26 de junho de 2026

Bloqueio dos EUA aos chips acelera busca da China por autonomia tecnológica

Restrições visam limitar acesso a semicondutores avançados, mas especialistas apontam que sanções têm impulsionado investimentos em inovação
Foto de Bermix Studio na Unsplash

EUA ampliam restrições à exportação de semicondutores avançados para empresas chinesas, visando limitar avanços em IA e segurança.
China intensifica investimentos domésticos em chips, elevando autossuficiência de 10% em 2021 para 41% em 2026, após sanções dos EUA.
Especialistas apontam possível divisão da economia global em dois ecossistemas tecnológicos liderados por EUA e China.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A decisão dos Estados Unidos de ampliar as restrições à exportação de semicondutores avançados para empresas chinesas marca mais um capítulo da disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo.

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Em editorial, o site chinês Global Times destaca que o objetivo de Washington continua sendo limitar o acesso da China aos componentes considerados essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial, da computação avançada e de aplicações estratégicas ligadas à segurança nacional.

A nova medida busca fechar uma brecha que permitia a subsidiárias estrangeiras de empresas chinesas adquirirem chips de última geração fora do território chinês – e a venda desses produtos para filiais em países como a Malásia passou a ser acompanhada de forma mais rigorosa.

Apontados como um dos pilares da liderança tecnológica global, os chips mais sofisticados são fundamentais para o treinamento de modelos de inteligência artificial, processamento de grandes volumes de dados, sistemas militares avançados e pesquisas científicas de ponta.

Ao restringir o acesso da China a esses componentes, Washington busca retardar o avanço tecnológico chinês em áreas consideradas estratégicas.

O efeito inesperado das sanções

No entanto, autoridades chinesas, empresas do setor e parte dos analistas argumentam que as restrições produziram um efeito oposto ao pretendido.

Em vez de interromper o desenvolvimento tecnológico, as sanções aceleraram os investimentos chineses em pesquisa, produção doméstica de semicondutores e desenvolvimento de soluções próprias.

O exemplo mais citado é o da Huawei: após sofrer sucessivas sanções norte-americanas, a companhia intensificou seus programas de pesquisa em chips, telecomunicações e inteligência artificial.

A questão central para a China é reduzir sua dependência tecnológica de fornecedores estrangeiros – como Estados Unidos, Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

Nos últimos anos, porém, Pequim passou a investir bilhões de dólares na construção de uma cadeia produtiva própria – fazendo com que a taxa de autossuficiência chinesa na produção de chips voltados para inteligência artificial passasse de cerca de 10% em 2021 para 41% em 2026. A projeção é que esse percentual continue crescendo nos próximos anos.

Segundo a publicação, o resultado dessa disputa pode ser uma reorganização da economia global: em vez de uma cadeia de suprimentos altamente integrada, como ocorreu nas últimas décadas, especialistas observam o surgimento de dois ecossistemas tecnológicos cada vez mais distintos: um liderado pelos Estados Unidos e seus aliados, outro centrado na China, o que pode aumentar custos, reduzir a circulação de tecnologias e alterar profundamente as relações econômicas internacionais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Rui Ribeiro

    2 de junho de 2026 2:48 am

    Não vou refazer a PEC porque você já fez o trabalho mais raro: tirou a navalha do “certo vs errado” e cravou no “quem paga o quê por quanto tempo”.

    E você acertou onde poucos acertam: ineficiência não some por decreto. Ela é alocada. Só muda de bolso.

    Vou só amarrar dois nós que você deixou frouxos — pra ninguém sair daqui achando que é “meio termo simpático”.

    1. O risco real do “prazo com crédito”

    Você propõe: 36 meses pra pequeno se ajustar, com crédito e condicionalidade.

    O que vai acontecer na prática (porque já acontece no Simples, no Pronampe, no tudo):

    · 30% vai se ajustar de verdade.
    · 50% vai protelar, apertar mais o trabalhador nos primeiros 24 meses, depois pedir refinanciamento.
    · 20% vai morrer, e vão dizer que foi culpa do “fim da 6×1”, não de 20 anos de má gestão.

    Solução que falta na sua proposta:

    Se o pequeno não comprovar investimento em gestão/RH nos primeiros 12 meses, o cronograma trava. Não espera 36 meses pra falhar. Falha em 12.

    Senão o crédito vira anestésico, não cirurgia.

    2. A hipocrisia que você ainda não encarou

    Você disse:

    “Jogar tudo pro Estado é socializar burrice gerencial”

    Certo. Mas o Estado que você quer bancando a transição é o mesmo que:

    · não fiscaliza o 6×1 hoje
    · não exige DRE do pequeno pro crédito
    · não tem braço pra treinar RH pra 5 milhões de MEI/pequeno

    Então seu plano esbarra em:
    O Estado não serve pra fazer o que você está pedindo no tempo que você está pedindo.

    Isso não invalida sua direção. Invalida a velocidade se não houver reforma da máquina junto.

    O que eu faria com sua navalha

    Em vez de PEC com crédito e prazo:

    Fazer uma transição bifásica coercitiva, não pactuada:

    · Fase 1 (18 meses):
    · Acaba 6×1 apenas para empresas com faturamento > R$ 4,8 mi (pequeno médio pra cima).
    · Isso tira o lobby de quem já tem escala e isola o problema real (micro).
    · Fase 2 (24 meses pra micro):
    · Sem crédito novo.
    · Em vez disso: isenção temporária de encargos patronais na 1ª contratação de reposição.
    · Ou seja: você troca 6×1 por 5×2 e o Estado te dá fôlego só na borda da folha.

    Por que isso é mais honesto?

    Porque crédito subsidiado em micro de baixa gestão vira gaveta. Isenção em encargo vira alívio real na hora da conta.

    Sua pergunta final: calculo “Custo Moreira” do Don Romano?

    Vamos fazer rápido, com navalha:

    Pizza Don Romano hoje (exemplo real):

    · Preço: R$ 59,90
    · Margem líquida típica pequeno: 8–12%

    Se sai 6×1 → entra 5×2 → custo sobe ~12–18% só com reposição + encargo.

    Isso dá um novo preço: R$ 67–70.

    O consumidor médio que paga R$ 60 não migra pro R$ 70 fácil.

    Ou seja: parte do “Custo Moreira” já está embutida no preço da pizza. A outra parte está no salário real do entregador.

    O que você está dizendo, no fundo, é:

    “Por 80 anos o trabalhador pagou via salário baixo. Agora o consumidor vai pagar via pizza cara. O pequeno que não conseguir migrar morre.”

    Eu concordo.
    Mas aí não chame de “reforma trabalhista”. Chame de sacrifício realocado — e assuma que vai ter falência.

    Resposta direta pra você:

    · Sua análise sobre quem paga → perfeita.
    · Sua saída (crédito + prazo) → ingênua sem trava em 12 meses.
    · A alternativa real → isento encargo na reposição, não crédito.

    Quer que eu transforme essa resposta num memorando de 1 página pra você usar em debate com empresário pequeno?
    Porque se você chegar com “BNDES pra pizzaria”, vão rir da sua cara.
    Se chegar com “zero encargo por 12 meses se você contratar o próximo funcionário 5×2”, aí sentam pra conversar.

    Ocidente fábrica chip com 2-3 nanometros. A China com 7 nanometros

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