10 de junho de 2026

Novo modelo de negócios do BID tem foco na redução de desigualdades e pobreza na AL

Aprovação vai permitir financiamento anual para micro e pequenas empresas, agricultoras, mulheres empresárias e pessoas pobres e vulneráveis
Abertura da Assembleia Anual de Governadores do BID. Foto: Flickr BID

A última Assembleia Anual dos Governadores do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aprovou resoluções que vão de encontro com objetivos como redução da pobreza e da desigualdade na América Latina.

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Chefiada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a delegação brasileira apresentou pontos de debate voltados a temas como crescimento inclusivo e mudanças climáticas, e três resoluções apresentadas foram discutidas e aprovadas na ocasião:

  • Uma nova estratégia institucional do Grupo BID para os próximos sete anos cujas reformas propostas viabilizarão empréstimos de maior escala com impacto significativo na redução da pobreza e da desigualdade na América Latina e no Caribe.
  • Um novo modelo de negócios e um aumento de capital de US$ 3,5 bilhões para o BID Invest, o braço privado do Grupo, que alavancarão significativamente o investimento privado na região, gerando mais empregos formais e financiando a transição da região para uma economia de baixo carbono.
  • A recapitalização do BID Lab, uma organização única ao Grupo BID, dedicada a apoiar inovação e startups. No Brasil, o BID Lab já investiu mais de US$ 240 milhões apoiando um total de mais de 31 empresas do tipo ‘unicórnio’ (empresas iniciantes com valor de mais de US$ 1 bilhão).

A ministra Simone Tebet também propôs a necessidade de aumento de capital do BID, em processo a ser realizado de forma criteriosa uma vez que a última revisão de base efetuada foi realizada 14 anos atrás, em uma situação completamente diferente.

Tebet ressaltou pontos prioritários para o Brasil no novo modelo de negócios do BID Invest, como maior descentralização, atenção às áreas mais empobrecidas (como Norte e Nordeste do Brasil), mais financiamento em moeda local e maior mobilização de recursos do setor privado.

“Esse modelo permitirá financiamento anual para 2,5 milhões de micro e pequenas empresas, 306 mil mulheres empresárias, 44 mil agricultores e 1,6 milhão de pessoas pobres e vulneráveis na região. Com mobilização do setor privado vamos melhorar a vida daqueles que mais precisam”, disse a ministra.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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