4 de junho de 2026

Combustíveis pressionam produção industrial em outubro

Levantamento do IBGE tem predominância de dados positivos, mas setor tem variação negativa de -0,2%; alta no ano chega a 3,4%
Foto de Pixabay

A indústria brasileira registrou variação negativa de 0,2% entre os meses de setembro e outubro, resultado que interrompe sequência de dois meses em alta e que elimina parte do ganho de 1,2% acumulado no período.

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Apesar da queda, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o setor avançou 5,8% na comparação com outubro de 2023, em seu quinto mês consecutivo de expansão. No ano, o setor acumula alta de 3,4% e, em 12 meses, avanço de 3,0%.

Tais resultados mostram que a produção industrial encontra-se 2,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas 14,4% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

A maior influência negativa na análise mensal foi assinada pelo segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (com destaque para a redução na produção do álcool), que recuou 2% em outubro após avançar 4,7% em setembro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção, período no qual acumulou recuo de 3,4%.

Indicadores em alta

Embora o índice mensal tenha mostrado leve queda, a maioria dos componentes encerrou o período com dados positivos: 19 das 25 atividades pesquisadas apresentaram expansão, em especial o setor de veículos automotores, reboques, que avançou 7,1% e intensificou o crescimento de 2,8% registrado em setembro.

Na comparação com outubro de 2023, o crescimento de 5,8% foi o quinto aumento consecutivo e supera os avanços de 3,4% de setembro e de 2,3% de agosto. Assim como nos dados mensais, prevalece a característica de perfil disseminado de taxas positivas alcançando as quatro grandes categorias econômicas e 21 dos 25 ramos industriais pesquisados.

No ano, o total da indústria avança 3,4%, mantendo o movimento de expansão da produção ao longo do ano e intensificando o ritmo de crescimento, inclusive com predomínio de taxas positivas, com alta nas quatro grandes categoriais econômicas e 21 dos 25 ramos industriais pesquisados apontando crescimento na produção.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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