Um dos fatos mais deprimentes dos canais jornalísticos é quando entram os comentaristas ideológicos, fazem ar sábio e cobrando a carta em branco de Lula.
- Lula precisa assegurar que o país irá continuar trilhando o liberalismo, que tanto progresso trouxe nos últimos anos, dizem os sábios ultradireitistas que passaram a infestar a CNN.
Confira, abaixo, os supostos avanços do período liberal.
Nas três primeiras tabelas, estão os últimos dados da Pesquisa Mensal da Indústria, do IBGE. No período Bolsonaro, o Índice Geral da Indústria permaneceu em 0%.
Mas o que chama a atenção são os indicadores da indústria depois que teve início o período ultraliberal – iniciado com o pacote Joaquim Levy, aprofundado por Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Confira em alguns dos indicadores:
- Em janeiro de 2013, a produção acumulada de 12 meses da indústria estava no índice 102,58. Em janeiro de 2015, em 98,69, mas refletindo os problemas de 2014. Depois, despenca até fechar em setembro de 2022 em 85,62.
- Com a indústria extrativa, a queda foi de 96,11 para 87,73. E com a indústria de transformação, de 103,31 para 85,38.
- Produtos mais diretamente ligados ao consumo popular desabaram, com exceção de Produtos Alimentícios, que são de primeira necessidade. Mesmo assim, o índice caiu de 100,15 para 92,28.
- Já a produção de produtos têxteis desabou de 99,41 para 72,33 e de vestuário de 99,48 para 66,01.
- A produção de móveis caiu de 100,70 para 61,75.
Com a Indústria
Sergio Navas
12 de outubro de 2022 1:50 pmEm se tratando de industrialização, nenhum artigo que não contemple a década de 90 refletirá a realidade di País.
Jotapontomarcelo
12 de outubro de 2022 2:51 pmNO DIA DAS CRIANÇAS,ME TIRARAM O DOCE,FELIZ DIAS DAS CRIANÇAS TB GGENEEEEE !!!
Paulo Dantas
12 de outubro de 2022 4:01 pmA indústria morre , mas o projeto liberal não existe no Brasil, não podecser ele , tem outros culpados.
Quem são , ¡no lo sé!
José Carvalho
13 de outubro de 2022 3:33 pmA situação da indústria é um reflexo também dessa falta de propósito, de interesse que o setor tem apresentado ao longo dos tempos. Faltam objetivos de se atingir uma condição projetada e trilhada para ser efetivada. Não se programa o próprio progresso com um ponto futuro a ser percorrido. Todos trabalham muito dentro de todo esse contexto, em relação às condições de impostos e tributos e etc; mas os dias vão sendo vividos sem que se estabeleçam objetivos altos e com metas para ser de fato realizados. Cada um olhando o próprio umbigo. Essas generalidades citadas tão amplamente, como são ditas a produtividade, a competitividade, a infraestrutura, parecendo que isso pode ser comprado em algum lugar. Antes desse período a partir de Joaquim Levy, foram executadas umas desonerações com intenção de algum uso de criatividade pra melhorar os negócios e se fortalecer aumentando os investimentos, mas só se olha o ganho imediato. Um dia a coisa vai apertando, vai apertando até ficar difícil e aí ou o negócio é vendido ou fechado. Teoricamente crescer um negócio é menos complicado que construir do zero, principalmente quando vai razoavelmente bem. A montanha nunca vem até ninguém. Ou se vai até a montanha ou jamais se aproximará dela.
Pedro de Alcântara
20 de outubro de 2022 12:21 pmNassif, em artigo anterior sobre a situação de fuga da produção por parte do capital nos Estados Unidos, você concluiu que, enquanto isso a China estava a todo vapor. Está aí, precisamente, o ponto de partida para entender o que acontece atualmente com o capitalismo. Está se tornando impossível para o capital se reproduzir enquanto tal. A destruição, na forma de Rentismo, tomou conta dos países capitalistas. Trata-se de um processo inerente à reprodução do capital. Chegou a hora de atentar para o capítulo do III livro do Capital sobre a tendência à queda da taxa de lucro. São muitas as manifestações desse processo de destruição, mas se faz necessário atentar para o seu fundamento.