5 de junho de 2026

Brasil cria 228 mil empregos formais em março

Resultado mantém ritmo positivo do mercado de trabalho em 2026, com geração de vagas concentrada em serviços e expansão disseminada pelo país
Marcelo Camargo - Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro manteve trajetória de crescimento em março, com a criação de 228 mil empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo governo federal.

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O saldo, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, foi positivo em 24 unidades federativas. Os maiores resultados absolutos foram registrados em São Paulo, com 67.876 postos (0,46%); Minas Gerais, com 38.845 (0,77%); e Rio de Janeiro, com 23.914 (0,60%). Em termos relativos, destacaram-se Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).

Com esse resultado, o país já acumula mais de 613 mil vagas formais abertas no primeiro trimestre de 2026, consolidando um início de ano positivo para o emprego. Em janeiro, haviam sido geradas cerca de 112 mil vagas, enquanto fevereiro registrou um desempenho ainda mais forte, com mais de 255 mil novos postos de trabalho.

Do total de postos gerados no mês, 83,25% são considerados típicos e 16,75% não típicos — majoritariamente jornadas de até 30 horas semanais (+34.925) e contratos de aprendizagem (+12.264).

Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chega a 49.082.634 vínculos, o que representa crescimento de 2,6% em relação ao estoque de empregados no país.

Entre os setores, o maior crescimento ocorreu em Serviços, com geração de 152.391 postos no mês. Na sequência, aparecem Construção (38.316), Indústria (28.336) e Comércio (27.267). Apenas a Agropecuária registrou retração, com queda de 18.096 postos, influenciada principalmente pela finalização de safras de maçã, soja e uva.

Outro dado relevante é que a criação de vagas ocorre na maior parte das regiões e unidades da federação, o que sugere um movimento menos concentrado geograficamente. Entre os estados, o maior saldo no acumulado foi registrado em São Paulo (183.054), seguido por Minas Gerais (70.625) e Santa Catarina (59.396). Em termos relativos, os maiores avanços ocorreram em Goiás (2,33%), Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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