Acabou de dar no “Valor Econômico”:
“No documento pericial, consta que não foram encontradas as seguintes empresas ou não havia atividade: Fictor Agro Comércio de Grãos e Dynamis Clima SPE Ltda, ambas em Goiás; FW SPE Solar 1 LTDA e FW SPE Solar 2 LTDA, no Amazonas; Komorebi SCP e RICA, no Estado do Rio de Janeiro; e a filial da Fictor Invest em Salvador, Bahia”.
No dia 19.11.2025, ou seja quase 3 meses atrás, todo esse quadro havia sido delineado pelo Jornal GGN no artigo “Os negócios obscuros da Fictor, que pretendia adquirir o Master”.
Constatava a reportagem:
“A única empresa com demonstração financeira pública, a Fictor Alimentos S.A. (companhia parte do grupo e listada — ticker FICT3 na B3) para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2024, com relatório da administração e auditoria independente (Ernst & Young Auditores Independentes S.S.) aparece patrimônio líquido negativo de cerca de -R$ 9,103 milhões (ou seja, a empresa tem mais passivos do que ativos nessa demonstração). E é a única empresa do grupo com dados públicos e tem patrimônio líquido negativo”.
“No site oficial do Grupo Fictor consta que o portfólio atua em alimentos, serviços financeiros e infraestrutura/energia, com escritórios também em Lisboa e Miami, o que sugere ambição internacional.
No dia 1.12.2025, outra relação de denúncias na reportagem “O castelo de cartas da Fictor: R$ 31 milhões em Papel Fantasma”
“FictorAgro: A Miragem do Agronegócio
A Fictor se vende ao mercado como uma operação inovadora de agronegócio, fintech de pagamentos, patrocinadora de clube grande e até candidata a player global. Nos bastidores, porém, a engrenagem parece ter bem menos soja e bem mais Excel.
O braço agrícola do grupo, a FictorAgro, apresentava-se como “empresa cerealista com forte experiência em café, soja, milho e sorgo”, alegando movimentar mais de 1 milhão de sacas por mês — o equivalente a R$ 600 milhões anuais.
(…) Para justificar a rentabilidade fora da curva, a Fictor se apresenta como comercializadora de grãos, com base operacional em Balsas (MA), uma das regiões mais quentes do agronegócio brasileiro.
Mas, segundo fontes internas, a “base operacional” nada mais é do que uma estrutura do grupo Diagro, que teria vendido apenas naming rights (o direito de pintar os silos com a sua marca) e presença de marca à Fictor. A capacidade operacional efetiva seria irrisória frente ao volume de negócios anunciado — algo próximo de “menos de 0,01% do que eles dizem movimentar””.
Mais ainda:
”A análise do contrato com a Fictor Agro identificou graves irregularidades e riscos regulatórios/operacionais, sugerindo que a operação pode configurar uma oferta irregular de valor mobiliário (investment contract) no Brasil, sem a devida proteção ao investidor.
1. Promessa de Rentabilidade Fixa (2,00% Mensal): Sugere promessa de retorno ou garantia de capital, o que é proibido para ofertas não registradas e levanta “red flags” (alertas vermelhos) para esquemas irregulares (Ponzi/pirâmide).
2. Captação Irregular: Aporte feito diretamente em conta corrente da Sócia Ostensiva, sem custódia, conta vinculada ou intermediação de Corretora/DTVM autorizada, elevando o risco de desvio de recursos.
3. Estrutura SCP Frágil: Uso de Sociedade em Conta de Participação (SCP) sem as salvaguardas necessárias (como auditoria e segregação de patrimônio), concentrando poder e risco na Sócia Ostensiva.
4. Cláusulas de “Garantia”: Cláusulas de Put Option e dissolução que preveem a devolução do “Valor do Aporte”, funcionando como uma garantia implícita de capital.
5. Governança Deficiente: Prestação de contas vaga (“quando solicitada”), ausência de auditoria e poderes ilimitados da Ostensiva, facilitando o conflito de interesses (self-dealing)”.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
10 de fevereiro de 2026 8:20 pmOs velhacos da Fictor plagiaram os capítulos da série Game of Thrones quw introduziram um personagem rico e poderoso. Toda fortuna dele estava trancada num cofre. No final o cofre dele estava tão vazio quanto a Fictor. 😂😂😂
evandro condé
11 de fevereiro de 2026 11:48 amCuriosidade, procurei e não encontrei: Algum artigo sobre a Ambipar?
Lourdes Nassif
11 de fevereiro de 2026 4:51 pmhttps://jornalggn.com.br/noticia/o-caso-xp-ambipar-em-jogo-a-reputacao-do-mercado-por-luis-nassif/
https://jornalggn.com.br/coluna-economica/como-a-xp-ganhou-na-alta-e-na-queda-da-ambipar-por-luis-nassif/
https://jornalggn.com.br/noticia/o-caso-master-e-a-crise-regulatoria-do-mercado-de-capitais-por-luis-nassif/
evandro condé
11 de fevereiro de 2026 9:14 pmObrigado. Digitei na lupa da página e nãda semelhante foi mostrado.
evandro condé
11 de fevereiro de 2026 11:52 amTem gente que vive (bem) aplicando golpes. Como os pobres mortais querem investir irão fazê-lo? Há solução?