
Jornal GGN – O mercado brasileiro reverteu as perdas apuradas no ano por conta do cenário externo mais favorável, o que ajudou a bolsa a ultrapassar os 44 mil pontos ao fim do dia. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 3,10%, aos 44.121 pontos e com um volume negociado de R$ 7,128 bilhões. É o maior nível de fechamento desde 17 de dezembro, quando a Bovespa fechou em 45.261,48 pontos. Com isso, a bolsa acumula ganhos de 6% na semana e de 1,78% em 2016.
As operações foram impulsionadas pelo desempenho de papéis com grande peso no índice, como Petrobras e Vale. Os papéis da estatal voltaram a avançar após os ganhos expressivos apurados nesta segunda-feira: graças ao avanço dos preços do petróleo no mercado internacional, as ações ordinárias se valorizaram 2,99%, a R$ 7,57, e as preferenciais avançaram 3,31%, a R$ 5,31.
Os papéis da Vale foram puxados pelo aumento do preço do minério na China, que ficou acima dos US$ 50 por tonelada nesta sessão. Os papéis ordinários da companhia (VALE3) saltaram 8,47%, a R$ 12,81, e os preferenciais (VALE5) ganharam 7,94%, a R$ 9,24.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,56%, a R$ 3,941 na venda – o menor valor de fechamento desde 10 de fevereiro, quando o dólar terminou o dia valendo R$ 3,936. De manhã, o dólar chegou a operar em alta. Na máxima do dia, por volta das 11h40, atingiu R$ 4,01. Nas horas seguintes, no entanto, a cotação despencou, principalmente após a divulgação de que a produção industrial norte-americana caiu em fevereiro. Segundo informações da Agência Brasil, a demora na recuperação dos Estados Unidos indica que o Federal Reserve, Banco Central do país, levará mais tempo para aumentar os juros da maior economia do planeta, o que reduz a valorização do dólar.
Além do desempenho da economia norte-americana, mais fraco que o esperado, a expectativa de que o governo chinês anunciasse novos estímulos contribuiu para fazer as bolsas subirem em todo o mundo. Na última segunda-feira (29), o Banco Central da China cortou os juros para todos os bancos em 0,5 ponto percentual.
No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou que as exportações superaram as importações em US$ 3,043 bilhões no mês passado, um patamar considerado recorde para o mês. Além disso, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começou nesta terça-feira uma reunião de dois dias para decidir a Selic, a taxa básica de juros do país. A taxa está em 14,25% ao ano desde julho do ano passado e a expectativa do mercado é de que seja mantida nesse patamar.
Além da decisão do Copom, os agentes aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), fluxo cambial semanal, índice de preços ao produtor pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicadores industriais da Fiesp/Ciesp (Fundação e Centro de Indústrias do Estado de São Paulo) e o índice de commodities do Banco Central no Brasil; o Livro Bege e geração de vagas no mercado de trabalho privado nos Estados Unidos; e o índice de preços ao produtor da zona do euro.
(Com Reuters e Agência Brasil)
Deixe um comentário