O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (02/08) reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano.
Diversos representantes do setor produtivo elogiaram a decisão tomada pelo colegiado. Confira abaixo a repercussão da decisão:
Confederação Nacional da Indústria (CNI)
“A decisão foi acertada, uma vez que não compromete o processo de combate à inflação e evita um desaquecimento maior da indústria e da economia. As expectativas de inflação têm passado por sucessivas revisões para baixo e a apreciação da taxa de câmbio, nos últimos meses, também representa mais um elemento positivo para esse cenário de controle da inflação”, avalia Robson Andrade, presidente da CNI, em nota.
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)
Para a entidade, a decisão do Banco Central em diminuir a taxa de juros básica da economia brasileira para 13,25% “foi duplamente acertada: tanto na magnitude quanto no momento da economia do país”, principalmente quando se leva em consideração “as quedas nos índices de inflação e as perspectivas para os próximos anos, assim como a melhora da avaliação do Brasil em agências de classificação de risco”.
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan
A Firjan considera que a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic para 13,25% está na direção correta. Em um ambiente em que as incertezas vão se dissipando, com redução da percepção do risco inflacionário, as justificativas que mantinham a taxa de juros em níveis elevados são eliminadas.
“Tanto o IPCA cheio quanto os núcleos de inflação vêm mantendo uma trajetória de desaceleração, o que tem influenciado a revisão das expectativas inflacionárias para 2023 e 2024 para baixo. Ademais, indicadores relacionados ao nível de atividade e ao mercado de trabalho continuaram a confirmar a percepção de desaceleração econômica para este segundo semestre”.
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Em meio a diversas críticas ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, o sindicato afirma que o corte de 0,5 ponto ficou abaixo do necessário, uma vez que as medidas adotadas pelo governo federal até o momento “reduziram a inflação, valorizaram o real, aumentaram a produção interna e reduziram o desemprego para 8%, o menor percentual dos últimos oito anos”.
“Um crescimento econômico e uma geração de emprego e renda mais pujantes só não ocorrem devido à manutenção da taxa Selic em patamares superiores a 13%. As taxas de juros nas alturas sangram os cofres públicos e emperram o consumo e uma retomada mais forte do crescimento”, diz o sindicato.
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