10 de junho de 2026

Custo de vida sobe nos EUA e dificulta agenda econômica de Trump

Inflação de 3%, hipotecas acima de 6% e tarifas recordes alimentam frustração de eleitores a um ano das eleições de meio de mandato
Foto: The White House

Donald Trump enfrenta insatisfação com alto custo de vida nos EUA a um ano das eleições de meio de mandato.Inflação anual está em 3%, hipotecas acima de 6%, mantendo moradia inacessível para milhões de famílias.Políticas econômicas e tarifas elevadas pressionam preços; republicanos podem perder apoio eleitoral.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A um ano das eleições de meio de mandato, o presidente Donald Trump enfrenta crescente insatisfação com o alto custo de vida nos Estados Unidos. Apesar das promessas de reduzir preços, baratear moradias e derrubar juros, os indicadores mostram que a realidade caminhou na direção oposta.

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A inflação anual está em 3%, praticamente o mesmo nível de quando Trump iniciou seu segundo mandato, mantendo o preço geral dos bens 3% mais caro do que há um ano. As hipotecas de 30 anos seguem acima de 6%, mantendo a casa própria fora do alcance de milhões de famílias.

Em artigo no Project Syndicate, o economista e ex-vice-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Desmond Lachman atribui o avanço dos preços ao próprio conjunto de políticas econômicas do governo.

O pacote fiscal aprovado neste ano — o One Big Beautiful Bill — ampliou o déficit e estimulou a demanda, empurrando o PIB para cima, mas mantendo a inflação pressionada.

Já as tarifas médias de importação subiram para 17%, o maior patamar desde 1936, com impacto adicional estimado de 1,3 ponto percentual sobre os preços ao consumidor.

A política migratória também contribui para o encarecimento: a deportação de imigrantes indocumentados e o desestímulo à imigração legal elevam custos em setores como construção e agricultura.

Ao mesmo tempo, Trump pressiona o Federal Reserve por cortes agressivos de juros — movimento que pode gerar incerteza e, paradoxalmente, elevar taxas de mercado, incluindo hipotecas.

Com a “affordability” no centro do debate eleitoral, analistas avaliam que os republicanos caminham para um cenário desfavorável. Sem mudança abrupta na política econômica, o partido deve enfrentar resistência crescente de eleitores que esperavam exatamente o contrário: preços mais baixos e crédito mais barato.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Rui Ribeiro

    13 de dezembro de 2025 9:36 am

    O custo de vida aumenta nos EUA mas, diferentemente do Brasil, lá nos EUA não se elevam a taxa de juros, ao contrário, a referida taxa é reduzida.

    O Bananistão é o paraíso dos especuladores e o inferno dos produtores

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