26 de junho de 2026

Brasil prepara retaliação contra política tarifária de Trump, diz jornalista

País começa a mapear impacto da medida nas cadeias produtivas; uma lista de produtos que podem ser retaliados é outra forma de resposta
Foto de Adam Nir na Unsplash

O governo brasileiro e os empresários do setor privado começam a se preparar para lidar com aquela que pode ser a primeira onda de tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump contra o país.

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Em artigo publicado no site UOL, o jornalista Jamil Chade explica que o governo prepara uma lista de produtos que podem ser retaliados caso as exportações brasileiras sejam atingidas, e que está em preparação o mapeamento do impacto das tarifas extras sobre as cadeias produtivas.

De acordo com Chade, “a preocupação é de que as taxas ou barreiras possam ser aplicadas em setores como o aço, ou como retaliação numa pressão para que o mercado de etanol do Brasil seja aberto ao produto americano”.

A percepção sobre a cobrança dos encargos aumentou na última sexta-feira, quando Trump disse que iria anunciar “tarifas recíprocas” contra diferentes economias nos próximos dias – e recentemente citou o Brasil como exemplo onde os EUA não seriam tratados de maneira “justa”.

Contudo, levantamento elaborado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostra que a relação comercial dos americanos com o Brasil é superavitária há uma década: apenas em 2024, as exportações aos EUA somaram US$ 40,3 bilhões, mas as importações somaram US$ 40,6 bilhões, alta de 6,9% ante 2023.

O que pode pesar na conta são segmentos específicos, principalmente aqueles em que o relacionamento entre os dois países é um pouco mais tensa, como etanol ou aço.

O governo já começou a levantar as áreas nas quais poderia retaliar os Estados Unidos, seguindo o exemplo de outros mercados. A resposta não seria com a cobrança de taxas extras, mas com a retirada de benefícios que atualmente itens norte-americanos usufruem para entrar no Brasil – desta forma, as barreiras estariam dentro das normas internacionais.

O esforço está em concentrar a resposta na base republicana e dos apoiadores de Trump, em especial as regiões em que o presidente foi vencedor nas últimas eleições.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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5 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    9 de fevereiro de 2025 5:42 pm

    Bom estar preparado mas meio que retaliando ser ter sido “taliado”.

  2. Rui Ribeiro

    9 de fevereiro de 2025 7:03 pm

    Quando eu era pequenininho lá em Barbacena, alguém chegou com duas caixas de fósforo e foi me entregando os palitos de uma das caixas de fósforo de um a um e pedindo que eu os quebrasse. Eu, claro, quebrei todos os palitos. Depois de quebrar cada palito indivividualmente de uma das caixas de fósforo, a pessoa pegou de uma única vez todos os palitos da outra caixa de fósforo e pediu que eu os quebrasse todos de uma só vez. Claro que eu não consegui.
    Se todos os paises reagirem a Trump individualmente, Trump vai quebrar todo mundo mas se os países reagirem em bloco, o Laranjão não terá escolha.

  3. AMBAR

    9 de fevereiro de 2025 7:52 pm

    A Rússia soube lidar com as sanções impostas pelos americanos e europeus aos seus produtos. Vendeu mais caro o que mais os importadores precisavam e ainda utilizou intermediários, abrindo novos mercados. Talvez o Brasil a devesse tomar como exemplo oferecendo seus produtos essenciais aos americanos para outros mercados. Se depender de exportações sob encomenda aí fica sem mercado. Americano não faz favor nenhum em importar do Brasil, ele importa porque precisa, não tem que ficar esnobando o país. Se sancionar todo mundo vai ficar devedor, pobre e isolado.

    1. Rui Ribeiro

      10 de fevereiro de 2025 8:39 am

      De limão, os Russos extraem uma limonada.
      As sanções do Ocidente só curvariam a Rússia se os sanguessugas do Ocidente combinassem com os Russos.
      Hora dos Brics manifestarem sua solidariedade à África do Sul, que está sendo retaliada pela plutocracia estadunidense em razão de estar promovendor a reforma agrária.

      China, Rússia, Brasil, Colômbia, Panamá, México, Canadá, África do Sul, Palestina, Irã, Coréia do Norte, Venezuela, Índia, etc, unamo-nos. Nada temos a perder exceto nossos grilhões. Temos um mundo novo a construir

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