A última Assembleia Anual dos Governadores do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aprovou resoluções que vão de encontro com objetivos como redução da pobreza e da desigualdade na América Latina.
Chefiada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a delegação brasileira apresentou pontos de debate voltados a temas como crescimento inclusivo e mudanças climáticas, e três resoluções apresentadas foram discutidas e aprovadas na ocasião:
- Uma nova estratégia institucional do Grupo BID para os próximos sete anos cujas reformas propostas viabilizarão empréstimos de maior escala com impacto significativo na redução da pobreza e da desigualdade na América Latina e no Caribe.
- Um novo modelo de negócios e um aumento de capital de US$ 3,5 bilhões para o BID Invest, o braço privado do Grupo, que alavancarão significativamente o investimento privado na região, gerando mais empregos formais e financiando a transição da região para uma economia de baixo carbono.
- A recapitalização do BID Lab, uma organização única ao Grupo BID, dedicada a apoiar inovação e startups. No Brasil, o BID Lab já investiu mais de US$ 240 milhões apoiando um total de mais de 31 empresas do tipo ‘unicórnio’ (empresas iniciantes com valor de mais de US$ 1 bilhão).
A ministra Simone Tebet também propôs a necessidade de aumento de capital do BID, em processo a ser realizado de forma criteriosa uma vez que a última revisão de base efetuada foi realizada 14 anos atrás, em uma situação completamente diferente.
Tebet ressaltou pontos prioritários para o Brasil no novo modelo de negócios do BID Invest, como maior descentralização, atenção às áreas mais empobrecidas (como Norte e Nordeste do Brasil), mais financiamento em moeda local e maior mobilização de recursos do setor privado.
“Esse modelo permitirá financiamento anual para 2,5 milhões de micro e pequenas empresas, 306 mil mulheres empresárias, 44 mil agricultores e 1,6 milhão de pessoas pobres e vulneráveis na região. Com mobilização do setor privado vamos melhorar a vida daqueles que mais precisam”, disse a ministra.
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