagador, começando em setembro, quando a Standard & Poor’s o derrubou para a categoria “especulativa”. No mês seguinte, a Fitch Rating rebaixou o Brasil de “BBB” para “BBB-“, mantendo o país dentro da categoria de bom pagador. Mas em dezembro, não teve jeito, a consultoria tirou a nota de crédito soberano de longo prazo do Brasil. 
 
Em dezembro recebemos a notícia de aumento de juros nos Estados Unidos que, com uma economia mais robusta que a brasileira, deverá atrair investimentos no próximo ano que poderiam ser aplicados aqui. E, para fechar 2015, Joaquim Levy pediu demissão, apenas um ano após ser empossado na Fazenda. A saída já era esperada, porém prevista para janeiro, quando o Planalto já estaria com um nome forte em mãos para não preocupar os agentes econômicos. 
 
Para avaliar todos esses acontecimentos, o enlace entre a crise política e a crise econômica, e o que podemos aguardar para 2016, Luis Nassif recebe no programa Brasilianas.org que será exibido nesta segunda (28), às 23h, na TV Brasil, o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, a professora do Departamento de Economia da FEA-USP, Laura Carvalho, e o professor titular do Departamento de Economia da FEA-RP/USP, Rudinei Toneto Jr
 
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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5 Comentários
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  1. drigoeira

    28 de dezembro de 2015 10:42 am

    Este governo perdeu para os rentistas!!!

    Desde a crise de 2008 o país alimenta o mercado de juros, perdeu a oportunidade de fazer uma política de juros baixos. Agora é esperar outro governo que não seja o PT ou PSDB.

    1. Roque

      28 de dezembro de 2015 4:17 pm

      Drigo, sem eira nem beira,

      Drigo, sem eira nem beira, esperar o que, de quem? Que referência você tem para achar que “outro” não será bem pior? Qual seu referencial histórico?

  2. Guilherme Martins

    28 de dezembro de 2015 8:16 pm

    O Levy fez ajuste fiscal. O
    O Levy fez ajuste fiscal. O problema é que a alta da Selic diminuiu a arrecadação, produzindo déficit. Não muda muita coisa trocar o Levy pelo Barbosa. Qualquer possibilidade de retomada do crescimento passa, necessariamente, por uma alteração da política cambial via Bacen.

    1. Miguel A. E. Corgosinho

      28 de dezembro de 2015 9:34 pm

      Cria coragem e diga que é de

      Cria coragem e diga que é de alteração da política monetária – de reduçao dos juros – via Bacen.

  3. Miguel A. E. Corgosinho

    28 de dezembro de 2015 9:30 pm

    Não é que é que Levy não
    Não é que é que Levy não tenha dado certo, ele só queria chegar até a formula plena do ajuste fiscal. A Dilma disse um basta e a economia de 0,7 ficou em 0,5 do PIB. O governo não se dividiu, como afirma os economistas, ao contrário, o mercado especulativo perdeu espaço. Para não ficar feio, as agências se deram a própria nota com o país, de grau especulativo.                                                                                                                                                                                                                                   Ora, visto que o poder matemático do crédito é de natureza métrica do próprio PIB, o Brasil precisa desmascarar as consultorias que determinam a nota de crédito, como se o crédito soberano desse a paternidade da economia que existe da origem de submissão à multiplicidade do mercado financeiro – de forma negativa. O governo deixou vago o seu trono para as regras de transmissão ao poder especulativo a par da formula dos bens produzidos, porque era para termos leis positivas, em primeiro lugar para os números naturais do Estado, compartilhados como resultantes da sociedade.                                                                                                                                                                             O que podemos aguardar para 2016 se não transferirmos essas intervenções de circunstância particulares no momento que elas nascem de causas importantes para os EUA, e não de analogias fornecidas pelo PIB? – Dinheiro para os herdeiros do mercado financeiro que, ao mesmo tempo do dólar, tem o destino superior de toda herança de intermediação da responsabilidade fiscal desde quando deixaram no abandono a formula do objeto – de que a crise provém – sem o conteúdo do seu valor: mais inflação, mais juros, mais recessão, mais pobreza e conflitos registrados nas crônicas da mídia; porque ninguém pensa em fugir deles para assumir os limites da situação que estamos a falar.

     

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