10 de junho de 2026

Participação chinesa em títulos do Tesouro dos EUA é a menor desde 2009

Governo chinês tem procurado diversificar ativos e manter dívida americana em contas de menor perfil; Japão segue como maior detentor
Foto de Karolina Grabowska via pexels.com

O montante de títulos do Tesouro norte-americano mantido pela China atingiu seu menor nível desde 2009, na medida em que o governo chinês mantém títulos em contas de menor perfil e diversifica suas reservas junto a ativos alternativos.

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Dados do Tesouro norte-americano mostram que o valor da dívida soberana dos EUA mantida por investidores chineses caiu para US$ 759 bilhões em 2024, uma redução de US$ 57 bilhões – e que não inclui títulos do Tesouro de propriedade chinesa mantidos em contas de outros países.

Segundo analistas ouvidos pelo jornal britânico Financial Times, parte da mudança se deve ao desejo chinês de alterar o perfil de suas reservas estrangeiras ao comprar outros ativos, como ouro. Desde o auge em 2011, as participações registradas da China no mercado de treasuries caíram cerca de US$ 550 bilhões.

Ao mesmo tempo, também existe a intenção chinesa de camuflar o verdadeiro tamanho de suas participações no Tesouro norte-americano, enviando-as para contas de custódia registradas em outros locais, o que aumentou a dificuldade de rastreio dos movimentos chineses e com os fluxos estão afetando os mercados globais.

Vale lembrar que o tema tem sido acompanhado uma vez que os EUA precisam financiar um grande déficit orçamentário, ao mesmo tempo em que o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) tem reduzido sua presença no mercado de dívida pública.

O Japão continua sendo o maior detentor de títulos da dívida norte-americana, com mais de US$ 1 trilhão, enquanto as participações do Reino Unido subiram US$ 34,2 bilhões em 2024, as belgas subiram US$ 84 bilhões e a presença de Luxemburgo aumentou US$ 84 bilhões.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Anônimo

    19 de fevereiro de 2025 10:15 pm

    Não entendi nada.

  2. João

    20 de fevereiro de 2025 10:05 pm

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