
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) interrompeu a sequência de ajustes e manteve a taxa básica de 15% ao ano, o patamar mais elevado desde julho de 2006.
“O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, afirma o comitê, em comunicado divulgado após a reunião.
O colegiado diz que acompanha “com particular atenção” os anúncios ligados às tarifas norte-americanas ao Brasil, o que reforça a cautela, além de acompanhar “como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros”.
Em relação ao cenário doméstico, a autoridade monetária explica que o conjunto dos indicadores de atividade econômica tem apresentado “certa moderação no crescimento”, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo.
“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, ressalta o colegiado.
A decisão foi tomada de forma unânime pelo colegiado: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

Lênin and The Ulianovs
31 de julho de 2025 7:15 amExportação em alta e preços pressionados?
Sobe o juro…
Exportação baixa, produtos encalhados?
Sobe o juro.
Flamengo é campeão?
Sobe o juro.
Flamengo perdeu?
Sobe o juro.
Queimada no cerrado, neve no sul, ressaca no Leblon?
Sobe o juro.
Sinceramente, eu acho um desserviço esse espaço publicar essas “informações” sobre a ata do Komintern…
A não ser que seja, como na ditadura, uma piada contrabandeada.
Se os juros estivessem a 3, 4% ou seja, 7% nominais, não precisava temer tarifação dos EUA…
A verdadeira origem do poder de tarifar é o preço do câmbio e o preço do dinheiro que emitimos, e que, neste caso, compramos dos EUA.
Até quando vamos comprar o déficit dos EUA?
Ah, e enfim, ficou em 15% e as tarifas eram um blefe.
Ou seja, ganharam os de sempre.
Parabéns Galípolo, parabéns Lula, parabéns Haddad.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
31 de julho de 2025 7:54 amO curioso no uso da taxa de juros como ferramenta de combate a inflação, é que os fundamentos que sustentam a teoria, são os mesmos no mundo todo, entretanto, as taxas utilizadas no Brasil são cerca de 3 vezes maior em relação a maioria dos países. E por falar em 3, coincidentemente, se usarmos o fator 3, sobre a inflação projetada pelo mercado nos últimos 3 anos, elas se aproximam das taxas aprovadas pelo BACEN. Será realmente coincidência ou será um método?
Rui Ribeiro
31 de julho de 2025 8:16 amEssa taxa de juro estratosférica tem a finalidade de manter o poder de compra da população. Mas para isso acontecer, a população tem que comprar menos, o que implica no arrefecimento da economia, na quebradeira de empresas, na elevação do nível de desemprego e na redução da oferta, o que faz pressionar os preços, ao contrário, do que se pretendia com a taxa de juro estratosférica. Taxa de juros e índice inflacionário não são grandezas inversamente proporcionais.
Baixem essa taxa de juro, seus Manés de Minha Tia, a fim de que a oferta se eleve e a inflação ceda.
Rui Ribeiro
1 de agosto de 2025 8:02 amEstá caindo a ficha da direitosa de que a população percebeu que não há proporcionalidade inversa entre taxa de juros e índices inflacionários. Então eles já estão inventando a desculpa fiscal para manter a Nação de joelhos perante os poderosos:
Selic pode ir a 18% que não vai resolver a inflação: “É um problema fiscal, não monetário”, diz Alberto Ramos, do Goldman Sachs.
A inflação é um problema de classe, é um problema político, não um problema fiscal ou monetário.