21 de maio de 2026

Caso Master leva TCU e BC ao limite e força negociação de emergência

Presidentes das instituições buscam acordo após embate sobre inspeção na liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro
O novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

▸ Presidentes do TCU e Banco Central se reúnem para resolver impasse sobre fiscalização e autonomia do BC em Brasília.

▸ TCU quer inspeção nos documentos do Banco Central sobre liquidação do Banco Master, mas BC resiste à decisão monocrática.

▸ Banco Master foi liquidado por crise de liquidez; controlador preso por suspeita de fraude, mercado teme insegurança jurídica.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Na tentativa de estancar o desgaste público, os presidentes do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, e do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se reúnem na tarde desta segunda-feira (12), em Brasília, para tentar pôr fim ao impasse sobre os limites da fiscalização do tribunal diante da autonomia operacional da autoridade monetária.

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O encontro, marcado para as 14h na sede do BC, ocorre em meio a uma escalada de tensões provocada pela liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 e agora submetida ao escrutínio do TCU.

A intenção, segundo Vital do Rêgo, é buscar uma solução institucional que preserve as competências constitucionais da Corte de Contas sem comprometer a independência do regulador do sistema financeiro.

Apesar do avanço da fiscalização, o presidente do TCU sinalizou que não pretende interferir no mérito técnico da decisão tomada pelo Banco Central.

O que nós veremos é que o BC teve toda razão em liquidar o Banco Master, como faz qualquer agência reguladora”, afirmou o ministro em entrevista à GloboNews.

Impasse sobre inspeção

A crise entre os órgãos ganhou força na última semana, quando o relator do processo no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, determinou a realização de uma inspeção presencial nos documentos do Banco Central. Segundo ele, as informações encaminhadas previamente não seriam suficientes para justificar a intervenção drástica sobre a instituição financeira.

O BC reagiu de forma firme. Argumentou que uma inspeção dessa magnitude não poderia ser imposta por decisão monocrática e que dependeria de deliberação do plenário do tribunal.

Diante da resistência institucional e da repercussão pública, Jhonatan de Jesus recuou da ordem imediata, mas manteve sua posição técnica.

Em despacho, o relator escreveu que, “sob o ângulo regimental, não procede a premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado”.

Ainda assim, decidiu submeter a controvérsia ao plenário do TCU: “Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do Plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria”.

Liquidação, crise e suspeitas de fraude

O Banco Master foi liquidado pelo BC sob o diagnóstico de uma grave crise de liquidez, que inviabilizava o cumprimento de suas obrigações financeiras.

Paralelamente, investigações da Polícia Federal (PF) apontaram indícios de fraudes no sistema financeiro envolvendo a instituição. O controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no fim de 2025 e atualmente cumpre medidas cautelares, inclusive com o uso de tornozeleira eletrônica.

A movimentação do TCU, porém, gerou forte desconforto no mercado financeiro, que vê no episódio um risco concreto de insegurança jurídica.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa pública de Galípolo e da autoridade monetária. Em nota, afirmou que “a solidez e a resiliência do setor bancário e a independência do regulador do sistema financeiro são um ativo e um patrimônio nacional”.

A entidade acrescentou: “A força do setor bancário se alicerça na força do regulador, que somente se sustenta com respeito, credibilidade e dignidade institucional, pilares que sempre forjaram a atuação do Banco Central brasileiro”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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