14 de setembro de 2026

Brasil e EUA agendam reunião presencial para negociar tarifas

Encontro entre ministros dos dois países deve ocorrer entre 30 de setembro e 1º de outubro, nos Estados Unidos
Crédito: Reprodução

Ministros do Brasil e representante dos EUA se reúnem entre 30/9 e 1/10 nos EUA para discutir tarifas a produtos brasileiros.
Encontro ocorrerá em Milwaukee durante reunião do G20 com participação do ministro Mauro Vieira.
Tarifas variam de 15% a 50%, atingindo setores como indústria, agricultura e siderurgia; alguns produtos tiveram tarifa zero.

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, devem se reunir presencialmente entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, nos Estados Unidos, para tratar das tarifas impostas a produtos brasileiros.

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O encontro deve ocorrer durante uma reunião preparatória do G20 voltada a ministros de Indústria e Comércio. Também está prevista a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Segundo Márcio Elias Rosa, as equipes técnicas dos dois países continuam trabalhando na negociação e trocando documentos desde a última conversa virtual. Ainda não há, entretanto, um acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos.

“Há uma reunião do G20 programada para o dia 30 de setembro e 1º de outubro lá nos Estados Unidos e a expectativa tanto nossa quanto do USTR é que nós façamos uma reunião presencial lá”, afirmou o ministro.

A expectativa é que o encontro aconteça em Milwaukee, onde Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira deverão participar de reuniões bilaterais com representantes de outros países do G20. De acordo com o ministro, a reunião com Greer será o principal compromisso relacionado à negociação das tarifas.

Negociação sobre o tarifaço

A sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros foi definida após um processo conduzido pelo USTR. O governo norte-americano apontou uma série de questões comerciais e regulatórias como justificativa para as medidas.

Entre os argumentos apresentados pelos Estados Unidos estão críticas a barreiras para a entrada do etanol norte-americano no mercado brasileiro, questionamentos relacionados ao sistema Pix, decisões judiciais envolvendo plataformas de redes sociais e discussões sobre tributação digital.

O governo norte-americano também levantou questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal, corrupção e proteção de propriedade intelectual.

Diferentes tarifas para produtos brasileiros

As medidas adotadas pelos Estados Unidos estabeleceram diferentes faixas de tarifas para produtos brasileiros. Uma alíquota de 25% passou a atingir diversos bens industriais, agrícolas processados e manufaturados, incluindo etanol, máquinas agrícolas e industriais, calçados, vestuário, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e máquinas elétricas.

Alguns segmentos da indústria siderúrgica e de metais básicos também estão sujeitos a tarifas elevadas, que chegam a 50% em determinados produtos. Em alguns casos, houve revisões e reduções parciais das alíquotas, com taxas entre 15% e 25%, dependendo do produto e do período regulatório.

Produtos que já estavam submetidos a sobretaxas específicas ou que receberam cobranças complementares também podem alcançar alíquotas finais mais elevadas, chegando a 37,5% em determinados casos.

Por outro lado, os Estados Unidos retiraram uma série de produtos da cobrança adicional de 25%. Entre os itens incluídos nessa lista estão carne bovina, café, laranjas e suco de laranja, além de petróleo bruto e gás natural.

Também ficaram de fora determinados produtos do setor aeroespacial, como aeronaves civis, motores e componentes da Embraer. Celulose, ferro-gusa, semicondutores, medicamentos e ingredientes farmacêuticos também aparecem entre os produtos beneficiados pela tarifa zero.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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