10 de junho de 2026

Catar alerta para atraso na comercialização de energia do Golfo

Mercado global pode ser comprometido se confronto militar entre EUA, Israel e Irã se estender ao longo das próximas semanas
Foto de Mufid Majnun na Unsplash

Mercados globais de energia podem enfrentar turbulência se ataques dos EUA e Israel contra Irã continuarem a crescer.
Qatar suspendeu produção de GNL após ataques iranianos; país responde por 20% da oferta global do produto.
Ministro do Catar alerta que retomada da oferta de GNL pode levar semanas ou meses, mesmo com fim imediato da guerra.

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Os mercados globais de energia podem passar por um período de turbulência nas próximas semanas, caso os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã continuem a se intensificar.

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A afirmação é do ministro de Energia do Catar, Saad al-Kaabi, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que alertou para o aumento dos preços de energia “para todos”, e que “haverá escassez de alguns produtos e uma reação em cadeia de fábricas que não conseguirão suprir a demanda”.

Mesmo se a guerra fosse interrompida imediatamente, o político ressaltou que a oferta de GLN levaria “semanas ou meses” para retomar o ciclo de entregas.

Como lembra a Al Jazeera, o Catar interrompeu a produção de gás natural liquefeito (GNL) em meio aos ataques de mísseis e drones efetuados pelo Irã nos últimos dias, e que tem tido como alvo a infraestrutura energética – com efeito posterior nos preços do gás catari.

A produção de gás do Catar representa cerca de 20% da oferta global, e é fundamental para equilibrar a oferta do produto nos mercados da Ásia e da Europa.

Por outro lado, autoridades norte-americanas prometeram “morte e destruição” no Irã, que segue a disparar contra alvos em toda a região mesmo com os sucessivos alertas de violação do direito internacional.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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