4 de junho de 2026

Bolsa reverte trajetória e fecha em alta de 1,86%

Índice inverte trajetória e se aproximou dos 50 mil pontos ao fim do dia

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – A bolsa brasileira inverteu o movimento e fechou com ganhos de quase 2%, repercutindo as notícias de que o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 1,86%, aos 49.571 pontos e com um volume negociado de R$ 11,846 bilhões. A alta vem após duas quedas seguidas da Bolsa. Com isso, o índice já acumula valorização de 15,84% no mês e de 14,35% no ano.

“No Brasil o cenário continua de forte demanda por ativos locais. O dólar segue em tendência de baixa, com forte volatilidade trazida por revisões para baixo nas expectativas inflacionárias e forte entrada de recursos externos na bolsa, além dos eventos políticos”, dizem os analistas do BB Investimentos. A bolsa chegou a cair 1,5% durante o dia, mas a notícia de que o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Luiz Inácio Lula da Silva e pediu a prisão preventiva do ex-presidente fez com que o índice disparasse. Alguns investidores encaram de forma favorável as acusações contra integrantes do PT, por acreditarem que uma mudança no governo da presidente Dilma Rousseff ajude o país a recuperar sua credibilidade.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, tiveram alta. As ações ordinárias (que dão direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 2,62%, para R$ 9,81. As ações preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) aumentaram 4,61%, para R$ 7,95.

No exterior, os analistas do BB Investimentos explicam que a reação dos investidores ao esperado anúncio de medidas de estímulo monetário adicionais pelo Banco Central Europeu (BCE) para afastar o espectro da deflação da zona do Euro não foi boa.

A autoridade monetária inicialmente correspondeu às expectativas do mercado ao aumentar o volume mensal de compra de ativos para 80 bilhões de euros, um incremento de 15 bilhões em relação aos 65 bilhões atuais. Também foram bem recebidas as reduções em todas as taxas de juros, com destaque para taxa de refinanciamento, que passou de 0,05% para 0,00%. Contudo, segundo os analistas, “os investidores não receberam bem a afirmação do presidente do BCE, Mario Draghi, dada durante a entrevista coletiva, de que acredita não serem necessários estímulos adicionais no futuro, a não ser que os fatos mudem”. Além disso, segue a preocupação com a saúde do sistema bancário em um ambiente de taxas de juros extremamente baixas e economia enfraquecida.

No mercado de câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em baixa de 1,5%, a R$ 3,641 na venda. Com isso, a moeda norte-americana atingiu o menor valor desde 31 de agosto de 2015, quando terminou o dia valendo R$ 3,627. O dólar já acumula queda de 9,04% no mês e de 7,77% no ano.

Segundo informações da Agência Brasil, a moeda oscilou bastante durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 11h30, chegou a superar R$ 3,70, mas voltou a cair durante a tarde. A divisa acumula queda de 9,04% em março e de 7,77% em 2016.

Além da movimentação vista no cenário interno, o mercado foi influenciado pela decisão do Banco Central Europeu de cortar todas as taxas de juros nos países da zona do euro. A decisão elevou a cotação do euro perante outras moedas, mas fez o dólar perder força nos mercados internacionais.

O Banco Central brasileiro divulgou a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), onde retirou a menção de que, para o ano que vem, a inflação estava “ligeiramente” superior à meta de 4,5% ao ano – levando o mercado a acreditar que a taxa de juros não vai cair tão cedo, mesmo com a economia enfraquecida.

Para sexta-feira, os analistas aguardam a publicação da pesquisa mensal de Serviços no Brasil; índice de preços ao consumidor na Alemanha; balança comercial no Reino Unido; e o índice de preços de produtos importados nos Estados Unidos.

 

(Com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Frederico Firmo

    11 de março de 2016 3:14 am

    E o deus mercado

    Haja saco com esta especulação politica. O mercado de ações é um mundo curioso, pois dizem que é um jogo, mas me parece que é um casino de cartas marcadas. No momento as cartas são políticas, mostrando que o lado financeiro efetivamente apoia o golpe, como o vem fazendo desde o inicio.  Veremos em breve o preço do petroleo subindo,  e uma sequencia enorme de indices muito bons, para quem ganha dinheiro, e muito ruins para a economia real.   

Recomendados para você

Recomendados