4 de junho de 2026

Bolsa inverte movimento e fecha em queda de 0,89%

Queda foi puxada pela Vale e ações do setor bancário

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Jornal GGN – O índice oficial do mercado brasileiro fechou em queda nesta quarta-feira, afetado pela queda das ações da Vale e dos bancos privados, enquanto a crise política seguia no foco dos agentes. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 0,89%, aos 48.665 pontos e com um volume negociado de R$ 9,919 bilhões.

A baixa de hoje foi puxada, principalmente, pelo recuo das ações da Vale, do Itaú Unibanco e do Bradesco, que têm grande peso sobre o Ibovespa. No caso dos papéis da mineradora, as ações ordinárias (VALE3) perderam 3,53%, a R$ 14,50, enquanto as ações preferenciais (VALE5) caíram 3,20%, a R$ 10,88. Os papéis foram afetados pela queda no preço do minério de ferro na China.

No caso do setor bancário, as ações do segmento foram afetadas pela rejeição da medida provisória que aumentava a alíquota do imposto de renda que incide sobre as instituições financeiras a partir de janeiro de 2017. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) recuaram 3,32%, a R$ 30,85, e as ações do Bradesco (BBDC4) tiveram baixa de 4,53%, a R$ 25,10. Contudo, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,25%, a R$ 20,30.

O aumento do preço do petróleo no exterior voltou a impulsionar o desempenho da Petrobras. As ações preferenciais da estatal (PETR4) avançaram 1,74%, a R$ 7,60, mas as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam em queda de 0,93%, a R$ 9,56.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em baixa de 1,12%, a R$ 3,697 na venda – o menor valor desde 20 de novembro de 2015, quando terminou o dia valendo os mesmos R$ 3,697. A moeda operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 13h, chegou a ser vendida a R$ 3,68. Durante boa parte da tarde, a cotação oscilou um pouco acima de R$ 3,70, mas a moeda consolidou a queda perto do fim das negociações. A divisa acumula queda de 7,66% em março e de 6,36% em 2016.

Segundo informações da Agência Brasil, contribuiu para a queda do dólar a atuação do Banco Central (BC), que vendeu US$ 2 bilhões com compromisso de recompra. Nessa modalidade, a autoridade monetária vende os dólares das reservas internacionais, mas recompra o dinheiro algumas semanas mais tarde.

No cenário internacional, prevaleceu o otimismo em torno da cotação do petróleo. O barril do tipo Brent, negociado em Londres, encerrou o dia vendido a US$ 40,92, com alta de 3,2%. Há um mês, o mesmo tipo de barril estava cotado a US$ 30. As expectativas de que os principais países exportadores fechem um acordo para congelar a produção de petróleo têm feito o preço subir nas últimas semanas.

Para quinta-feira, os agentes aguardam a publicação da Ata do Copom, além da primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), dos dados da pesquisa mensal de comércio e da produção agrícola pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No exterior, destaque para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), os pedidos de auxílio-desemprego e o relatório mensal de orçamento nos Estados Unidos.

 

 

(Com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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